Diário de viagem

 

Em agosto meu namorado veio me visitar, e como era a primeira vez dele aqui pela Europa decidimos fazer umas pequenas viagens pelos lugares que ele mais queria conhecer. Decidimos então começar pela Escócia, e tenho que dizer que me surpreendeu. 

Eu já estava querendo conhecer o lugar principalmente depois de uma das minhas professoras favoritas daqui ser de lá. Ela sempre foi super gentil comigo e era uma das poucas pessoas daqui com cabeça mais aberta para os problemas do mundo de forma geral, e também já visitou SP. Então isso me deixou super curiosa para conhecer sua cidade natal e outros moradores locais. 🙂

Edimburgo, a capital, é uma cidade maravilhosa, foi construída em cima de montanhas, por isso já deixo avisado que você vai se cansar um pouco de subir e descer. A cidade é cheia de ruas estreitas, e tem vários mitos de assombrações e assassinatos (desses fatos eu não quis saber). Sem falar da arquitetura da cidade que tem um contraste super lindo dos castelos e das construções mais padronizados das casas. Ou seja, o antigo e o novo.

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Se você tiver pela Europa ou pelo Reino Unido e pretendem visitar essa cidade eu recomendo ir de trem. A estação é no centro,  então provavelmente ficará mais perto do seu hotel ( assim você não terá que pegar taxi, ou transporte público) e sem deixar de contar que a vista é maravilhosa. Recomendo o site Train Line para encontrar sua passagem, ele tem app para celular também.

  • The Elephant House é um café aonde a J.K. Rowling escreveu os livros de Harry Potter (sim, ela escreveu na Escócia e mora lá e não na Inglaterra como muitos pensam), o banheiro é todo rabiscado com mensagens de potterheads e tem fotos dela, assinaturas e matérias. Mas vale muito a pena sentar e pedir um chocolate quente ou algo para comer, é muito gostoso. E super aconchegante.
  • Potterow Port não tem nada demais, é uma ponte onde foi filmada a cena do quinto filme dos dementadores atacando o Duda. Vale a pena para quem é fã de HP, como eu.
  • Princes Street Gardens é um parque público e literalmente no meio da cidade. Durante séculos, a área foi conhecida como Nor’ Loch, mas após um longo processo de drenagem, os jardins foram criados, em meados da década de 1820

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  • Scott Monument é um monumento de estilo gótico vitoriano do autor escocês Sir Walter Scott. É o maior monumento para um escritor do mundo.  Ela está em Princes Street Gardens em Edimburgo,  perto da Estação Ferroviária de Edimburgo.
  • Scottish National Gallery  é uma galeria de arte nacional da Escócia. Possui a maior colecção de arte da Escócia.
  • Endiburgh Castle é uma antiga fortaleza que domina a silhueta da cidade, a partir da sua posição no topo do Castle Rock (Rochedo do Castelo). Trata-se de um dos mais importantes castelos do país, sendo a segunda atração turística mais visitada na Escócia, ao receber anualmente cerca de um milhão de pessoas.

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  • Dugald Stewart Monument é um memorial ao filósofo escocês Dugald Stewart (1753-1828). Situa-se em Calton Hill e tem uma vista incrível para o centro da cidade de Edimburgo e foi concluída em agosto 1831. De lá você também pode visitar The Nelson Monument.
  • Arthur’s Seat  (O Assento de Artur) é o maior pico do grupo de colinas que dominam a paisagem da cidade. A elevação de origem vulcânica de 251 metros é um dos símbolos da cidade.
  • Scottish National Portrait Gallery é um museu de graça, e tem uma arquitetura extremamente maravilhosa.
  • The Writers’ Museum os visitantes podem ver retratos, livros raros e objetos pessoais, incluindo mesa de Burns. A imprensa em que Novelas Waverley de Scott foram produzidos em primeiro lugar, e a própria mesa de jantar de Scott e cavalo de balanço. Tem a botas de montaria de Robert Louis Stevenson e o anel que lhe foi dado por um chefe samoano, gravada com o nome “Tusitala”, que significa “contador de contos”. Há também um molde de gesso de crânio Robert Burns, um dos três únicos já feitos.

