Author: Helena Jimenez

 

livro-resenha-1984

Contém spoilers para quem não leu o primeiro livro da trilogia As Crônicas dos Kane
sinopse

“Os deuses do Egito Antigo foram libertados, e desde então Carter Kane e sua irmã, Sadie, vivem mergulhados em problemas. Descendentes da Casa da Vida, ordem secreta que remonta à época dos faraós, os dois têm poderes especiais, mas ainda não os dominam por completo – refugiados na Casa do Brooklin, local de aprendizado para novos magos, eles correm contra o tempo. Seu inimigo mais ameaçador, Apófis, está se erguendo, e em poucos dias o mundo terá um final trágico.

Para terem alguma chance de derrotar as forças do caos, precisarão da ajuda de Rá, o deus sol. Despertá-lo não será fácil: nenhum mago jamais conseguiu. Carter e Sadie terão de rodar o mundo em busca das três partes do Livro de Rá, para só então começarem a decifrar seus encantamentos. E, é claro, ninguém faz ideia de onde está o deus.” – Skoobo que eu achei

No primeiro livro “A Pirâmide Vermelha” os irmãos Kane,  Carter e Sadie, descobrem que são descendestes de uma linhagem muito antiga de Faraós e possuem poderes. Também descobrem que seus pais pertenciam a Casa da Vida, uma organização de magos egípcios de milhares de anos. É neste primeiro livro  que acontece o despertar de Apófis, e nós (leitores) ficamos cheios de expectativa com a continuação, já que a serpente é a personificação de todas as coisas más e caóticas do mundo. Se vocês quiserem posso fazer a resenha do primeiro livro, como li faz um tempo, não lembro de todos os detalhes, mas posso fazer contando o que eu me recordo.

Agora estamos no segundo livro desta trilogia, desta vez os irmãos não estão sozinhos e contam com ajuda de Bastet e outros aprendizes que foram a casa de Brooklyn aprenderem sobre hieróglifos e a vida egípcia. Além disso, eles precisam correr contra o tempo, os deuses e outros magos, que não apoiam a decisão dos dois de despertar Rá, o deus do sol. O único capaz de derrotar Apófis, que estava se libertando e pretende destruir o mundo.

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Para conseguir acordar o deus dos deuses eles precisam resgatar três partes do livro de Rá, que estão escondidas pelo mundo. Por isso ele viajam a diversos lugares, por exemplo eles vão para Rússia. Outro ponto. Carter ainda se preocupa com Zia Rashid, a garota por quem se apaixonou e descobriu que está sendo mantida presa por um encantamento. Já Sadie reencontra Anúbis, o deus da Morte por quem sempre tivera uma queda, mas fica indecisa com a chegada de Walt, um dos magos da sua equipe que carrega um terrível mistério.

Tem outros personagens novos nesses livros que são muitos queridos, e outros nem tanto. Por exemplo. Bes, um anão robusto e monstruoso, conforme se descreve, apesar de toda sua deformidade ele é um dos mais fieis. Temos  Vladimir Menshikov, o que todos irão odiar. Líder do Décimo Oitavo Nomo (São Pertersburgo – Rússia) ficou cego após tentar ler uma das partes do livro de Rá.

O tio Rick não finalizou a história por completo neste livro, porque claramente tem o último livro, já que é uma trilogia.consideraçÑoes finais modelo 2Indico este livro para todos que adoram os livros da saga Percy Jackson, a trilogia dos Kane é tão envolvente e viciante quanto. Tio Rick arrasa, né gente? coracao-1_xl

O livro custa R$ 44,90 e o seu E-book R$ 22,90 segundo o site da editora Intrínseca.








 

 

vegetariana

Quando me tornei vegetariana, cerca de uns 10 meses já, muitos de vocês me mandaram perguntas sobre o porque dessa minha decisão e outras me perguntando sobre dicas e informações sobre o assunto. Então preferi fazer um post completo, no qual eu pudesse responder todas as suas dúvidas. O post ficou maior do que eu esperava, mas espero que não tenha ficado chato.

Já deixo avisado: caso você não queria saber da realidade sobre a industria e do sofrimento, assista somente o vídeo que gravei, que está bem tranquilo. Pois no post mostrarei dados, pesquisas, e fatos de como este meio é tão obsceno, desonesto e incorreto com a gente e com os animais. Sim, isso mesmo que você leu, com a gente. Ser humano.

