Author: Helena Jimenez

 

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Queria pedir desculpas a vocês porque esse post era para ter ido ao ar semana passada, mas estava na correria com tcc e não consegui subir ele para vocês. E tenho mais um pedido de desculpa a fazer, que é sobre o vídeo deste post, ele tem poucas cenas dos pontos turísticos de Buenos Aires, ai você pergunta “por que Lena?” ai eu te respondo “esqueci”. Literalmente, eu só lembrei de filmar alguma coisa quando estavamos visitando as últimos pontos, então o vídeo vai ser bem curtinho. Mas vamos ao que interessa.

Ficamos apenas dois dias em Buenos Aires, mas como ela é uma cidade bem compacta conseguimos ver bastante coisas! No primeiro dia fomos ao cemitério da Recoleta. Que é mais considerado como um museu já que diversas pessoas importantes, como artistas, políticos, cientistas, estão enterrados lá.

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As sepulturas tem colunas clássicas e símbolos sobre o tema da morte, tendo uma arquitetura neo-clássico. A propriedade de cada família deve ser paga, através de uma taxa mensal, para administração. Essa taxa é tão elevada que é lá dentro  é aonde se encontra o metro quadrado mais caro da cidade.

Voltando as pessoas de grande importância  que estão sepultados por lá, se encontram nomes como Evita Perón, Adolfo Bioy Casares, Luis Perlotti, Miguel Sansebastiano, entre outros!

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Depois que saímos de lá, demos uma pequena volta pelo bairro da Recoleta. Mas logo fomos para o centro da cidade, aonde estão os cartões postais da cidade, como a Casa Rosada, que fica na Plaza de Mayo, o Palácio do Congresso Nacional, e alguns dos bares mais notáveis da cidade, como o Café Tortoni, tem também a Calle Florida (para quem quer fazer compras) e a Avenida 9 de Julio, que ostenta o Obelisco no cruzamento com a Avenida Corrientes.

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Ficamos uns 20 minutos por lá, mas logo tivemos que voltar ao ônibus da excursão para conhecer o bairro La Boca, que tem uma história que é basicamente sobre futebol e italianos imigrantes. Demos uma volta dentro do ônibus mesmo, e só paramos na rua Caminito, um outro ponto turístico da cidade!

Vou falar um pouco da história desta pequena rua. Em 1898 passava uma linha de trem, mas foi fechada em 1928, e assim o  terreno ficou abandonado. Só em 1950 um grupo de moradores, entre os quais estavam o famoso pintor Boca Quinquela, decidiu restaurar o terreno.  O pintor batizou a rua como “Caminito” pelo título do popular tango de 1926, de Pañalosa e Filiberto.  Conseguiram doações de diferentes artistas para ajudar na reforma. E em 1959, Caminito foi transformado em um museu a céu aberto e sem portas.

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As casas na área do Caminito são mais conhecidas como “Conventillos” (seriam nossos cortiços). Pois as casas eram típicas dos imigrantes (italianos) do final do século XIX.   As casas que foram pintadas em diversas cores, se deve porque os imigrantes italianos usavam as tintas que sobravam das oficinas do porto, que se localizava muito perto dali.  Atualmente , os “conventillos” se transformados em lojas de souvenirs e você pode visitar.

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Visitamos também a calle Florida, mas não queríamos comprar nada, então decidimos ir direito a outro lugar, que foi meu preferido, e por isso vou deixar ele por último. Porque sempre, o melhor para o final. 🙂

Bom, no nosso segundo dia de Buenos Aires só conhecemos o Jardín Japonés, junto com a minha amiga que está morando lá. Não conhecemos outro ponto turístico por falta de tempo. Bom, voltando, o jardim está localizado na Avenida Figueroa Alcorta e Avenida Casares, no bairro Palermo. Você tem que pagar 50 pesos argentinos para entrar, o que equivale a 10 reais.

Foi construído em 1967 em uma ocasião que a Argentina recebia o Príncipe herdeiro Akihito, atual imperador do Japão.

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Lá dentro opera um restaurante e casa de chá, infelizmente não fui. Tudo é administrado pela Fundação Cultural Argentino-Japonês. Por estas razões, muitas festas no Japão são realizados no Jardim Japonês. Lá também tem uma biblioteca de assuntos só japoneses. Muitas performances teatrais e recitas de música são realizadas lá também.

Outro fato interessante é que lá tem cursos de japonês e cultivo de bonsai. E um espaço que é concebido de meditação.

