HQ

 

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sinopse
Londres. Cinco de novembro de 1997. 
Numa Inglaterra dominada por um regime totalitário, uma figura misteriosa chamada simplesmente V, usando vestimentas e uma máscara que evocam a imagem de um infame personagem histórico britânico, desponta no horizonte como a única chance de que haja liberdade novamente. Chegou a hora de alguém levantar a voz e dar um basta à situação vigente… 
A poderosa e aclamada obra concebida pelo genial escritor Alan Moore e o excepcional desenhista David Lloyd finalmente ganha uma edição à altura de sua importância, contendo a história completa, esboços originais, notas e uma detalhada explanação do autor sobre a criação desta maravilhosa HQ. 
Um verdadeiro marco na história da narrativa gráfica, V de Vingança é um hino à resistência e à necessidade de liberdade. Sua importância é tão grande que até hoje é apontada como uma das melhores publicações do gênero, tendo, inclusive, influenciado os irmãos Wachowski (criadores da trilogia Matrix) a produzir um excelente filme baseado na obra.Skoob

o que eu achei

“Boa noite, Londres.
São 21h00 e este é a Voz do Destino, transmitindo em ondas médias de 275 e 285mhz. Cinco de novembro de 1997 …
Alertamos à população que as zonas de quarentena hoje são as áreas de Brixton e Streatham. Sugerimos que o acesso a elas seja exitado por razões de saúde e segurança …
A polícia efetuou em dezessete casas de Birmingham nesta madrugada, desbaratando o que se supõe ser uma célula terrorista. Vinte pessoas, oito delas mulheres, foram detidas e aguardam julgamento …
Tempo bom até 0h07, quando terá início uma chuva que se estenderá até a 1h30 da madrugada …
Tenham uma boa noite!”

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V de Vingança nasceu da parceria entre o roteirista (e comunista) Alan Moore e o desenhista David Lloyd, uma poderosa e aterradora história sobre perda de liberdade e cidadania, encenada em uma Inglaterra futurista que se entregou ao fascismo, ao extermínio de minorias raciais e sexuais, onde opositores eram executados como terroristas e liberdades individuais se tornaram lendas. Muitas nuances desse cenário podem ser comparadas às ditaduras militares da América Latina, ao nazismo na Alemanha de Hitler e ao fascismo da Itália de Mussolini (não vou comparar com a política externa dos EUA porque daria um tratado gigantesco).

V de Vingança é uma história em quadrinhos (HQ) publicada originalmente entre 1982 e 1983 em preto e branco pela editora britânica Warrior, mas não chegou a ser finalizada. Em 1988, incentivados pela DC Comics, Alan Moore e David Lloyd retomaram a série e a concluíram com uma edição colorida. A série completa foi republicada nos EUA pelo selo Vertigo da DC e no Reino Unido pela Titan Books. No Brasil, foi publicada em 1989 em cinco edições em cores pela editora Globo e mais tarde pela Via Lettera, em dois volumes em preto e branco; em 2006 teve uma edição especial pela Panini, em volume único, colorido e com material extra. Atendendo a pedidos, em 2012 a Panini relançou esta edição especial.

(Não vou falar sobre o Moore – um dos melhores e mais respeitados escritores de quadrinhos, além de bruxo, comunista e polêmico – porque a biografia dele merece um post a parte e sua vasta produção também)

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A famosa máscara de V é inspirada em Guy Fawkes, um soldado inglês católico que pretendia assassinar o rei protestante Jaime I e os membros do Parlamento inglês durante uma sessão em 1605, explodindo o parlamento, o que ficou conhecido como Conspiração da Pólvora. Porém a conspiração foi desarmada e após ser interrogado sob tortura, Fawkes foi condenado a forca por traição e tentativa de assassinato. Outros participantes da conspiração acabaram tendo o mesmo destino. Sua captura é celebrada até os dias atuais no dia 5 de novembro, na “Noite das Fogueiras”.

V é um sobrevivente de um campo de concentração. Lá ele perdeu sua memória e sua identidade, vivia confinado no quarto “V” e quando conseguiu fugir desse lugar adotou V como codinome. Eram levadas para esse campo de concentração as minorias raciais e sexuais, que eram usadas para vários tipos de testes. Os médicos e cientistas desse lugar estavam animados com a “evolução” do “experimento” do quarto V, era o único a dar bons resultados, todos os outros seres humanos usados nesses experimentos não conseguiam sobreviver. V se tornou indestrutível e com uma inteligência fora do comum, aos poucos conseguiu esconder material suficiente em seu quarto/cela para explodir todo o lugar. Dessa fuga ficou com o corpo inteiro queimado, mas conseguiu sobreviver.