Quando eu decidi parar de comer carne e comecei a pesquisar sobre o assunto fiquei extremamente chocada com o tratamento que os animais recebem dentro dessas abatedouro e durante toda sua vida lá dentro, ou no caso de algumas espécies, apenas alguns segundos de vida. Eu imaginava que os animais ali dentro tinham uma vida digna, tranquila, e quando fossem abatidos era de uma forma que não sentissem nenhuma dor. Só que tudo isso não passa de uma grande ilusão de marketing que as grandes empresas e fazendas fazem para conquistar seus clientes. Já vou avisando que aquela coisa da novela Rei do Gado é tudo mentira,  fazendeiro não é fofo. Mas eu já chego nessa parte.

SOFRIMENTO ANIMAL

Para atender a demanda de carne milhares de recursos naturais são desperdiçados para a criação de animais de corte. A quantidade de água, terra e recursos utilizados na produção de 1 quilo de carne é muito maior do que a quantidade necessária para a produção da mesma quantidade de vegetais. Mas isto é outro ponto, e eu vou falar dela mais para frente.

O modo cruel que os animais são submetidos não só no abate (tem registros, vídeos, fotos, dados em que mostra os animais ainda vivos indo para as máquinas), mas também a produção de laticínios. Uma vaca leiteira é engravidada cedo para assegurar sua produção, mas seu filhote não fica com ela, ele nasce e logo em seguida é levado para ser abatido e servir de alimento para cães e gatos, ou será criado de uma forma “especial” para mais tarde ser abatido e vendido como “vitela”. E para aumentar ainda mais a produtividade desta vaca leiteira, ela é alimentada com dieta rica em hormônios e drogas, e pobre em ferro e fibras, além de causar inúmeras doenças – como diarréia, pneumonia, stress por causa do confinamento (porque elas ficam presas 24 horas por dia, em um espaço minúsculo), úlcera -, produz um subproduto contaminado para o consumo dos seres humanos. Ou seja, faz mal para nós, esse animais no geral ganham uma porção tão grande de drogas e hormônios que não prejudica somente eles e sim nós também. Alías, é por causa desses alimentos que as meninas começaram a menstruar mais cedo, porque antigamente o natural era na faixa dos 15/16 anos. E outro ponto muito alarmante, o tratamento desses animais são tão cruéis e desumano que a vaca, que naturalmente viveria mais de 25 anos, tem sua vida encurtada para uma média de apenas 5 anos.

Não são apenas os bovinos que recebem esse tratamento inumano. Galinhas que vivem em granjas são criadas em um espaço apertadíssimo, não podendo sequer mover suas asas. Muitas acabam morrendo pisoteadas pelas as outras. Além de receber uma alimentação regrada em hormônios e drogas. Tudo isto gera uma grande stress entre esses animais e eles acabam cometendo canibalismo pela falta de ferro, fibras e vitaminas e pelo espaço pequeno. E que os criadores fazem para acabar com o problema de “auto-flagelação”? Cortam o bico do animal, logo quando nascem. Sem anestesia, ou qualquer cuidado veterinário, isso causa uma dor semelhante à dor sentida por um ser humano que tenha um membro amputado.

Todos os dias dezenas de milhões de pintinhos com apenas um dia de vida são mortos apenas por que não podem botar ovos. Não há regras para determinar como ocorre a matança. Alguns são moídos vivos ou sufocados até a morte. Muitos são utilizados como fertilizantes ou como ração para alimentar outros animais.

Alguns produtores usam calmantes para manter os animais calmos. Usam antibióticos para evitar ou combater infecções. Quando você come carne, está ingerindo estas drogas. Na América do Norte 55% de todos os antibióticos são dados a animais de corte, e a porcentagem de infecções por bactérias resistentes a penicilina avançou de 13% em 1960 para 91% em 1998.

Uma leitoa, por exemplo, em condições naturais tem somente 6 filhotes ao ano. Sob a intervenção do homem esse número aumenta a 20 leitões por ano. Nos EUA, a cada hora meio milhão de animais são abatidos. Esses são alguns dos fatos que ocorrem esses animais criados para se tornarem alimentos, ou seja, eles já nascem condenados.

NOSSA SAÚDE

É comprovado cientificamente que vegetarianos correm menos riscos de doenças cardiovasculares, de câncer, e de diabetes. Além de que vegetarianos tem 20% de colesterol a menos  do que as pessoas que comem carne e isso reduz consideravelmente ataques cardíacos e câncer, além de irem a hospitais 22% a menos que os carnívoros.