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Voltando ao dia anterior, o que eu mais amei. Livraria El ATeneo! Antigamente era um teatro, mas foi fechado, e depois restaurado e transformado numa enorme livraria. Ela é considera uma das livrarias mais bonitas do mundo, e tem motivos. Sério, é super apaixonante.

Dentro dela tem um pequeno lugar que você pode tomar um café ou um lanche, foi lá que consegui um pouco de wifi, já que no cruzeiro não tinha. 🙁

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Estão entendendo meu amor por essa livraria? É realmente tudo muito lindo, infelizmente não fiquei tanto tempo quanto queria, porque já estava cansada e andei mais de sete quadras num sol dos infernos, literalmente, para chegar lá. Então imaginem meu estado, acabada. Mas valeu muito a pena.

Vou colocar mais algumas fotos dela abaixo para vocês.

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Então é isso pessoal, espero que tenham gostado. O post não ficou tão bom quanto gostaria, mas é que passei o dia fora e estudando, e estou escrevendo ele correndo só para vocês. coracao-1_xl Sou fofa.

E quem perguntou sobre restaurantes lá no meu ask (não esqueço de vocês), o único que eu me lembro aqui são alguns que tem no Porto Madero, e são ótimos por sinal! E por favor, não vão no zoológico, eles que deixam os animais dopados, 24h por dia, só para você ir lá e tirar uma selfie com ele. Pense se o sofrimento dele vale uma foto.

E comentem o que vocês acharam, adoramos a opinião de vocês. 🙂








 

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Quarta-feira aqui no blog são indicações de séries, ou algum filme, mas hoje serão de alguns documentários, que todo mundo deveria assistir! A grande maioria tem no netflix, mas qual não tiver, não se preocupe, pois o youtube está ai para salvar tudo e colocaremos o link para vocês. 🙂

Então vamos a lista.

“Dear Mr. Watterson”, de Joel Allen Schroeder

Este documentário é principalmente para quem é fã dos quadrinhos Calvin e Haroldo, vale cada minuto assistido, pelo fato de que explora o surgimento e toda história,  criadas por Bill Watterson. O filme foca principalmente no processo criativo e o peso econômico e cultural, e o impacto na vida das pessoas e seus fãs.
ONDE: Netflix

“Good Ol’ Freda”, de Ryan White


Esse é pra quem é fã de Beatles, como eu, pois tudo roda em torno da jovem Freda Kelly, de 17 anos, que começou a trabalhar como secretária, em 1961 para a banda britânica. Ficou com eles durante longos 11 anos, até seu pedido de demissão e o término da banda. A jovem sempre se recusou a dar depoimentos e contar como era trabalhar para eles. Depois de exato cinquenta anos, ela conta neste documentário pela primeira vez o que ela viveu e viu.
ONDE: Netflix

“Blackfish – Fúria Animal”, de Gabriela Cowperthwaite


Está um documentário que vai te fazer sentir raiva de ter ido ao seaworld, zoológico ou qualquer empresa que se utilize dos animais para chamar atenção do público. Aliás, talvez vocês não saibam, mas depois que eu vi esse documentário (apesar de não envolver nada do tema) foi que eu decide virar vegetariana, pois senti que alguma coisa tinha que fazer para não apoiar nem uma empresa que prejudique os animais. Bom, voltando, este documentário acompanha a vida de Tilikum, uma baleia que já assassinou diversos de seus treinadores. Então este documentário investiga o tratamento e pressões que este animais recebem das indústrias multibilionárias dos parques aquáticos. Recomendo para todo mundo, vale cada segundo, minuto, hora assistida.
ONDE: Netflix

“SICK – SOS SAÚDE”, de Michael Moore

Esse documentário é principalmente para pessoas que ficaram falando “Vou pro Estados Unidos, vou morar em Miami”, e também para nós nos questionarmos como um país, considerado de primeiro mundo, e muito mais rico que o Brasil, tem um sistema de saúde pior que o nosso. Michael Moore investiga como em seu país, o sonho americano de muitas pessoas, não exista sistema público de saúde até hoje. É muito interessante, aliás todos os documentários desse cineasta são demais.
ONDE: Youtube

“Pixo”, de João Wainer e Roberto T. Oliveira

O documentário acompanha a vida e a realidade dos pichadores, mostrando as ações, conflitos com a polícia e suas intervenções, que já são muito tempo exploradas pela mídia. Mas o principal enfoque é: Pichação é arte ou crime? O filme participou da exposição Né dans la rue (Nascido na Rua), da Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, em Paris.
ONDE: Netflix

