londres

 

Alguns dias atrás numa foto minha no meu instagram eu tinha pedido para vocês perguntarem todas as suas dúvidas e questões que vocês tinham sobre intercâmbio e sobre Londres em si, já que estou aqui. Enfim, gravei um vídeo resposta e aqui está ele.

Espero que ele seja de ajuda para vocês. 🙂


Texto 1: primeiro dias em Londres
Texto 2: morando sozinha
Texto 3: Precisamos ser mais orgulhosos com o nosso país
Texto 4: “casa” são pessoas e não lugares
Texto 5: Londres x São Paulo
Texto 6: O que é ser brasileiro? Ou melhor, o que é ser latino americano?







 

Imaginem alguém que sofreu muito, mas muito mesmo para editar esse vídeo. Sim, fui euzinha aqui. Vou contar a história desse drama para vocês.

Eu tenho um computador windows muito velho que só o utilizo para editar meus vídeos no movie maker (sim, devo ser o único ser que edita nele ainda), pois é o único que eu me entendo. Só que por esse meu computador ser antigo ele sempre da uns probleminhas e desliga do nada, trava, etc. Então sempre foi muito difícil editar nele, mas sempre deu certo no fins das contas. Mas de uns tempos pra cá ele andava pior, e eu já estava me cansanda e estou até vendo de contratar alguém para editar os vídeos para ter um design mais legal e mais bonitinho e tudo.

Enfim, fui editar esse vídeo lá na minha primeira semana aqui, ele deu erro. Tudo bem, editei uma segunda fez uns dias depois, deu erro novamente. Nisso já tinha atrasado o vídeo da semana passada. Ai passei todos os arquivos novamente tudo bonitinho e editei TUDO novamente pela terceira vez e deu erro novamente. Nisto eu desisti. E fui tentar o imovie do computador que não funciona comigo. Não deu certo.

Ai antes de ontem, sábado (04) lembrei do imovie que tem pelo celular e é dez vezes mais simples do que o do computador e por fim consegui. Finalmente acaba aqui a minha saga, sem antes claro de quase não conseguir salvar o vídeo, mas consegui. Meu signo é muito persistente mesmo.

Bom, agora fiquem com o vídeo que merece muita a participação de vocês só por essa minha garra, sejamos sinceros. coracao-1_xl

Texto citado no vídeo







 

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Você chega no aeroporto seu estômago está quase saindo para fora de ansiedade, misturado com medo e nervosismo do incerto. Mas também está feliz porque você sabe que há muito tempo tem desejado por isso. E ao mesmo tempo tem outro sentimento batendo a sua porta, dos amigos e familiares próximos que você acabou de se despedir e aquela vontade de voltar e dizer “Ei, vou ficar aqui”. Mas você segue.

No avião, se você for como eu, você só torce para não ter muita turbulência. No meu caso, eu não tive muita sorte, por isso diversas vezes ficava acordando e outra hora voltando a dormir.

Vi somente um filme no avião, Carol, muito legal por sinal, se vocês puderem assistir, assistam. Vale a pena. A comida do avião eu não pude aproveitar muito, já que não coloquei que era vegetariana, eu não sabia que tinha que fazer isso para ter pratos de outras opções sem ser de carne. Então comi pouco, não que isso me prejudicou muito. Pois como eu estava no dia anterior e neste dia super nervosa acabou atacando minha gastrite, e não estava conseguindo comer.

Quando olhei na tela do avião, que mostra aonde ele está e reparei que estava quase chegando na Inglaterra, no mesmo momento me deu um desespero e uma angústia e uma pergunta surgiu em minha cabeça “o que eu estou fazendo?”. Afinal eu vim completamente sozinha, se eu ficar doente não terei a minha mãe para me ajudar, não tenho amigos aqui, não tenho meu namorado aqui, não tenho meus bichos aqui. Resumindo não tenho ninguém a não ser eu mesma. O sentimento que dá nessa hora é de voltar pro lugar seguro e tranquilo que eu estava acostumada. Mas novamente a gente continua, e também tem o fato de que sou taurina né, quando boto algo na cabeça não tiro.

Quando você finalmente chega no hotel depois do cansativo voo e de pegar o metrô com muitas malas. Finalmente o cansaço bate e você dorme, acorda por obrigação, porque tem que comer, tomar banho, e ver todas essas coisas. E o mais estranho de tudo é que não tem ninguém ao seu lado para conversar com você, então você simplesmente escuta seus pensamentos, como se alguém tivesse conversando com você. A vozinha da consciência aparece pra te ajudar e diz coisas como “ eu sei que você está cansada e com sono, mas você precisa comer algo para aguentar o dia seguinte”. E eu paro e me toco que não é a minha mãe que está dizendo isso, algum amigo ou meu namorado e sim eu mesma. É engraçado que eu nunca tive tanto tempo sozinha comigo mesma para ter tempo de ficar escutando meus próprios pensamentos durante um longo tempo, é uma experiência completamente nova.