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Ruas para se visitar: The Royal Mile é a rua principal da cidade, tudo acontece ali. Grassmarket é uma rua super charmosinha que tem diversos restaurantes, então é ótimo para se comer ali.

Se você pensa em ficar por mais tempo no país vale muito a pena pegar um carro ou uma excursão e visitar Glen Coe, Lago Ness (sim, é aonde tem a famosa “monstra”) e Highlands, sério é uma experiência maravilhosa. Escócia é extremamente linda e apaixonante. Abaixo deixo os vídeos dessa viagem maravilhosa. coracao-1_xl

Parte 01 

Parte 02

 







 

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Fazia muito tempo que queria escrever este texto, porque quando vim viajando ( e todo mundo que vem viajando) acha que Londres não tem nada a ver com São Paulo. Mas se você é paulista e decide morar aqui na capital inglesa por um tempo não demora a perceber que as duas cidades tem muitos pontos em comum sim!

As duas levam muito a sério a palavra ¨trabalho¨, as pessoas sempre estão com pressa mesmo se não tem nada para fazer, sempre tem coisas para fazer na cidade, tem eventos culturais, museus, etc.  Não páram nunca, têm um trânsito bem ruim e também um céu cinza e um clima louco igual! Sim, chove e faz calor no mesmo dia.

Já que vim viajando duas vezes para cá e estou cerca de 4 meses aqui, resolvi fazer comparações de bairros paulistas e londrinos que acho super parecidos. Creio que esse post pode tirar a curiosidade de vocês e ajudar quem está vindo viajar para cá ou para São Paulo. 😀

Soho e Camden Town // Baixo Augusta e Galeria do Rock
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Começando pelos meus lugares favoritos tanto em Londres como em São Paulo. Se você quer baladas alternativas, com as gays coracao-1_xl , muitos bares, gente bêbada pelas ruas e uma vibe mais noturna, curte o Baixo Augusta. Pois em Londres, Soho e Camden Town tem essa pegada.

Soho pode ser posh com restaurantes caros ou turística por causa dos musicais, porém é um bairro gay de Londres. Tipo uma Frei Caneca. Camden Town é mais rock, e tem lojas bem diferentes, por isso me lembra muito a Galeria do Rock de São Paulo, tem lojas muito parecidas. Mas em Camden também tem pubs, Amy Winehouse ia muito lá.

Shoreditch // Vila Madalenashoreditch
 Um bairro com bares e restaurantes badalados da moda, lojinhas de design, tentando manter uma aura fofa e local, mas que na verdade, de local na verdade tem pouco? Shoreditch é Vila Madalena. De dia, muitas lojas com produtos mais descolados e à noite, bares e restaurantes bombando de gente e bêbados barulhentos nas ruas. Tanto como a Vila Madalena não frequento muito esse bairro, sou mais Camden e Augusta.

City of London // Av. Paulista e Faria Limacity

A City of London é o bairro onde trabalha o pessoal engravatado do mercado financeiro e praticamente é a única região de Londres que você vai ver prédios realmente altos, como Londres é uma cidade bem mais velha que São Paulo, não tem tanto edifícios como SP. E este bairro é bem novo. Ah, vale lembrar que como esse bairro é o mercado financeiro quando as bolsas fecham todos vão para o happy hour em algum pub. Em São Paulo, a Av. Paulista e Faria Lima são as áreas que mais se parecem com a vibe da City.

Final de semana, o bairro londrino fica às moscas, sem quase nenhuma alma viva caminhando. Não é o caso da Paulista, mas a Faria Lima fica bem tranquila nos finais de semana (tirando a parte do Iguatemi, claro).

Marylebone e Mayfair // Jardinsmayfair

A lista de bairros para se fazer compras, digamos compras caras, tem diversas. As Oscar Freire da capital britânica podem ser a Marylebone High St (Marylebone) ou Bond St (Mayfair) e a mais lojas maisbaratinhas para nós meros mortais é a Oxford Street (recomendo vocês irem lá). Com a diferença que essas ruas em Londres concentram muito mais lojas de luxo e ricos de todos os lugares do mundo querendo gastar. Podemos adicionar nessa comparação os bairros de Belgravia, Kensington e Chelsea facilmente.

