Author: Helena Jimenez

 

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sinopse “A mais importante reportagem do século XX – um retrato de seis sobreviventes da bomba atômica escrito um ano depois da explosão. Quarenta anos mais tarde, o repórter reencontra seus entrevistados. A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueu no céu de Hiroshima, deixando cair gotas imensas – do tamanho de bolas de gude – da pavorosa mistura. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. Quarenta anos depois, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo da história dos hibakushas – as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. Hiroshima permitiu que o mundo tomasse consciência do catastrófico poder de destruição das armas nucleares.”Skoob

o que eu achei

O livro começa gira em torno de seis hibakushas (como os próprios japoneses nomearam os sobreviventes da bomba atômica): a Srta. Toshiko Sasaki, funcionária da Fundição de Estanho do Leste da Ásia, a Sra. Nakamura, viúva de um alfaiate, o Padre Kleinsorge, um jesuíta alemão, o Dr. Sasaki, jovem cirurgião, o Dr. Fuji, dono de um hospital particular na cidade e o reverendo Tanimoto, pastor da Igreja Metodista de Hiroshima. Em sua narrativa, John Hersey alterna entre os personagens para contar simultaneamente onde estavam e o que faziam cada uma dessas pessoas.

Reconstruindo os acontecimentos a partir do que cada um deles tinha vivido, nós leitores vamos acompanhando os primeiros momentos após a queda da bomba atômica, os dias sombrios que o seguiram, as consequências que duraram por décadas. A construção do texto nos envolve e nos faz sentirmo-nos como se estivéssemos lá, vivenciando a tragédia, a dor, a tristeza. O autor consegue fazer-nos esquecer que as informações foram obtidas através de entrevistas que ele realizou, parecendo que ele mesmo estava lá, observando tudo e nos relatando.

O pastor estendeu os braços e tentou puxar uma mulher pelas mãos, porém a pele se desprendeu como uma luva. (p.51)

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O texto foi primeiramente escrito em forma de artigo para uma edição especial da revista The New Yorker, que consistia inteiramente desta reportagem. A linguagem utilizada por Hersey é simples e clara, evidenciando o caráter jornalístico da narrativa. Ao citar algum termo relevante para a história, que é frequentemente usado pelos japoneses, o autor não só traduz ao pé da letra, mas explica os significados por trás da palavra. Isso contribui para que entendamos o contexto no qual ela foi inserida e a importância para o povo japonês. Dentre as características que Hersey destaca em sua escrita, humanitária e ao mesmo tempo impactante, é o fato de ele incorporar o ponto de vista das personagens, colocando no texto as informações que eles conhecem.

Uma multidão de cientistas invadiu a cidade. Alguns mediram a força que havia sido necessária para deslocar lápides de mármore nos cemitérios, derrubar 22 dos 47 vagões parados no pátio da estação de Hiroshima, arrancar a pista de concreto de uma ponte e dar outras extraordinárias demonstrações de poder. Concluíram que a pressão exercida pela explosão variou entre 5,3 e 8 toneladas por oitenta centímetros quadrados. Outros cientistas constataram que a mica, cujo o ponto de fusão (…) (p.88)

Esse é um dos trechos em nos deixa com dúvida, um tanto sombria. Se a bomba foi jogada por conta da guerra ou se foi por uma experiência cientifica, já que logo depois uma massa de médicos especializados e cientistas vão para Hiroshima e Nagasaki analisar, observar e estudar a potência da bomba e as pessoas afetadas. Numa espécie de “ratinho de laboratório”. Além de outro dado muito interessante que esta obra trás, para o leitor, é que depois dos Estados Unidos obterem seus resultados outros países começaram testar a bomba atômica.

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Outros pontos muitos marcantes do livro foram os próprios japoneses, eles são extremamente orgulhosos. Eles nutriram um rancor pelos os Estados Unidos (mais com razão), que provavelmente, ira ficar para o resto da vida em cada japonês. Outro fato muito interessante é que eles tiveram um imenso preconceito com os hibakushas. As vítimas demoraram para reconstituírem suas vidas, principalmente por não conseguirem achar emprego por causa desse fator, eram pouco os lugares que empregavam os sobreviventes.

