Não podemos mais viver em uma sociedade egoísta e de lideres egocêntricos

Se alguém me falasse há alguns meses atrás que estaríamos passando por uma pandemia que deixaria todo mundo em quarentena, e milhares de vítimas, eu nunca acreditaria. Provavelmente responderia que a pessoa anda vendo muito sobre filmes de ficção científica, ou sobre religião x fim de mundo.

Nós, seres humanos, nunca achávamos que em uma plena virada da década (2020) iriamos passar por isso. Afinal nossa ciência está avançada e tecnologia também. Já passamos pela gripe suína e outros vírus sem causar muitas mudança en níveis globais. E no Brasil temos febre amarela, dengue e recentemente a volta surto de sarampo, então achávamos fielmente que o COVID-19 não chegaria aqui, e se chegasse iria ser nada, perante esses outros. Era uma realidade extremamente distante, porém está aqui presente.

Entendo perfeitamente o discurso de diversas pessoas que questionam precisamos de uma pandemia para abrir os olhos sobre o que realmente importa para nós, como seres humanos. Eu mesma me encontrava muito indignada nas primeiras semanas de quarentena, sobre como as pessoas que votaram no nosso querido presidente, e só estarem enfurecidos agora. Quando a realidade começou a bater na porta de cada um. Precisou realmente de uma pandemia para as pessoas verem que alguém que saúda ditadura, e mortes não iria se importa com a sua vida.

Encarar a morte, principalmente a morte desenfreada, acontece há anos para diversas pessoas e poucos de nós paramos para refletir sobre isso. Uma blusa não é apenas uma blusa, um alimento não é apenas um alimento, pois diversas vezes, carrega sangue de pessoas nesses produtos. Não da para consumirmos desenfreadamente.

Cada dia chego mais na conclusão que Chico Xavier em Data Limite, e diversas religiões vieram nos avisando durante anos sobre o futuro que encontramos atualmente. E não somente a religião, como o próprio planeta terra e cientistas. Não faz muito tempo que li sobre como o derretimento das geleiras estariam levando ao ressurgimento de doenças ‘adormecidas’. E essa matéria era de 2017!

Quando nos questionamos se nós como sociedade, e humanidade, precisávamos de tantas mortes para começarmos a nos questionar, e praticar uma autorreflexão, digo com toda certeza de que infelizmente sim. A humanidade está, e ainda é de espíritos não evoluídos. Como um todo nós não aprendemos nada com a I e II guerra mundial, não aprendemos com o campos de concentração, com o nazismo, e com guerras na faixa de gaza. Não aprendemos com apartheid e nem com o racismo. Nem com os fazendeiros matando os indígenas e devastando nossas florestas. Nós como sociedade fechamos os nossos olhos.

Se tivéssemos aprendido com os nossos próprios erros do passado não teríamos nos dias atuais campos de concentração na China, não teríamos escolhidos o Brexit, não teríamos muros nos separando, não teríamos crianças imigrantes morrendo em prisões. Não teríamos eleito pessoas como Bolsonaro e Trump, que tiram dinheiro da edução, saúde e ciência. Falhamos, e voltamos nos mesmos erros. Tivemos nossa história apagada e esquecida.

Tudo porque nos colocamos como seres superiores e sem quaisquer defeitos, não nos colocamos como uma parte de um todo, uma comunidade e nem da fauna e flora. Esquecemos que somos animais também. A raça humana se perdeu em sua essência. E aqui estamos arcando com nossos erros novamente.

Temos o dever de parar nesse momento, respeitar a quarentena, e fazer uma autoreflexão. Porque a gente deve isto para as pessoas que se foram, e não só as de agora, mas as passadas que deram suas vidas pensando em um mundo mais justo e igualitário. Temos que olhar para o outro e escutar mais. Parar de falar e escutar, não da mais pra viver em uma sociedade egoísta e de lideres egocêntricos.

Questionaremos agora o sistema, pois vemos em momento como esse o quanto é importante nosso voto, questionaremos o porque de não estamos consumindo “coisas” nessa quarentena, e sim com saudades de coisas mais banais, como sentar em um parque ou um abraço. O que queremos e desejamos realmente como seres humanos? Consumir ou viver no coletivo? Nós devemos isso a quem não está mais aqui e a nós, para ver se somos capazes de superar os nossos erros e não cair em um ciclo.

Há exatos 7 meses atrás eu trouxe estes questionamento em forma de vídeo, se quiserem ver aqui está.

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