Então essa é a nossa seleção, gostaram? Comentem abaixo que acharam e se já assistiram algum deles.coracao-1_xl








 

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sinopse
“O enredo gira em torno de Anne Elliot, filha de Sir Walter Elliot, um vaidoso e esnobe baronete. No passado, Anne apaixonara-se por Frederick Wentworth, que, embora belo, inteligente e ambicioso, não tinha tradições ou conexões familiares importantes – e assim Anne fora persuadida pela família a romper com ele. Em 1815, momento em que se passam os eventos narrados no livro, a boa, generosa e sensível Anne Elliot continua solteira, mas agora, aos 27 anos, pensa com mais autonomia e maturidade. Agora, também, a situação financeira de Sir Walter Elliot é desfavorável, e ele se vê obrigado a alugar a propriedade da família. Por força do destino, o novo ocupante da residência é cunhado de Wentworth. Quase oito anos após o rompimento, Anne se verá novamente convivendo com seu grande amor, agora um capitão da Marinha, e reflexões, conjunturas e arrependimentos serão inevitáveis. Anne e Frederick se redescobrem apaixonados, e renovam o compromisso de casamento. Com o mesmo texto leve e envolvente – mas irônico e perspicaz – que a caracteriza, Austen faz aqui uma crítica à vaidade típica da sociedade inglesa do início do século XIX, ao mesmo tempo em que enfoca o tema do casamento, quase onipresente em seus escritos.”  – Skoob
o que eu achei

 

Pra começo de conversa vocês repararam nessa edição dos livros da Jane Austen? São maravilhosos, e essa capa é a minha favorita, porque tem a minha cor predileta nela. Puro amor esse livro. coracao-1_xl

Como característico da Jane Austen, a narrativa de Persuasão é rica em detalhes e repleta de bom humor. Com uma leve dose de ironia a autora descreve de forma minuciosa a sociedade inglesa do século XIX, discutindo pontos comuns a época, como o preconceito, a elitização e discrepância social. Contudo, o ponto chave da obra em questão não é a crítica social realizada pela autora, mas sim, o demasiado leque de sentimentos presentes na trama. Logo de início nos deparamos com uma avalanche de emoções – saudade, medo, perda, preconceito e principalmente, ressentimento, fato que me surpreendeu, tendo em vista que os sentimentos não são narrados com tanta intensidade pela autora em Orgulho e Preconceito – obra da autora supracitada que tive o prazer de ler antes de Persuasão.

Aqueles que não apreciam esse tipo de comparação que me desculpem, mas não posso deixar de citar que, diferentemente de Orgulho e Preconceito, em que a heroína descrita por Jane Austen é perspicaz, direta e forte o suficiente para não deixar seus sentimentos prevalecerem sua razão, Anne Elliot, donzela que estrela Persuasão, é demasiadamente inteligente, bondosa e sensata, mas com sua alma caridosa raramente faz prevalecer suas vontades, priorizando sempre, as necessidades e desejos daqueles que estão a sua volta, isso faz de Anne uma moça reservada, que sofre calada a perda de um grande amor.

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Anne se apaixonou por Frederick Wentworth, aceitou um pedido de noivado, sonhando com seu desejado casamento. Contudo, a posição inferior de Frederick e sua instabilidade na atual profissão naval, fez com que a família de Anne não aprovasse o casamento, fato que acrescentado a desaprovação de tal relacionamento por sua grande amiga Lady Russell, persuadiu Anne a romper o compromisso. Envergonhado e desolado, Frederick partiu, seguindo seus planos na carreira de marinheiro, com a intenção clara de não mais voltar.

Longos oito anos se passaram e Anne não cogitou mais a possibilidade de se casar, os sentimentos que inundam seu coração demonstram os rastros de dor que o rompimento do noivado em sua primeira juventude deixou. E isso piora quando Frederick Wentworth, agora como Capitão Wentworth, retorna para a vida de Anne, cruzando com seu caminho vezes suficientes para fazê-la lembrar-se da decisão errada que tomou quando jovem.

A dor de seu regresso é visível aos olhos de Anne, que se aflige toda vez que o vê, ao mesmo passo, Frederick não aparenta estar tão imune aos sentimentos do passado quanto ela, e por isso, mantêm-se frio e distante.