Não posso dizer que V era homem ou mulher ou qual era sua etnia, seu corpo está sempre coberto na história, mas como ele estava nesse campo de concentração, podemos supor que ele era ou gay/lésbica, ou bissexual, ou transexual.

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No começo da história temos a personagem Evey. Ela é órfã de militantes da resistência, passou parte da sua vida em um reformatório, mas ao completar 18 anos teve que sair de lá. Sem familiares e sem emprego, ela resolve se prostituir. Na sua primeira noite ela acaba se envolvendo em uma confusão com policiais, que tentam estuprá-la. É quando aparece V, que mata os policiais em uma cena maravilhosa, resgata Evey e explode um prédio público.

Evey, ao decorrer da história, vira uma espécie de aprendiz de V. Seus conflitos, e o de outros personagens femininos, escancaram como pode ser opressivo ser mulher em um regime totalitário, religioso e patriarcal (ou apenas patriarcal, né?).

V está em uma jornada de vingança. A medida que ele vai executando seu plano todos os horrores que possibilitaram a existência desse campo de concentração vão sendo revelados para o público e para o detetive que está atrás de V. Os desdobramentos de sua vingança acendem uma fagulha na população, que começa a reagir.

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Nessa HQ é possível notar influências de 1984 de George Orwell, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury e até ideias de Kropotkin.V simboliza o espírito revolucionário que não se curva ao totalitarismo, o ideal que é maior do que pautas individuais. É aquela fagulha que te incita a questionar e a querer transformar os sistemas opressores institucionais, sociais e culturais.

Lloyd pediu para Moore escrever um roteiro sem efeitos sonoros e sem balões de pensamento. O processo de criação da parceria deles é um presente para os fãs nos extras dessa edição.

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V acabou se tornando um dos componentes dos levantes populares dos últimos anos, infelizmente, na maioria das vezes, em um contexto bem despolitizado. A máscara usada pelo personagem esteve presentes em várias manifestações pelo mundo e atualmente é símbolo do Annonymous. Aqui no Brasil após a descontextualização das Jornadas de Junho, jovens enrolados na bandeira nacional usaram a máscara aos gritos de “sem violência”, maior contradição impossível, o personagem V não era nacionalista, muito pelo contrário, era anarquista e usava da violência e da ação direta na sua revolução.

O filme, lançado em 2005, mudou bastante coisa da história, principalmente o final, e alguns personagens simplesmente sumiram. A Evey do filme é uma criatura angelical bem diferente da Evey marginalizada da HQ. Alan Moore e David Lloyd tiveram alguns problemas, Lloyd hoje é quem detém os direitos da história e foi ele que permitiu que a história virasse filme. Moore por sua vez, não gostou do resultado cinematográfico. Na minha humilde opinião, apesar das diferenças, o filme consegue captar a essência da história.

“Não é o povo que deveria temer seu governo, é o governo que deveria temer o seu povo”.

“Por trás da máscara há uma ideia, e ideias são a prova de balas”.

“Eu não sei quem você é, se é homem ou mulher. Talvez eu nunca o veja, nem te abrace, nem bebamos juntos .. espero que consiga fugir daqui. Espero que o mundo mude, que as coisas melhorem e que, um dia as rosas voltem.”








 

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Hoje viemos trazer uma dica super legal para quem gosta de escrever e quer saber melhor sobre uma técnica muito usada por vários escritores: a crônica.

A crônica é uma escrita curta e agradável/divertida que traz proximidade entre quem lê e quem escreve. Para quem esta começando a escrever é uma boa dica. E a Biblioteca de São Paulo localizada no Parque da Juventude ( bem próxima da estação Carandiru) estará dando a Oficina de Crônicas.

Nela você aprenderá como fazer uma boa crônica e como analisar uma quando ler. O curso será dado pela autora Maria José Silveira que escreveu vários livros como Eleanor Marx, Filha de Karl, O Fantasma de Luis Buñuel, Malcriadas, Cabeça de Garota, Amizade Improvável,Uma Cidade de Carne e Osso, etc.

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O curso será dado apenas no dia 23/05 (sexta-feira) das 14h30 até 17h30. As vagas são limitadas  (então corre!) e para se inscrever basta mandar e-mail para agenda@bsp.org.br até o dia 22/05. Além deste curso você pode encontrar outros, que são muito bons também, como: espanhol básico, desenho de HQ, como criar um videoclipe e fotografia para celular.

 

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endereço e horario modelo 2Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630
Das 14h30 até 17h30

Para mais informações basta entrar no site, clicando aqui .

 

Quem fizer o curso nos conte como foi ok? 😉