feminista

 

Feliz 2016 seus lindos! Um ano que começa em uma sexta-feira não pode ser ruim, não é mesmo?

Para inaugurar esse novo ciclo vamos relembrar os 10 maiores posts de 2015. Nós separamos os posts mais lindos entre as categorias que nós procuramos abordar por aqui, nem todos foram publicados em 2015. Vamos lá?

como chumbar o cabelo

Campeão de comentários e dúvidas, esse post já deixou a Lena louca hahhahah

“Hoje eu vim dar duas dicas para vocês, uma é de como chumbar o cabelo e outra é de como sair dele. Porque sei que tem pessoas que gostam de cabelos acinzentados, e como também tem outras que não. Geralmente para ter esse efeito “chumbado” só é possível ocorrer em loiras ou platinadas”Leia mais

 

tattoo

Diretamente de 2011 esse post escrito pela Luiza Rocha, antiga colaboradora do blog.  Você pode conferir ele aqui.

 

“Por onde começar? Bom, A Prova de Fogo, o segundo livro da trilogia Maze Runner,  gera o mesmo efeito no leitor, do que o primeiro livro, de pura fixação. Você começa a ler tranquilamente, e quando se da por si, percebe que já passou horas e você está quase terminando o livro, por isso tive que me controlar bastante com ele. Terminei ele ontem, e o que posso dizer é que mais que a metade do livro é perfeita, envolvente e te deixa vidrado. Mas nem tudo é lindo, explico mais em baixo”Leia mais

 

Chantelle Winnie

Chantelle Winnie é um exemplo de superação e tem inspirado milhares de garotas pelo mundo. Esse post é de 2014 e você confere ele aqui.

 

Narcos

PLATA O PLOMO?

“Padilha repete a fórmula de Tropa de Elite 1 e 2 ao colocar o agente Murphy como narrador da história, então OBVIAMENTE (ou deveria ser óbvio) a perspectiva da história é de um agente estadunidense, e não uma homenagem a violência da polícia ou a do Estado”Leia mais

 

poat veggie

Além do post esse é um dos vídeos mais assistidos do canal.

“Quando me tornei vegetariana, cerca de uns 10 meses já, muitos de vocês me mandaram perguntas sobre o porque dessa minha decisão e outras me perguntando sobre dicas e informações sobre o assunto. Então preferi fazer um post completo, no qual eu pudesse responder todas as suas dúvidas. O post ficou maior do que eu esperava, mas espero que não tenha ficado chato” …  Leia mais

 

seapunk

Post especial da nossa colaboradora Isabella Zeminian.

“Assim como todo estilo, o Seapunk deve ser respeitado e muito bem estudado antes de qualquer tipo de crítica e se você veio até aqui para conhecer um pouco mais sobre essa subcultura, você veio ao lugar certo. Durante todas as minhas pesquisas para esse post eu fui atrás de outros blogs e sites que me dissessem e me dessem uma base para saber como “funciona” os Seapunks e nenhum deles me deu as origens do estilo do mesmo jeito que Lorena me deu. Para quem não conhece, Lorena Olaf Furter é uma brasileira adepta do Seapunk e com toda sua simpatia me explicou a real motivação e origem do estilo para que eu pudesse explicar tudo direitinho pra vocês”Leia mais

 

feminista

Post e vídeo polêmicos hahahhaa

“Todas as mulheres cis ou trans precisam do Feminismo.

O movimento feminista é um movimento político cuja meta é conquistar a igualdade de direitos entre homens e mulheres, isto é, garantir a participação da mulher na sociedade de forma equivalente à dos homens. Além disso, o movimento feminista é um movimento intelectual e teórico que procura desnaturalizar a ideia de que há uma diferença entre os gêneros. No que se refere aos seus direitos, não deve haver diferenciação entre os sexos” … Leia mais

 

“Cada pedra tem uma característica e uma função específica, não é porque ela não é do seu signo que você não pode usá-la. Você pode fazer um cantinho em algum ambiente da sua casa, pode usar como colar ou pulseira, fica a seu critério” … Leia mais

 

app fotos

Post da Lena de 2013 que ganhou uma segunda parte. Você pode conferir aqui.