Como era de se esperar, nesses bairros de Londres moram muitas celebridades, como nos Jardins em São Paulo. Outro bairro de Londres onde vivem os famosos é Primrose Hill. Nos anos 90, era onde todas as cool celebrities de Londres moravam.

Dalston e Stoke Newington // Santa Cecíliadalston

Bairros “novos” aonde jovens estão modernizando e deixando com caras de hipsters podemos dizer assim. Para lá, levaram seus cafés nórdicos, suas lojas de design, casas de hambúrguer e seus mercados orgânicos. Por isso, Dalston e Stoke Newington, em Hackney, estão mais para Santa Cecília. A diferença é que enquanto em São Paulo, os jovens criativos vão em direção ao centro em busca de lugares mais baratos, em Londres o movimento é todo ao contrário: cada vez mais longe do centro da cidade. Isso se deve porque não tem mais lugar no centro de Londres.

Essa foi a minha seleção, tem muitos mais detalhes em comuns que só você morando aqui você consegue perceber, mas espero ter conseguido ter passado um pouco através deste texto. 🙂

 

Fonte: Almost Locals







 

Olá, tudo bom? Cerca de um mês através minha mãe veio me visitar aqui no meu intercâmbio, alguns de vocês já deviam saber disso quando escrevi este texto aqui , e ela ficou alguns dias aqui comigo em Londres e depois fomos para Barcelona, na Espanha. Aonde passamos uma semana, eu nunca tinha ido e sempre tive vontade e ela sempre me falou que iria me levar lá, especialmente por termos família por lá e era uma cidade que eu não conhecia.

Então vim passar nosso roteiro e dar dicas para vocês. A gente sempre se organizava escolhendo lugares que eram próximos uns dos outros para não ter que pegar muito metro, só pegávamos quando nós, no caso eu, não aguentava mais o sol haha, ou era um pouco mais longe.

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  •  La Sagrada Familia, não chegamos a entrar dentro porque a fila estava imensa e também porque íamos na Casa Batló e já íamos gastar um dinheirinho então né. Mas a fachada já é incrível, e cheguei a ver umas fotos da parte interna e realmente é incrível. Acho que vale a pena se você quiser entrar.

Vale a pena dizer que praticamente Barcelona inteira tem prédios e parques com construções do arquiteto Antoni Gaudí, o que é sensacional já que ele tinha uma ideia de arquitetura totalmente diferente do que vemos atualmente e ele gostava de misturar a natureza com a arquitetura.

  •  Arc de Triomf, que fica do lado do Parque da Ciutadella, então passamos por lá também e este parque é super lindo.
  • Centro antigo de Barcelona, você tem que ir é super lindo, é aonde fica as ruas estreitas e uma arquitetura mais antiga e bela, minha preferida.

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  • Casa Batló, era um antigo prédio feito por Gaudí que se situa no nº 43 do Passeig de Grácia, na chamada Ilha da Discórdia, um bairro modernista da cidade de Barcelona. O edifício figura na lista do património mundial da UNESCO, e sua visitação é aberta ao público. Sua arquitetura é a coisa mais diferente que você vai ver na sua vida e pensar que morava gente lá antigamente é completamente estranho.
  • Casa Milá,  também conhecida como La Pedrera (em catalão: A Pedreira), é um edifício desenhado pelo arquiteto Antoni Gaudí e construída entre os anos 1905 e 1907. Está situada no número 92 do Passeig de Gràcia, aberta a visitação também, não entramos nesse, pois tinha que pagar também e tínhamos o dia cheio.
  • Mercado de La Boqueria, é um mercado normal, lembra o mercado Municipal de São Paulo só que menor.

