Author: Helena Jimenez

 

Em dois mil e dezoito encarei algo que fazia um tempo que não fazia: eu.

Olhei e me redescobri de todas as formas, assumi, vi meus defeitos, recebi minhas demoras. Aceitei meu tempo. E eu estou dizendo de algo que vem total de dentro. Muitas vezes falo com vocês sobre autoaceitação e as pessoas falam de alguma modificação externa para arrumar o interno, mas ficar sozinha consigo mesma por um bom tempo, observando e explorando si mesma é de tamanho amor e recebimento muito maior qualquer extreme makeover pode oferecer.

Um fato dessa pequena jornada de autoconhecimento é como você se reconecta com a sua infância. Como se uma pequena parte da sua essência tivesse voltado. Era como se tivesse ficado adormecido por um longo período na fase da terrível adolescência e na fase do jovem-adulto, e vem se instalasse novamente, só pra te relembrar quem você é, verdadeiramente.

Você se reconecta com seus desejos e anseios mais primitivos, e o que você buscava como forma de liberdade para você e de outros indivíduos desde os seus primeiros momentos. O mais importante: você se conecta com você. E quando isso acontece é algo totalmente completo. Não tem outro nome além de: amor próprio. E em contra partida, poucas pessoas sabem lidar com isso, porque poucas pessoas sabem lidar consigo mesmas e a “solidão” do que é ficar consigo, sozinhas. Porém, no final tu nunca estará mais sozinho de novo.







 

Fazia tanto tempo que não ia em uma exposição que me tocava dessa forma que precisei escrever sobre ela. Hoje fui com duas amigas a uma exibição, a mesma é tão grande que precisou se dividir entre dois museus importantes de São Paulo. Mas o que mais me chamou atenção nesse a mostra foi a mescla de diversos conteúdos e apresentações, e os diferentes pontos de vista dos artistas, e histórias que cada um tinha. Me emocionou muito, pois cada um tinha sua narrativa contada ali.

A exposição coletiva “Histórias afro-atlânticas” reúne, em iniciativa inédita, duas das principais instituições culturais de São Paulo: o Instituto Tomie Ohtake e o MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Trata-se de um desdobramento da exposição “Histórias mestiças”, realizada em 2014, no Instituto, por Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz, que também assinam a curadoria desta nova mostra, junto com Ayrson Heráclito e Hélio Menezes, curadores convidados, e Tomás Toledo, curador assistente.


“Histórias afro-atlânticas” apresenta cerca de 400 obras de mais de 200 artistas, tanto do acervo do MASP, quanto de coleções brasileiras e internacionais, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, filmes, vídeos, instalações e fotografias, além de documentos e publicações, de arte africana, europeia, latino e norte-americana, caribenha, entre outras.

A exposição articula-se em torno de núcleos temáticos, alguns dos quais presentes em “Histórias mestiças”. No Instituto Tomie Ohtake estão Emancipações; Ativismos e resistências; e no MASP estão presentes os núcleos Mapas e margens; Cotidianos; Ritos e ritmos; Retratos; Modernismos afro-atlânticos; Rotas e transes: Áfricas, Jamaica, Bahia.

Endereço e Horário

Museu MASP e Tomie Ohtake
de 30 de junho a 21 de outubro 2018
De terça e quarta – no MASP – (entrada gratuita) a domingo, das 10h às 18h; quinta, das 10h às 20h