No domingo já instalada na minha acomodação, já tinha resolvido a metade das coisas e no dia seguinte teria que ir na escola fazer o teste de nível, e não tinha ninguém do meu lado para eu poder compartilhar meu nervosismo e a minha ansiedade, só pelo celular e redes sociais. Mas nessas horas, nesses momentos não é a mesma coisa. Na noite deste dia veio um sentimento de solidão horrível, comecei a me perguntar o que tinha feito, e se essa era uma decisão certa. Dormir mais uma noite sem meus bichos do meu lado doí de verdade. Como dizem casa não é um lugar e sim seres vivos. Mas conversei com um outro amigo que também está nessa, há mais tempo do que eu, e eu pude relaxar um pouco.

Após alguns dias, depois dos meus primeiros dias na escola de inglês o que eu posso afirmar é que a vergonha, travamento e gaguejamento que eu tinha por falar em outra língua vai embora. Porque não vai ter alguém para falar por você, resolver seus problemas ou te ajudar. Então você tem que falar, e a cada dia mais você vai relaxando e se acostumando em falar em inglês. Mas tenho que admitir que ainda tem dias que da um leve friozinho na barriga antes de sair do meu quarto, fico com medo de falar algo errado ou alguém não me entender. Mas logo penso “nunca mais verei essa pessoa mesmo.”

Aqui estou com pessoas de diversas nacionalidades e o que eu posso falar até agora é que os asiáticos são os mais simpáticos, acabei me dando muito bem com uma coreana, gostamos das mesmas coisas e surpreendentemente ela é a única pessoa de todo mundo que conversei até agora (incluindo ingleses) que assiste e gosta de Game Of Thrones. Também não entendo isso.

O lado bom daqui é que por estar em outro país e também longe de outras pessoas não tenho que escutar pessoas me repreendendo por causa do meu cabelo, por exemplo, ou por causa das minhas tatuagens. Isso é encarado como algo natural, afinal o que cada um faz com seu corpo é de sua autonomia. Mas em compensação o assédio na rua vem quando você, mulher, está sozinha, o que eu acho pior, já que é quando você se sente mais vulnerável, isso mostra de certa forma que os caras aqui tem vergonha de assediar quando você está com alguém, mas se sentem mais seguros quando você está sozinha..preocupante.

Em uma semana aqui você aprende dar mais valor para o Brasil e seus amigos do que anos morando ai, tu não faz ideia, eu juro. Só nesta semana toda vez que eu conto da onde sou as pessoas adoram saber, e sempre falam “everyone loves Brazil”. Outro dia eu estava escolhendo um lanche com uma amiga que também é brasileira, e nesse dia eu estava morrendo de saudades de falar em português, porque só estava falando em inglês desde quando cheguei praticamente. E atendente do pub virou e falou “ que língua vocês estão falando?” respondemos e logo ela falou “ eu não entendo nada, mas sooa tão lindo”. E aqui não tem “bicha pague meu dinheiro”, também não tem “tranquilo e favorável”, e como minha amiga disse para mim neste dia, quando ela fez a dança deste último as pessoas daqui perguntaram se ela surfava. WTF? São essas pequenas coisas que fazem tu ver que o Brasil e as pessoas dai são realmente especiais, apesar de todas coisas ruins que tem acontecido.

Para finalizar este primeiro texto que acho que está enorme, é que se em apenas uma semana eu senti e vivi todas essas experiências imagina o que mais está por vir.







 

Quando vocês estiverem escutando essa playlist eu já estarei em Londres. Ai meu deus. Meu coração já da uma apertada de ansiedade só de imaginar isso. Em homenagem a isto dessa nova fase da minha vida e do blog resolvi fazer essa seleção de músicas inspiradas em artistas que lembram Londres e sempre escutava pensando “quando será que irei para lá?”. Então espero que sintam a emoção junto comigo. coracao-1_xl

Coldplay

Imaginem uma criança que ama Harry Potter que está lendo os livros escutando essa música e pensando ir para Londres, era eu. 🙂

Lucy Rose


Eu fui no show dessa inglesa maravilhosa recentemente e fiquei ainda mais encantada ainda por ela.

Tom Odell

 

Outro cantor que sou louca para ir ao show. Quem sabe lá eu não consigo.

Aurora


Aurora conheci não faz muito tempo, mas entrou na minha lista de favoritos também.

Daughter

 

As musicas dessa cantora são puro amor, se quiserem irem atrás de mais vão que não irão se arrepender. Seríssimo.


Como vocês podem perceber a maioria dos cantores são ingleses, tem aquele aspecto de musica calminha e aquele ar gelado consigo. Espero que não eu passe muito frio lá, apesar de amar o mesmo. Enfim, caso queiram acompanhar ao vivo meu dia a dia lá é só me seguirem no snap, que é: helenajimenezz 😀

 







 

Olá, gente. Tudo bom com vocês? No vídeo desta quinta eu gravei a tag maquia e fala que por sinal já tinha trazido ela aqui para vocês algumas vezes, mas trouxe novamente pois estava com vontade de conversar um pouco com vocês e contar algumas novidades. 🙂 Então espero que gostem.