Outro ponto interessante é a dieta recomendada pela Associação Americana de Cardiologia, que inclui carne, continua a provocar arteriosclerose, ou seja, o entupimento das artérias, enquanto que a dieta vegana recomendada pelo Dr. Dean Ornish torna as artérias mais saudáveis. Durante um estudo, as pessoas que seguiam a dieta da Associação sofreram um agravamento do seu estado em 28%, ao contrário dos 8% de melhorias constatadas nos indivíduos que adotaram a dieta do Dr. Dean Ornish.

O que eu quero questionar aqui não é o fato de você ainda estar comendo carne. E sim por que quando paramos a nossa saúde melhora tanto? Acho bastante interessante as indústrias abafarem tanto esses fatos, porque eles não estão prejudicando somente os animais e sim a nós, nos fazendo ficar doentes, e quem ganha com isso? Outra grande indústria, a farmacêutica, mas ai entramos em outro ponto, que não vou abordar aqui hoje. Caso queria entender essa minha pequena reflexão recomendo assistir o filme Clube de Compras Dallas.

MEIO AMBIENTE

Além de prejudicar a nós, e os animais, as industrias alimentícias são um dos maiores inimigos do meio ambiente. Pra começar, apenas um “detalhe” essa crise de água que estamos vivendo aqui São Paulo, enquanto algumas pessoas estão sem água em casa e tem que fazer o máximo e o impossível para economizar, os grandes agricultores estão lá, tranquilo, esbanjando água (acho que vejo algo sujo ai, acho que, talvez, será, dinheiro envolvido?).

Mais de dois terços das reservas mundiais de água doce, cada vez menores, são consumidos pela agropecuária. Além da agricultura, o processamento dos alimentos, sua armazenagem e o tratamento de resíduos também precisam de água. Essa demanda é maior nos países em desenvolvimento – 86% na África, comparada com 32% na Europa. Melhorar a irrigação e a gestão das águas possivelmente traria uma melhora significativa à situação na África.

Mesmo assim, é preciso cerca de 3 mil litros de água para produzir comida suficiente para as necessidades alimentares diárias de uma pessoa, segundo estimativa feita em 2007 pelo Instituto Internacional de Gestão da Água (IWMI). Essa instituição prevê “crises em diversas partes do mundo”, caso a atividade agrícola continue a manter as coisas como estão.

A título de comparação, um único hambúrguer consome 2,4 mil litros de água.

A indústria alimentícia é, indiscutivelmente, a maior do mundo: ela emprega mais de um bilhão de pessoas e salvou centenas de milhões de pessoas da pobreza e da fome.

No entanto, tudo isso tem cobrado um custo colossal do meio ambiente. Só a agricultura – que é apenas um estágio no complexo ciclo de vida dos alimentos – responde por 70% do consumo de água doce no mundo, pelo uso de 38% das terras habitáveis e por 19% das emissões de gases de efeito estufa, segundo a organização ambiental WWF.

As mudanças geradas pela agricultura são mais visíveis quando olhamos a terra. Nós arrasamos as florestas tropicais da Indonésia para dar espaço a plantações que produzem óleo de palma e derrubamos a floresta amazônica para plantar soja e criar gado. A perda desses ‘sumidouros’ vitais de carbono e bombeadores naturais de água é um desastre ambiental em andamento. Uma vez iniciada a atividade agrícola, o plantio intensivo geralmente leva à erosão do solo e à desertificação.

O desmatamento responde por 20% das emissões globais de carbono. Portanto, antes mesmo de semear a primeira semente, a agricultura global já tem um impacto considerável em termos da pegada de carbono. Uma sucessão de processos dependentes de carbono agrava ainda mais o problema: o preparo da terra libera carbono do solo, os fertilizantes à base de petroquímicos emitem gases de efeito estufa e os animais de criação exalam metano. Isso sem contar outras atividades à base de combustíveis fósseis, como o acondicionamento e o transporte.

Na outra ponta da cadeia alimentar, temos os compradores que vão de carro ao supermercado, mantêm o alimento refrigerado, usam eletricidade e gás para cozinhá-lo e água quente para a limpeza.  É inacreditável, mas eles também jogam fora montanhas de alimentos que ainda poderiam ser consumidos — nos Estados Unidos, o desperdício chega a 50%, enquanto no Japão e no Reino Unido é de um terço. Isso gera ainda mais emissões de metano, que se desprende dos aterros sanitários e do processamento de resíduos.

Outro fator preocupante são os pesticidas, fertilizantes e outros químicos de uso agrícola podem poluir as reservas de água doce, os ecossistemas marinhos e o solo.

Na União Europeia, a indústria de alimentos e bebidas não alcoólicas é responsável por quase 60% da eutrofização – uma espécie de poluição da água – e por 30% da acidificação da água, segundo um estudo de 2006 sobre o impacto ambiental dos produtos (EIPRO).