Ao decorrer da narrativa, vemos os encontros e desencontros do jovem casal, que luta para superar a dor do passado, buscando se libertar das mágoas e receios que permeiam tal relação. Eles se reaproximam, mas nenhum sabe ou é capaz de arriscar o quanto o outro está curado, se já se perdoaram, e em um emaranhado de emoções, dúvidas e superação, os vemos seguindo caminhos separados – que dependendo deles e de mais ninguém, podem um dia, tornarem-se um só caminho novamente.  Não posso contar mais nada depois deste ponto, porque seria spoiler, e acho que contei alguns, dependendo do que você considera como spoiler. haha 

consideraçÑoes finais modelo 2Como eu disse na resenha do outro livros da Jane Austen, Orgulho e Preconceito, para se ler livros clássico é preciso ter paciência e calma. E repetindo, não é pra todo mundo. Pois não é qualquer pessoa que se adapta a este tipo de leitura, mas na minha sincera opinião vale muito a pena a tentativa.

Ah um fato interessante, que parei para pensar esses dias, é que a meus dois livros favoritos da Jane marcam o inicio da carreira dela e o fim, já que Orgulho e Preconceito foi seu primeiro livro, e Persuasão seu último, antes dela contrarie a doença que a mataria. </3

Ah, antes que me perguntem, já vou respondendo. “Se a Jane Austen é uma de suas autoras favoritas, Helena, por que os livros dela nunca tem cinco estrelas?”. Sim, ela é uma das minhas autoras favoritas, e eu amo seus livros, seu enredo, e as personagens femininas, mas o que me incomoda um pouco é a escrita e algumas cenas que são muito paradas, mas isso se deve ao fato de que estou acostumada com outro tipo de leitura, uma leitura mais atual e recente. Por isso não culpo ela e nem seus livros, por eu dar menos de cinco estrelas, porque sou eu que não sou totalmente acostumada ainda. Mas ela e seus livros são meus favoritos e sempre serão. coracao-1_xl

Abaixo vou deixar o trailer do filme baseado neste livro, feito pela BBC, se não me engano. 🙂


Comentem ai em baixo o que vocês acharam o que acharam desta resenha, de qualquer forma espero que tenham gostado ! 🙂

 








 

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Hoje é o dia internacional das mulheres, mas será que é um dia para se comemorar?

Em um país aonde nós não podemos nem sair com a roupa que queremos que somos assediadas, em um país aonde as mulheres sofrem de violência física e psicológica da parte do companheiro, aonde continuamos ganhando menos no mercado de trabalho, sendo estupradas, sendo objetificadas. Aonde não temos direito e poder nem no nosso próprio corpo e útero.

E quando ligamos a televisão? Sempre vemos comerciais felizes e contentes,  romantizando e mostrando a nossa “função” perante a sociedade, cozinhar, cuidar dos filhos, e do querido maridão, é claro. Ou então aqueles comerciais de cerveja, como a  da “mulher verão”, em que mostra os homens quase tendo um orgasmo quando a mulher passa para deixar a cerveja para eles. E na novelas? Sempre tem uma mulher como vilã, destruidora de “lares”, e mulheres se odiando e disputando algum homem. Aonde vemos em diversas cenas o personagem homem tendo um ataque porque sua mulher o “desobedeceu”, e foi sambar numa escola de samba (episódio da novela Império, desliguei a tv depois dessa cena ridícula).Também temos o Comendador, mais conhecido como “comedor” nas redes sociais. Aonde vemos que está tudo bem ele ter duas mulheres, mas quando a mulher dele quis se envolver com outro foi um escândalo. E claro, mesmo ele tendo pisado e traído a mulher ela continua devotada a ele. E antes que eu me esqueça, a tv, principalmente um canal aberto, muito famoso entre a nossa sociedade amam objetivar as mulheres negras, deixando com aquela imagem “hey gringo, pode vir, que aqui tem negra pra todo mundo”.

Mas e as redes sociais? Não sei vocês, mas sempre vejo comentários masculinos, e até das próprias mulheres (sim existem mulheres machistas), sobre outras mulheres, chamando as de vaca, e dizendo para se dar o respeito. Ou julgando as mulheres que postam determinadas fotos na internet e seguem algum estilo de vida diferente do deles. E tudo piora quando algum metido a machão, comedor, divulga fotos nuas da atual ou ex companheira nas redes sociais , o que vemos, SEMPRE, escrito nos comentários? “Puta, vagabunda”, e o homem que expôs a intimidade dos dois? Ele continua sendo o fodão.  E quando surge uma campanha contra fotos intimas na internet é sempre ensinando nós, mulheres, a não tirar fotos nuas, e quase nunca tem uma ensinando aos homens a deixaram de serem babacas, e respeitarem a privacidade, intimidade, e principalmente as mulheres. Isso se enquadra, também, a história do “olha como você ta vestida! Ta pedindo pra ser assediada”.

