Livros

 

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sinopse
“História verídica de um dos mais bárbaros episódios da crônica policial brasileira. Escrito a quatro mãos pela jornalista Luíza Alcalde e pelo investigador de polícia Luís Carlos dos Santos, relata os crimes do motoboy Francisco de Assis Pereira, um serial killer que violentava e matava suas vítimas no Parque do Estado, região sul da capital paulista.” -Skoob

 

o que eu acheiNão vou repetir, mas já falando, este foi um livro que eu li para meu tcc, terminei ele hoje. Eu nem estava pensando fazer resenhas de literatura jornalística, mas toda vez que posto alguma foto de algum livro novo que estou lendo sobre Serial Killer, vocês perguntam aonde comprei, se tem resenha, e tudo mais. Me surpreendi, porque achava que esse tema não interessava todo mundo.
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Caçada ao Maníaco do Parque, é um livro que mostra o ponto de vista da policia, e todo seu trabalho para capturar um dos serial killers mais notórios de São Paulo, e do Brasil. Francisco de Assis Pereira, mais conhecido como Maníaco do Parque. Sim gente, existe serial killers brasileiros, na verdade eles estão no mundo inteiro.

Ele assassinou cerca de 10 mulheres no ano de 1998 no Parque do Estado de São Paulo, ele atraia suas vítimas com propostas de emprego como modelo, dizendo que trabalhava para uma empresa de cosméticos.

Apesar do livro mostrar somente o trabalho policial, ele consegue relatar, mesmo que breve, condições e aspectos da vida do Francisco. Além de depoimentos de vitimas que sobreviveram, já que antes de ele cometer os assassinatos ele chegou a estuprar algumas mulheres.
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É irônico, mas você percebe que se a policia tivesse se empenhado em prende-lo antes, pelos crimes de estupros, talvez essas mulheres ainda estivessem vivas. Tem diversos relatos das mulheres que sobreviveram que reclamaram pela falta de ação policial e e pessoas que deveriam estar lá para nos (cidadãos) proteger, vou colocar aqui um do trecho que fala disto.

“Uma das vítimas que ajudou na elaboração do retrato do suspeito chegou a comentar que se ele tivesse sido feito na época em que elas foram atacadas, talvez as outras vítimas não fossem violentadas e, quem sabe, muitas ainda estivessem vivas caso a polícia se empenhasse em prendê-lo” p.40

Outro relato (abaixo) que me surpreendeu muito, de uma mulher que tinha acabado de ser abusada sexualmente por ele, e sobreviveu.

“Quase chegando ao terminal, ele pediu que ela ficasse um pouco atrás, enquanto seguia seu caminho. Ao ver um segurança na estação, ela contou o que lhe acontecera e apontou para o desconhecido, que já caminhava um pouco distante. O segurança olhou-a de cima abaixo e não deu a mínima importância à sua queixa. Tranquilo, ele continuou sua caminhada até sumir na escuridão. p.59

Admito que esses relatos me assustaram mais do que o próprio Maníaco. Perceber que quando um ser humano não se empenha a ajudar quem precisa, é muito triste.

consideraçÑoes finais modelo 2Indico este livro para quem gosta do assunto e entenda um pouco sobre, pois em certos momentos os autores citam algumas características próprias dos serial killers, e não explicam o que é. Ou seja, se você nunca leu nada sobre o tema, você ficará “boiando”. Mas tirando isso, e o fato de ter poucas páginas, achei ele bem completo e de leitura extremamente rápida.

Onde achar: Infelizmente é muito difícil achar esse livro em livrarias comuns, já que eles não vendem mais. O meu comprei num sebo, pelo site Estante Virtual.