Espero que vocês tenham gostado e continuem conosco ao longo de 2016 😉







 


11028028_786996538015773_6481840200266346934_nEspero que esse texto não fique chato.

Todas as mulheres cis ou trans precisam do Feminismo.

O movimento feminista é um movimento político cuja meta é conquistar a igualdade de direitos entre homens e mulheres, isto é, garantir a participação da mulher na sociedade de forma equivalente à dos homens. Além disso, o movimento feminista é um movimento intelectual e teórico que procura desnaturalizar a ideia de que há uma diferença entre os gêneros. No que se refere aos seus direitos, não deve haver diferenciação entre os sexos.

Esse sistema de diferenciação entre homens e mulheres, onde o homem é superior, nós chamamos de patriarcado e se consolidou com o capitalismo.

O feminismo é um movimento que tem origem no ano de 1848, na convenção dos direitos da mulher em Nova Iorque. As feministas estadunidenses lutavam pelo direito ao voto.

O movimento feminista também começa a ganhar corpo na Revolução Industrial, quando a mulher assume postos de trabalho e é explorada pelo fato de que assume uma tripla jornada de trabalho, dentro e fora de casa.

A publicação do livro O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, em 1949, viria influenciar os movimentos feministas na medida em que mostra que a hierarquização dos sexos é uma construção social e não uma questão biológica. Ou seja, a condição da mulher na sociedade é uma construção da sociedade patriarcal. Assim, a luta dos movimentos feministas, além dos direitos pela igualdade de direitos incorpora a discussão acerca das raízes culturais da desigualdade entre os sexos.

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O feminismo passou por três ondas e possui diversas linhas, eu (Dandara) e a Lena somos da linha do feminismo interseccional, mas existe o feminismo radical, liberal, anarquista, socialista… (Explicar todas as ondas e todas as linhas vai deixar esse post gigantesco, mas se vocês se interessarem pelo tema, podemos fazer outros posts explicando melhor).

De acordo com a professora estadunidense Kimberlé Crenshaw, Intersecionalidade é “a visão de que as mulheres experimentam a opressão em configurações variadas e em diferentes graus de intensidade. Padrões culturais de opressão não só estão interligados, mas também estão unidos e influenciados pelos sistemas intersecionais da sociedade. Exemplos disso incluem: raça, gênero, classe, capacidades físicas/mentais e etnia”.

CULTURA DO ESTUPRO

Cultura do estupro é quando você culpa a vítima pela violência sexual que ela sofreu. É quando você questiona as roupas que ela estava usando, se ela consumiu álcool ou drogas, o local que ela estava e etc. Enfim, é jogar na vítima a culpa pela violência, como se ela pudesse ter feito algo para evitar. Estupro é um crime hediondo onde a vítima tem que provar que é inocente.

ABORTO

O debate sobre a questão do aborto no Brasil ainda é moralista. Ainda julgamos as mulheres que engravidam e não desejam ser mães, sob a ótica conservadora e cristã. Em um país onde educação sexual nas escolas e vacinação contra HPV para adolescentes causam polêmica sobre “incentivo ao início da vida sexual”, não podemos discutir aborto com um viés moralista.

A cada dois dias uma brasileira morre em decorrência de um aborto ilegal. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 milhão de mulheres no país se submetem a abortos clandestinos todo ano. Aborto é uma questão de saúde pública.

Além do viés moralista, infelizmente também é uma questão criminal. Estabelecido como crime pelo Código Penal, o aborto é permitido no Brasil em apenas três situações: quando não há outra forma de salvar a vida da gestante; quando a gravidez é decorrente de estupro e a mulher ou representante legal dela opta por interromper a gravidez e em casos de diagnóstico de anencefalia.

aborto

No entanto, apenas 65 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) estão aptas a realizarem o procedimento do aborto legal. Em 2013, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 1.523 casos de aborto legal.