Mas será que o problema só está no Brasil? Na sociedade brasileira? Claro que não. A índia tem um caso famoso aonde uma jovem que saia do cinema com o seu amigo foi estuprada, dentro do ônibus, e morreu quando os violentadores colocaram um tipo de barra de ferro, dentro das genitais, que estourou todos os seus órgãos. E nesses dias, saiu uma entrevista com um dos estupradores que disse que ela só morreu porque reagiu. Temos mulheres também que são condenadas a morte por terem se apaixonado por um homem de religião diferente da sua, mulheres que são vendidas e obrigadas a virarem escravas sexuais, mulheres que tem seus rostos desfigurados porque o maridão jogou ácido nele,  mulheres que são estupradas dentro das universidades. E infelizmente muitos, e muitos casos parecidos e piores do que estes.

Infelizmente se eu continuar esse post não terá um fim. Eu só queria deixar registrado aqui o que penso sobre esse dia, e sobre diversas coisas.  E queria registrar aqui que não, a mulher não saiu vestida na rua para te atrair, nem toda mulher quer casar (eu sou um ótimo exemplo disto), nem toda mulher quer ter filho (novamente eu, junto com a Dandara somos exemplos disto), nem toda mulher gosta de maquiagem, nem toda mulher gosta de homem ( ela não gosta e ponto, e não tem nada a ver porque ela não experimentou um pinto), nem toda mulher é “feminina”, nem toda mulher é delicada, nem toda mulher é magra, nem toda mulher tem cabelo lisos e “perfeitos”, nem toda mulher gosta de flores, bichinhos de pelúcia e qualquer coisa que seja automaticamente ligado sendo como um objeto feminino, e principalmente, nem toda mulher quer fazer sexo com você.

Vale lembrar aqui também, que a mulher “puta” tem o mesmo valor ,e é tão foda e poderosa, quanto uma mulher de “direito”, que tem família, e que frequenta a Igreja. Só pra constar que as duas tem o mesmo valor.

Então deixa eu te dar uma dica final, invés de você dar uma flor, chocolate a alguma mulher hoje, não dê, e não dê nem parabéns, porque ainda não temos motivos para comemorar enquanto essas coisas continuarem acontecendo. Cabe a você saber se vai ajuda-la nessa luta, ou se vai continuar em seu faz de contas. Nós não queremos homenagens, nós queremos direitos. 

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Se você se interessou pelo o assunto deixarei abaixo algumas matérias interessantes.
Brasil está em 7 lugar entre os países que possuem o maior número de mulheres mortas
Em Minas, 17 mulheres morrem por dia vítimas de violência doméstica
MA já registrou 1.300 processos de violência contra mulher em 2015
Mulheres mortas por violência doméstica em 2015
Pesquisa da Onu aponta que
90% das indianas de Déli têm medo de sair na rua

E se você ainda estiver interessado é só dar uma olhada no google, grupos feministas no facebook, ou comentar aqui em baixo e chamar a gente por facebook, adoramos debater sobre o assunto. coracao-1_xl








 

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Olá gente, tudo bem com vocês?  Hoje eu vim contar um pouquinho da minha viagem para Montevidéu, Uruguai. Quem não me acompanha nas redes sociais provavelmente não sabe, mas semana passada eu fiz um cruzeiro, junto com meu namorado, e passamos pela capital do Uruguai, Buenos Aires (Argentina), e Punta del Este (Uruguai, novamente). Os dois últimos lugares também terão seus devidos posts. Geralmente viagens de cruzeiros quando para em alguma cidade fica somente ali por alguns poucos dias, ou algumas horas. Foi o caso das duas cidades do Uruguai, porque na Argentina ficamos dois dias.

Por isso esse diário de viagem será um pouco curto (mas acabou não ficando haha), porque não tenho muito o que falar de Montevidéu, porque não fiquei muito tempo, foram só algumas horas com a excursão que o próprio navio oferece. Mas foi o suficiente para eu me apaixonar pelo país e querer voltar para ficar mais alguns dias.