Temos ainda o impacto sobre o restante das plantas e animais que competem por espaço com a nossa indústria alimentícia. A maior causa dos níveis sem precedentes de extinção de plantas e animais nos dias de hoje é a perda do habitat. Paralelamente, a diversidade de plantas, animais de criação e sementes está ameaçada pela agropecuária em grande escala. Tirar alimento dos oceanos reduziu estoques pesqueiros, como o do atum-azul do Atlântico, a níveis perigosamente baixos. Uma terça parte dos peixes capturados é usada para produzir ração animal, e não para o consumo humano.

As muitas pegadas dos alimentos só vão aumentar, já que a produção precisa crescer 70% até o ano 2050 para alimentar a população mundial crescente, de acordo com a Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO).

Segundo o relatório 2010 do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a melhor forma de superar isso é comer menos produtos animais. A dieta ocidental baseada em carnes e laticínios, prontamente copiada por nações que recentemente se tornaram prósperas, é insustentável. E já foi confirmado que com uma alimentação vegetariana a fome seria imediatamente eliminada no mundo. Por exemplo, 100 acres de terra produzem carne para 20 pessoas, enquanto a de grãos produzem para 240 pessoas.

Por isso e outros motivos que eu decidi ser vegetariana, e espero algum dia, em um futuro próximo conseguir ter uma alimentação vegana. Espero que com esse texto tenha dado para entender que o problema está muito abaixo do que somente os animais. A industria e os grande agricultores são bastante sórdidos e imorais, e por isso eu também apoio a reforma agrária aqui no Brasil. É necessário pelo bem de todos, e não somente de uma minoria.

Gravei um vídeo contando um pouco sobre a minha experiência, minha alimentação e mais alguns detalhes, para complementar este post. 🙂


Canais do youtube com receitas vegetarianas e veganas: Presunto Vegetariano, Panelaço, Receitas de Minuto (este último tem algumas receitas vegetarianas, mas a maioria não é).

Documentários (os documentários indicados não falam somente do sofrimento animal em si, eles também abordam como a indústria funciona e prejudica a nossa saúde. Eles me ajudaram muito a me informar sobre essas questões): A Carne é Fraca, A Engrenagem, Uma Verdade Mais Que Incoveniente, Conheça sua Carne , Paredes de Vidro, Uma Vida Interligada.

Aplicativos:


SP Veg
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É um app brasileiro voltado para indicação de restaurantes veganos e vegetarianos de São Paulo. Ele lista os estabelecimentos mais próximos da sua região.

 

 

Animal Free
icon175x175Já este aplicativo é ótimo para os veganos, principalmente para fazer compras no supermercado. Ele lê o código de barras do alimento e verifica se tem algum ingredientes de origem animal ali. Muito útil.

Os dois app são free, ou seja, você não precisa pagar para obtê-los.








 

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Ontem (09 de julho) estreou o filme “Cidades de Papel” inspirado no livro do John Green. E nós do Psycho Blondies sabemos que vocês o adoram, e por isso estamos realizando um sorteio do livro através da nossa fan page ! coracao-1_xl Por isso é sempre bom estar conectado em todas as redes sociais do blog para saber todas as novidades e as surpresas que preparamos para vocês.

Para participar é só seguir as regras ditas no post da fan page, para acessar é só clicar aqui.

O resultado sai dia 27 de julho de 2015! Boa sorte a todos. 🙂








 

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sinopse “A mais importante reportagem do século XX – um retrato de seis sobreviventes da bomba atômica escrito um ano depois da explosão. Quarenta anos mais tarde, o repórter reencontra seus entrevistados. A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueu no céu de Hiroshima, deixando cair gotas imensas – do tamanho de bolas de gude – da pavorosa mistura. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. Quarenta anos depois, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo da história dos hibakushas – as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. Hiroshima permitiu que o mundo tomasse consciência do catastrófico poder de destruição das armas nucleares.”Skoob

o que eu achei

O livro começa gira em torno de seis hibakushas (como os próprios japoneses nomearam os sobreviventes da bomba atômica): a Srta. Toshiko Sasaki, funcionária da Fundição de Estanho do Leste da Ásia, a Sra. Nakamura, viúva de um alfaiate, o Padre Kleinsorge, um jesuíta alemão, o Dr. Sasaki, jovem cirurgião, o Dr. Fuji, dono de um hospital particular na cidade e o reverendo Tanimoto, pastor da Igreja Metodista de Hiroshima. Em sua narrativa, John Hersey alterna entre os personagens para contar simultaneamente onde estavam e o que faziam cada uma dessas pessoas.