 


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“O fenômeno de assassinatos em série sempre foi considerado, ao mesmo tempo, o mais macabro e o mais fascinante ramo da criminologia moderna. Apenas recentemente autoridades policiais (…)” -Skoob

Como muitos de vocês sabem eu estou fazendo meu tcc (trabalho de conclusão de curso), e sério eu estou vivendo ele, literalmente, só respiro, penso e falo sobre isso. E o tema dele é Serial Killer, então não é de se surpreender que eu esteja lendo um livro do gênero. Este em especial foi o meu orientador que me indicou, e estou amando, deixarei detalhes para uma futura resenha.

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“Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário.(…)” – Skoob

O filme, deste livro, retrata uma sociedade doente, politicamente pautada por uma visão de direita, e eu sempre quis saber como é a perspectiva do livro. Vou começar a ler o livro assim que terminar de reler O Lobo da Estepe. Aguardem a resenha. 😉







 

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sinopse
“O enredo gira em torno de Anne Elliot, filha de Sir Walter Elliot, um vaidoso e esnobe baronete. No passado, Anne apaixonara-se por Frederick Wentworth, que, embora belo, inteligente e ambicioso, não tinha tradições ou conexões familiares importantes – e assim Anne fora persuadida pela família a romper com ele. Em 1815, momento em que se passam os eventos narrados no livro, a boa, generosa e sensível Anne Elliot continua solteira, mas agora, aos 27 anos, pensa com mais autonomia e maturidade. Agora, também, a situação financeira de Sir Walter Elliot é desfavorável, e ele se vê obrigado a alugar a propriedade da família. Por força do destino, o novo ocupante da residência é cunhado de Wentworth. Quase oito anos após o rompimento, Anne se verá novamente convivendo com seu grande amor, agora um capitão da Marinha, e reflexões, conjunturas e arrependimentos serão inevitáveis. Anne e Frederick se redescobrem apaixonados, e renovam o compromisso de casamento. Com o mesmo texto leve e envolvente – mas irônico e perspicaz – que a caracteriza, Austen faz aqui uma crítica à vaidade típica da sociedade inglesa do início do século XIX, ao mesmo tempo em que enfoca o tema do casamento, quase onipresente em seus escritos.”  – Skoob
o que eu achei

 

Pra começo de conversa vocês repararam nessa edição dos livros da Jane Austen? São maravilhosos, e essa capa é a minha favorita, porque tem a minha cor predileta nela. Puro amor esse livro. coracao-1_xl

Como característico da Jane Austen, a narrativa de Persuasão é rica em detalhes e repleta de bom humor. Com uma leve dose de ironia a autora descreve de forma minuciosa a sociedade inglesa do século XIX, discutindo pontos comuns a época, como o preconceito, a elitização e discrepância social. Contudo, o ponto chave da obra em questão não é a crítica social realizada pela autora, mas sim, o demasiado leque de sentimentos presentes na trama. Logo de início nos deparamos com uma avalanche de emoções – saudade, medo, perda, preconceito e principalmente, ressentimento, fato que me surpreendeu, tendo em vista que os sentimentos não são narrados com tanta intensidade pela autora em Orgulho e Preconceito – obra da autora supracitada que tive o prazer de ler antes de Persuasão.

Aqueles que não apreciam esse tipo de comparação que me desculpem, mas não posso deixar de citar que, diferentemente de Orgulho e Preconceito, em que a heroína descrita por Jane Austen é perspicaz, direta e forte o suficiente para não deixar seus sentimentos prevalecerem sua razão, Anne Elliot, donzela que estrela Persuasão, é demasiadamente inteligente, bondosa e sensata, mas com sua alma caridosa raramente faz prevalecer suas vontades, priorizando sempre, as necessidades e desejos daqueles que estão a sua volta, isso faz de Anne uma moça reservada, que sofre calada a perda de um grande amor.

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Anne se apaixonou por Frederick Wentworth, aceitou um pedido de noivado, sonhando com seu desejado casamento. Contudo, a posição inferior de Frederick e sua instabilidade na atual profissão naval, fez com que a família de Anne não aprovasse o casamento, fato que acrescentado a desaprovação de tal relacionamento por sua grande amiga Lady Russell, persuadiu Anne a romper o compromisso. Envergonhado e desolado, Frederick partiu, seguindo seus planos na carreira de marinheiro, com a intenção clara de não mais voltar.