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Eu já gostava do Uruguai, mesmo nunca tendo ido para lá, simplesmente, por causa da política e de certas leis “polêmicas” (bem justas), que melhoraria a vida de muita gente aqui no Brasil (se ele adotasse)! Mas nunca tinha me atraído pela capital deles, principalmente porque umas duas pessoas já haviam me dito que a cidade era minúscula e não tinha nada para se ver, e fazer. Porém, creio que as pessoas não olharam com atenção para essa pequena capital.

Montevidéu é linda demais, todos os prédios, casas e afins estão super conservados e devidamente restaurados. Para todos os lados que você olha tem um parque ou alguma árvore, quase, se não todas, as ruas são super arborizadas. E um detalhe que me cativou ainda mais, principalmente por ser um país vizinho do Brasil é que não tem um papel no chão, todas as ruas são super limpas. Acho que não é atoa que ela foi eleita a melhor cidade da América Latina para se viver.

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Bom, chega de falar da minha paixão pela cidade e vamos para a parte que interessa, o que eu visitei e recomendo para vocês.

Pra começo de conversa você tem que ir na Praça Independência, que é aonde acontece as grandes festas quando algum presidente é eleito, e outras festas e manifestações acontecem por lá também. Além de que a praça é super linda. Nela tem o Palácio Salvo (primeira foto deste post), que é um dos “cartões postais” da cidade, um edifício com uma arquitetura majestosa e diferente, que já foi considerado o mais alto da América do Sul.

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Continuando na Praça Independência, você pode visitar o Teatro Solís, que existe desde 1856, e é o mais importante teatro de Montevidéu. O local é famoso pela arquitetura imponente de seu edifício e pelo charme dos detalhes em seu interior. Eu só passei na frente dele, mas me falaram que é possível fazer uma visitação interna.

Também temos nela (na Praça Independência) a Puerta de la Ciudadela, nome em sua língua original, que nada mais é do que uma porta que restou da fortaleza que protegia Montevidéu anos atrás. Hoje em dia a porta é um dos lugares favoritos dos turistas para contemplar e tirar fotos.

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Localizado na Av. de Las Leyes , apenas a 3km da Plaza Independencia, se encontra  o Palácio Legislativo. A sede da Câmara dos Deputados, é um dos prédios mais imponente de Montevidéu, e é de tirar o fôlego. Muitos turistas só tiram fotos externas dele (que foi meu caso), mas ele é aberto para visitantes com visita guiada. Acontece de segunda e sexta em dois horários, às 10:30h e às 15:00, o ingresso custa 70 pesos uruguaios (aprox. R$7,00) ou então 3 dólares. Não é necessário reservar, só basta chegar alguns minutos com atencedência.

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Já estou chegando ao fim deste post, mas sem antes indicar dois últimos lugares que passei e achei bastante bonitos. Um deles é um parque, infelizmente não lembro o nome dele, mas fomos nele porque existe uma estátua que homenageia a parceria que existiu/existe entre o Uruguai e o sul do Brasil. Por eles serem tão próximo eles acabaram pegando um pouco da cultura do outro, então para celebrar esta pequena união, tem este pequeno monumento com cavalos.

Parece ilusão/photoshop, mas sim, tinha realmente um pássaro pousado na mão da estátua <3

Parece ilusão/photoshop, mas sim, realmente tinha um pássaro pousado na mão da estátua <3

Outro lugar que é bastante interessante é o bairro Prado, é um dos mais antigos e é composta por enormes casarões, já que antigamente só ricos moravam na região e construíram casas maravilhosas. Como a foto abaixo.

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Enfim, vou terminar logo este post porque está maior do que eu gostaria, e duvido que todos vocês terão paciência de ler tudo isso. Mas antes não poderia sugerir outros lugares para você visitar (por mim) como Mercado do Porto, Feira de Tristán Narvaja, Av. 18 de Julho, e outros tantos lugares que não tive a oportunidade de conhecer. Por isso e por outros motivos preciso voltar a Montevidéu.

Deixarei vocês com algumas fotos e um curto vídeo do que filmei por lá.

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Comentem se vocês já foram ou se tem vontade ir, e o motivos de vocês. É sempre bom saber a opinião de vocês, principalmente em questões de viagens, porque sempre que alguém vai tem uma experiência diferente da outra pessoa. Bom, espero que este post tenha ajudado, de alguma forma, vocês. coracao-1_xl