Reconstruindo os acontecimentos a partir do que cada um deles tinha vivido, nós leitores vamos acompanhando os primeiros momentos após a queda da bomba atômica, os dias sombrios que o seguiram, as consequências que duraram por décadas. A construção do texto nos envolve e nos faz sentirmo-nos como se estivéssemos lá, vivenciando a tragédia, a dor, a tristeza. O autor consegue fazer-nos esquecer que as informações foram obtidas através de entrevistas que ele realizou, parecendo que ele mesmo estava lá, observando tudo e nos relatando.

O pastor estendeu os braços e tentou puxar uma mulher pelas mãos, porém a pele se desprendeu como uma luva. (p.51)

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O texto foi primeiramente escrito em forma de artigo para uma edição especial da revista The New Yorker, que consistia inteiramente desta reportagem. A linguagem utilizada por Hersey é simples e clara, evidenciando o caráter jornalístico da narrativa. Ao citar algum termo relevante para a história, que é frequentemente usado pelos japoneses, o autor não só traduz ao pé da letra, mas explica os significados por trás da palavra. Isso contribui para que entendamos o contexto no qual ela foi inserida e a importância para o povo japonês. Dentre as características que Hersey destaca em sua escrita, humanitária e ao mesmo tempo impactante, é o fato de ele incorporar o ponto de vista das personagens, colocando no texto as informações que eles conhecem.

Uma multidão de cientistas invadiu a cidade. Alguns mediram a força que havia sido necessária para deslocar lápides de mármore nos cemitérios, derrubar 22 dos 47 vagões parados no pátio da estação de Hiroshima, arrancar a pista de concreto de uma ponte e dar outras extraordinárias demonstrações de poder. Concluíram que a pressão exercida pela explosão variou entre 5,3 e 8 toneladas por oitenta centímetros quadrados. Outros cientistas constataram que a mica, cujo o ponto de fusão (…) (p.88)

Esse é um dos trechos em nos deixa com dúvida, um tanto sombria. Se a bomba foi jogada por conta da guerra ou se foi por uma experiência cientifica, já que logo depois uma massa de médicos especializados e cientistas vão para Hiroshima e Nagasaki analisar, observar e estudar a potência da bomba e as pessoas afetadas. Numa espécie de “ratinho de laboratório”. Além de outro dado muito interessante que esta obra trás, para o leitor, é que depois dos Estados Unidos obterem seus resultados outros países começaram testar a bomba atômica.

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Outros pontos muitos marcantes do livro foram os próprios japoneses, eles são extremamente orgulhosos. Eles nutriram um rancor pelos os Estados Unidos (mais com razão), que provavelmente, ira ficar para o resto da vida em cada japonês. Outro fato muito interessante é que eles tiveram um imenso preconceito com os hibakushas. As vítimas demoraram para reconstituírem suas vidas, principalmente por não conseguirem achar emprego por causa desse fator, eram pouco os lugares que empregavam os sobreviventes.

Hiroshima teve enorme importância como obra jornalística. Na época em que a revista foi lançada – o artigo ocupou a edição de agosto inteira – fazia apenas um ano que a Segunda Guerra Mundial tinha acabado, período de intensificação da Guerra Fria. Ela contribuiu para que os americanos vissem os inimigos como seres humanos, ressaltando a importância do jornalismo na percepção que as pessoas têm do mundo.

John Hersey foi considerado, com esta obra, precursor de um novo estilo de livro-reportagem, que foge do sensacionalismo barato ou à fórmula simplista de fazer jornalismo, criando, ao contrário, uma obra original e realista. consideraçÑoes finais modelo 2Indico este livro para todos os leitores que gostam de ler sobre segunda guerra, principalmente por se tratar de uma segunda lado, sem envolver diretamente os judeus, alemães ou americanos. E a todo estudante ou formado de jornalismo, vocês tem a obrigação de ler este livro. Porque sim, jornalista pode e é sim escritor. 🙂 Foi um livro que me surpreendeu muito, não imaginava que iria gostar tanto, e admito que me deixo com muito raiva do governo dos americanos da época.

Custa R$41,00 de acordo com o site da editora Companhia das Letras.








 

Tem mais um vídeo novo do canal, sim dois novos vídeos só essa semana, podem comemorar. 🙂 Hoje trouxe um pouquinho das mudanças que fiz no meu quarto, dês do último room tour e finalmente mostrei meu banheiro, que está pronto. Então espero que gostem, e sirva de inspirações para vocês. coracao-1_xl