Longos oito anos se passaram e Anne não cogitou mais a possibilidade de se casar, os sentimentos que inundam seu coração demonstram os rastros de dor que o rompimento do noivado em sua primeira juventude deixou. E isso piora quando Frederick Wentworth, agora como Capitão Wentworth, retorna para a vida de Anne, cruzando com seu caminho vezes suficientes para fazê-la lembrar-se da decisão errada que tomou quando jovem.

A dor de seu regresso é visível aos olhos de Anne, que se aflige toda vez que o vê, ao mesmo passo, Frederick não aparenta estar tão imune aos sentimentos do passado quanto ela, e por isso, mantêm-se frio e distante.

Ao decorrer da narrativa, vemos os encontros e desencontros do jovem casal, que luta para superar a dor do passado, buscando se libertar das mágoas e receios que permeiam tal relação. Eles se reaproximam, mas nenhum sabe ou é capaz de arriscar o quanto o outro está curado, se já se perdoaram, e em um emaranhado de emoções, dúvidas e superação, os vemos seguindo caminhos separados – que dependendo deles e de mais ninguém, podem um dia, tornarem-se um só caminho novamente.  Não posso contar mais nada depois deste ponto, porque seria spoiler, e acho que contei alguns, dependendo do que você considera como spoiler. haha 

consideraçÑoes finais modelo 2Como eu disse na resenha do outro livros da Jane Austen, Orgulho e Preconceito, para se ler livros clássico é preciso ter paciência e calma. E repetindo, não é pra todo mundo. Pois não é qualquer pessoa que se adapta a este tipo de leitura, mas na minha sincera opinião vale muito a pena a tentativa.

Ah um fato interessante, que parei para pensar esses dias, é que a meus dois livros favoritos da Jane marcam o inicio da carreira dela e o fim, já que Orgulho e Preconceito foi seu primeiro livro, e Persuasão seu último, antes dela contrarie a doença que a mataria. </3

Ah, antes que me perguntem, já vou respondendo. “Se a Jane Austen é uma de suas autoras favoritas, Helena, por que os livros dela nunca tem cinco estrelas?”. Sim, ela é uma das minhas autoras favoritas, e eu amo seus livros, seu enredo, e as personagens femininas, mas o que me incomoda um pouco é a escrita e algumas cenas que são muito paradas, mas isso se deve ao fato de que estou acostumada com outro tipo de leitura, uma leitura mais atual e recente. Por isso não culpo ela e nem seus livros, por eu dar menos de cinco estrelas, porque sou eu que não sou totalmente acostumada ainda. Mas ela e seus livros são meus favoritos e sempre serão. coracao-1_xl

Abaixo vou deixar o trailer do filme baseado neste livro, feito pela BBC, se não me engano. 🙂


Comentem ai em baixo o que vocês acharam o que acharam desta resenha, de qualquer forma espero que tenham gostado ! 🙂

 







 

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sinopse
“Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa”. O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroina irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada.” – Skoob

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Orgulho e Preconceito é um dos meus livros favoritos, aliás a autora é uma das minhas prediletas. Principalmente, como já falei umas mil vezes, pelo o fato dela ter criado como personagem principal uma mulher, e com o bônus de ter uma personalidade forte. Temos que lembrar que naquela época (1813), em que o livro foi lançado, o mundo era mais machista do que já é, e uma autora mulher lançar um livro com esta personagem, que nega o casamento planejado pelos pais, de alguma forma, mesmo que pequena,  já é um ato de coragem e de feminismo. Estão entendo o porque eu amo essa autora, não é?

Bom, mas vamos um pouco da história deste livro. Liz, como é apelidada, é uma das únicas das quatro irmãs que não tem sonho de casar, e se fosse casar teria que ser por amor, e não porque os pais escolheram e nem pela fortuna do homem. As vezes, em algumas partes do livro, ela pensa e reflete tanto sobre isso, e sobre o sr. Darcy, que irrita um pouco o leitor. Porque ela fica com um ódio que chega a ser um pouco obsessivo, e repetitivo.