Hiroshima teve enorme importância como obra jornalística. Na época em que a revista foi lançada – o artigo ocupou a edição de agosto inteira – fazia apenas um ano que a Segunda Guerra Mundial tinha acabado, período de intensificação da Guerra Fria. Ela contribuiu para que os americanos vissem os inimigos como seres humanos, ressaltando a importância do jornalismo na percepção que as pessoas têm do mundo.

John Hersey foi considerado, com esta obra, precursor de um novo estilo de livro-reportagem, que foge do sensacionalismo barato ou à fórmula simplista de fazer jornalismo, criando, ao contrário, uma obra original e realista. consideraçÑoes finais modelo 2Indico este livro para todos os leitores que gostam de ler sobre segunda guerra, principalmente por se tratar de uma segunda lado, sem envolver diretamente os judeus, alemães ou americanos. E a todo estudante ou formado de jornalismo, vocês tem a obrigação de ler este livro. Porque sim, jornalista pode e é sim escritor. 🙂 Foi um livro que me surpreendeu muito, não imaginava que iria gostar tanto, e admito que me deixo com muito raiva do governo dos americanos da época.

Custa R$41,00 de acordo com o site da editora Companhia das Letras.







 

Olá, gente tudo bom? Aposto que vocês estavam sentindo falta de posts literários aqui no blog, não? Estava um pouco nervosa/ansiosa com a pressão de apresentar meu tcc e deixei tudo de lado, mas deu tudo certo (sim, sou oficialmente uma jornalista) e agora, finalmente estou livre, leve e solta para ler todos os livros que quero e tenho vontade.

Então para me ajudar a voltar a minha rotina e adiantar minha leitura decide gravar a minha primeira maratona literária, aliás aguardem porque eu e a Dandara vamos participar da Maratona Literária de Julho, que explicaremos melhor em um outro vídeo. Enfim, chega de papo, espero que gostem do vídeo. 🙂







 

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Quarta-feira mais um dia de séries e filmes aqui no blog para vocês, e hoje vim falar de uma das minhas favoritas do momentos. Orange is the New Black é uma série americana de comédia dramática criada por Jenji Kohan. Produzida pela Tilted Productions em associação com Lionsgate Television, é baseada no livro de Piper Kerman, Orange Is the New Black aborda sua experiência na prisão. Estreou no Netflix no dia 11 de Julho de 2013 , a segunda temporada teve sua estreia em 6 de junho de 2014 e a terceira dia 12 de junho de 2015.

A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs). Quando presa, Piper reencontra Alex, elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão. Ao final da segunda temporada, resta a Piper o cumprimento de 8 meses de sua sentença.

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O que eu mais gosto nela é o fato dela trazer o universos feminino para as telonas, no caso para a tela do computador, além de retratar questões que todas mulheres passam em comum, e as diferenças que temos entre nós. E também de levantaram temas importantes para debates de nossa sociedade como aborto, estupro, transgênero, entre outros questões. Não tem como você não se apaixonar e não viciar.

Terminei a terceira temporada ontem e estou órfã. Todas as séries boas que acompanho terminei, ou estou acabando, isso está ficando cada vez mais triste. Enfim, deixei abaixo o trailer da primeira temporada. Recomendo essa série para todos, e comentem abaixo se você já terminou a terceira têmpora e o que achou, porque estou precisando comentar dela com alguém! coracao-1_xl

Onde Assistir: Netflix







 

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Olá meninas, tudo bom com vocês? Hoje é terça-feira, dia de moda/beleza aqui no blog, e decidi trazer uma dica de ouro que a Dan me deu esses dias. Bom, eu estava com um rímel secando e já ia aposenta-lo, mas descobri que é só jogar duas gotinhas de soro fisiológico que o rímel fica como novo, e volta ter toda a textura de antes.

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E ai gostaram da dica? Espero que tenham ajudado vocês, porque me ajudou. 🙂







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