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  • Port de Barcelona, é gostoso de dar uma passada no final da tarde tem um por do sol lindo lá e atravessando uma pequena ponte tem um shopping do outro lado aonde você pode fazer compras e comer.
  • Park Guell é um grande parque urbano com elementos arquitetónicos situado no distrito de Gràcia, na vertente virada para o Mar Mediterrâneo do Monte Carmelo. Originalmente destinado a ser uma urbanização, foi concebido pelo arquiteto Antoni Gaudí, expoente máximo do modernismo catalão, por encomenda do empresário Eusebi Güell.
  • Parque de Montjuic é um parque situado na colina de Barcelona, e em cima tem um castelo antigo, vale a pena ir pela vista.uhuhhhh

 

O que comer:
Se você come carne experimente Jamón com pão, Paella claramente, e Pa Amb Tomàquet é um pão com “tomate, digamos assim. E tem outras comidas típicas que não tive o prazer de experimentar.

Beba Sangria e o suco de laranja, eu sou meio viciada neste segundo e aqui na Europa é difícil de achar sucos naturais, e na espanha tem, então puro amor. coracao-1_xl

Os vídeos da viagem você pode conferir aqui (tive que separar em duas partes, pois se não iriam ficar muito longo) :

Parte 01

Parte 02

 

Espero que este post tenham ajudado vocês 🙂







 

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Quem me conhece sabe que uma das minhas maiores vontades da vida sempre foi morar fora e ter meu próprio apartamento.  Só que conforme fui crescendo, viajando e principalmente agora, que estou aqui, no meu intercâmbio, prestes a completar 4 meses. Percebo cada vez mais que a felicidade plena só é possível quando estou acompanhada com pessoas de quem eu gosto.

Reparei que não adianta você estar no melhor país do mundo, até porque isso não existe, porque todos os países/cidades tem suas qualidades e defeitos, sem quem você gosta do lado.

E vamos supor o seguinte. Que existisse uma cidade perfeita, onde não tivesse violência, onde todo mundo frequentasse a escola, todo mundo tivesse acesso a saúde e todo mundo tivesse as mesmas chances. Um lugar onde a qualidade de vida é maravilhosa e os animais e a natureza fossem livres e respeitado. Nada disso iria te completar se você não tivesse alguém com quem dividir isso.

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É o mesmo sentimento de quando você vivência suas vitórias e seus fracassos. Naturalmente você sente a necessidade de contar para alguém que é proximo a ti. Pelo menos para mim é assim. E quando eu não o faço me sinto completamente só. A melhor parte de todos os seres vivos é ter companhia e não sei porque o ser humano é o único que gosta de ter atitudes egoístas e achar melhor não demonstrar isso.

A gente não nasceu pra ficar sozinho e ponto, e não estou falando só no sentido romântico da coisa.

Quando a minha mãe veio me visitar matei a saudade dela rapidinho, porque com família geralmente é assim. Mas quando ela foi embora deu um aperto sim! E agora que meu namorado passou quase um mês aqui comigo e acabou de ir embora foi pior ainda. Porque a gente começa a se acostumar novamente com essas pessoas na sua rotina, e na sua vida.

E quando você passa nos mesmos lugares que antes você estava com certa pessoa só que agora você esta sozinha ou com outra pessoa nunca é a mesma coisa, nunca é o mesmo sentimento, tudo muda. Nessas horas você percebe que lar não é casa, não são coisas, lugares, países… nada disso. E sim seres vivos.







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Hoje trouxe um pouco de uma das experiências mais incríveis que eu já vivi. Na semana passada eu juntos com alguns amigos alugamos um carro e fomos para Stonehenge onde acontece uma vez ao ano uma celebração do primeiro dia do verão. O evento ocorre durante a noite toda e só acaba ao nascer do sol.

Tem diversas pessoas de diferentes nacionalidades, você vê várias religiões no mesmo lugar com suas rezas e todo mundo se respeitando. Além das pessoas que trouxeram seus instrumentos e ficaram tocando músicas durante a noite inteira. É uma experiência meio que única.

E por isso eu quis deixar tudo registrado. 🙂


Para mais informações de preço e sobre esse evento você pode ver só clicando aqui (o site está em inglês).