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Outro personagem que também gosto bastante é uma das irmãs dela, Jane. Ela é bem diferente do que a irmã, porque é mais calma, bondosa (até demais), e acredita na bondade de todos. Mas o que ambas tem em comum é que querem casar por amor, e não por planejamento dos pais. O pai delas, também, é outro personagem bem interessante, legal, e calmo. Ele e a sua mulher, Mrs Bennet, brigam direto, pois ambos tem posições bem opostas do que esperam do futuro de suas filhas. 

O livro em si é muito bem articulado, e escrito. E apesar de ser um pouco grande é de rápida leitura, pelo menos na minha opinião. E acho que vale muito a pena ser lido, e apreciado, pois além de uma história, ela transmite para nós leitores, os costumes da época, a educação, e etc. É um clássico, né minha gente.

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Indico esse livro para quem gosta de grandes clássicos literários, mas já aviso que clássicos não são para todo mundo, porque não é qualquer um que se acostuma com a escrita antiga e totalmente formal. Admito que foi complicado para mim pegar no tranco, só na metade do livro consegui compreender melhor. E por conta desse detalhes, muitas pessoas desistem de ler os livros da Jane Austen, ou qualquer livro antigo.

Como o livro foi um grande sucesso existem minisséries, e diversos filmes baseado em Orgulho e Preconceito. Então coloquei o filme mais recente aqui em baixo para vocês!

E aproveitando que estou falando das adaptações do livro para as telas queria citar uma webserie no youtube, que é baseada na obra, e leva o nome The Lizzie Bennet Diaries. É como se fosse um vlog da Liz, contando sua história, só que nos dias atuais, claramente.

A série estreiou no Youtube em 2012 e foi concluída depois de 100 episódios em 2013 e cada episódio tem de 2 a 5 minutos de narração. Seu sucesso foi tanto que foram feitos diversos canais interligados, de personagens relacionados à Lizzie. Além disso, logo mais também será lançado um livro baseado nela. Para saber mais sobre a série, entre no site oficial, clicando aqui.

Deixei abaixo o primeiro episódio da webserie.

 


Comentem aqui em baixo o que vocês acharam dessa resenha e da dicas de filmes e do “vlog”!  Adoro o comentários de vocês.coracao-1_xl







 

Voltamos!! O blog teve alguns probleminhas técnicos por sobrecarga de acesso, mas como vocês podem ver já está tudo resolvido.

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“O Lobo da Estepe – Temos a história de Harry Haller, um outsider, um misantropo de cinqüenta anos, alcoólatra e intelectualizado, angustiado e que não vê saída para sua tormentosa condição, autodenominando-se “lobo da estepe”. Mas alguns incidentes inesperados e fantásticos o conduzem lenta porém decisivamente ao despertar de seu longo sono: conhece Hermínia, Maria e o músico Pablo. E então a história se desenvolve, guiando-nos num êxtase febril ao seu surpreendente desenlace final.” – Skoob

Eu li esse livro no começo da faculdade e amei. Herman Hesse é um dos meus escritores favoritos. Estava sentindo falta dele e resolvi reler. Esse livro serviu de inspiração para o primeiro álbum da banda O Teatro Mágico, mas eu só vou explicar isso na resenha 😉

 

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“A mais importante reportagem do século XX – um retrato de seis sobreviventes da bomba atômica escrito um ano depois da explosão. Quarenta anos mais tarde, o repórter reencontra seus entrevistados. A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. ” – Skoob

Este livro custou a vida para acha-ló, e no final não achei, mas consegui emprestado de uma amiga. Obrigada Raffa coracao-1_xl.  Já falei um pouco dele no vídeo dos livros que quero ler este ano, caso queiram ver é só clicar aqui.