BYUNG-CHUL HAN Sociedade do Cansaço

  • Título: Sociedade do Cansaço
  • Autora: Byung-Chul Han
    Tradução: Enio Paulo Gianchini
    Editora: Vozes
    Páginas: 136

Como prometido no post da resenha do livro da Virginia Woolf, hoje temos sobre a Sociedade do Cansaço do sul-coreano Byung-Chul Han.

Partindo de uma perspectiva patológica, a passagem do século XX para o século XXI trouxe consigo uma alteração no quadro das enfermidades mais comuns entre os seres humanos. Assim, o Ocidente passou de uma era caracterizada por doenças virais e bacteriológicas para uma era de enfermidades neuronais. Essa é uma das ideias centrais do ensaio Sociedade do Cansaço do sul-coreano Byung-Chul Han.

Nesse pequeno e instigante tratado, o professor de Filosofia e Estudos Culturais da Universidade de Berlim dialoga com o pensamento de Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Foucault, Agamben e outros pensadores para sondar as enfermidades produzidas pelos dispositivos de poder das sociedades neoliberais do mundo contemporâneo.

No segundo capítulo, “Além da sociedade disciplinar”, o filósofo descreve algumas características da transição da sociedade disciplinar para a sociedade de desempenho.

“A sociedade disciplinar de Foucault, feita de hospitais, asilos, presídios, quartéis e fábricas, não é mais a sociedade de hoje. Em seu lugar, há muito tempo, entrou uma outra sociedade, a saber, uma sociedade de academias de fitness, prédios de escritórios, bancos, aeroportos, shopping centers e laboratórios de genética. A sociedade do século XXI não é mais a sociedade disciplinar, mas uma sociedade de desempenho. Também seus habitantes não se chamam mais ‘sujeitos de obediência’, mas sujeitos de desempenho e produção. São empresários de si mesmos”.

Trata-se de uma positividade, explica o autor, geradora de uma violência que “não é privativa, mas saturante; não excludente, mas exaustiva”. Nesse ponto, o sul-coreano diverge da concepção de sociedade disciplinar analisada por Michel Foucault, em que a “negatividade da proibição” e o imperativo da “coerção” são as principais características, enquanto na sociedade de desempenho predomina o imperativo do poder ilimitado, simbolizado pelo slogan da campanha de Barack Obama,“Yes, we can”.

Nesse sentido, os aspectos da política de controle comportamental e seu imperativo proibitivo, presentes na sociedade disciplinar, cedem espaço ao imperativo do poder ilimitado da sociedade de desempenho. Os distúrbios mais recorrentes seriam oriundos não de um excesso de negatividade, mas de um “excesso de positividade”, originados pela abundância de informação, comunicação e estímulos, características das sociedades pós-modernas de trabalho.

Trata-se de uma positividade, explica o autor, geradora de uma violência que “não é privativa, mas saturante; não excludente, mas exaustiva”. Nesse ponto, o sul-coreano diverge da concepção de sociedade disciplinar analisada por Michel Foucault, em que a “negatividade da proibição” e o imperativo da “coerção” são as principais características, enquanto na sociedade de desempenho predomina o imperativo do poder ilimitado, simbolizado pelo slogan da campanha de Barack Obama,“Yes, we can”.

Nesse sentido, os aspectos da política de controle comportamental e seu imperativo proibitivo, presentes na sociedade disciplinar, cedem espaço ao imperativo do poder ilimitado da sociedade de desempenho. Os distúrbios mais recorrentes seriam oriundos não de um excesso de negatividade, mas de um “excesso de positividade”, originados pela abundância de informação, comunicação e estímulos, características das sociedades pós-modernas de trabalho.

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