A OMS estima que, a cada ano, são feitos 22 milhões de abortos em condições inseguras, levando à morte cerca de 47 mil mulheres, além de causar disfunções físicas e mentais em outras 5 milhões.

Precisamos falar sobre o aborto, precisamos desconstruir a visão machista da sexualidade feminina, precisamos dar o direito de escolha à mulher sobre a sua sexualidade e o seu corpo. Dentro da discussão do viés moralista, argumenta-se que vão aumentar o número de abortos se o procedimento for descriminalizado, como se fosse uma decisão simples. As mulheres abortam mesmo com a proibição, os únicos números que com certeza vão diminuir são mulheres mortas na clandestinidade.

FEMININOS E A POLÍTICA

Parlamentares homens, brancos, heterossexuais são maioria no Congresso, 70% deles são latifundiários ou empresários. Nesse sistema as mulheres tem pouca ou quase nenhuma representatividade. Uma das principais reivindicações do movimento feminista é a equiparação salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função, mas está travada no Congresso Nacional há muito tempo. As mulheres seguem ganhando cerca de 70% do salário dos homens, além de realizar gratuitamente e quase exclusivamente o trabalho doméstico.

Os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres são constantemente atacados por parlamentares da bancada religiosa, que vem crescendo a cada eleição devido ao poder econômico das igrejas.

Para mudar esse quadro e garantir os direitos das mulheres, temos que lutar pela Reforma do Sistema Político. Mas para que essa reforma atenda essas demandas, é necessário atacar as bases do patriarcado no Estado.

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O patriarcado organiza a sociedade e o Estado ao redor da superioridade masculina, e isso se dá na economia, na política, na cultura, nas relações sociais, na família e nas instituições. Ele se faz presente na divisão sexual do trabalho, onde as ocupações masculinas são mais valorizadas e relacionadas com posições de liderança, e as femininas são mais desvalorizadas e relacionadas principalmente a trabalhos de cuidado.

Para despatriarcalizar o Estado é preciso aumentar a participação da mulher na política e mudar o financiamento das campanhas. A maioria dos partidos políticos não colocam mulheres como suas candidatas principais ao Congresso, e os financiadores das campanhas também não.

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Uma das reivindicações da Reforma Política é a alternância de gênero na lista fechada de votação. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) defendeu a lista fechada com alternância de gênero quando fez parte da Comissão de Reforma Política no Senado, como um dos meios de acabar com a sub-representação feminina no Parlamento.

Com a alternância de gênero as candidaturas de mulheres ao Congresso deixariam de ser secundárias. A lista será formada pelo partido, se o primeiro nome for de um candidato homem, o segundo nome deverá ser de uma mulher.

Precisamos de parlamentares mulheres, principalmente progressistas, no Congresso Nacional para que suas reivindicações sejam ouvidas.

MITOS

Para ser feminista sou obrigada a parar de me depilar? Preciso parar de usar maquiagem? Não posso mais dar de quatro?

Todas essas perguntas acima eu (Helena) já escutei demais, e são todas falsas. Porque um dos principais objetivos do movimento feminista é trazer a liberdade da mulher e especialmente ao seu corpo. Ou seja, se a mulher quiser se depilar, ok,  e se ela não quiser é ok também. Isso se enquadra para todas as outras “perguntas” que citei acima.

O objetivo é dar o direito e a liberdade da mulher decidir o que ela quiser, seja para o que for. E o mais importante, no feminismo, é que a decisão seja somente dela, e não de terceiros.
Ah, antes que eu me esqueça, você não precisa odiar homens para ser feminista. Diversas mulheres namoram, são casadas, amam seus pais, irmãos, primos, etc. E isso não as tornam menos feministas.

E ai tiramos as dúvidas de vocês? Caso alguma coisa não esteja esclarecida pode comentar aqui e/ou vir falar com a gente, adoramos debater sobre o assunto.