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Meu sebo favorito em Londres fica em Camden Town, que lembra bastante a Galeria do Rock, só que bem maior. Primeiramente vou explicar o que é Camden Town. Bom, é um distrito do centro-norte de Londres, capital de Inglaterra e pertence ao borough de Camden.

Está localizado a 2,4 milhas (3,9 km) a Norte-Noroeste de Charing Cross e é um dos 35 principais centros identificadas no Plano de Londres. Foi planeado como um bairro residencial a partir de 1791 tendo sido antigamente parte do senhorio de Kentish Town e da freguesia de St Pancras, Middlesex.

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Camden town tornou-se num local importante durante o desenvolvimento inicial dos caminhos de ferro e também por ser servida pela rede de canais de Londres. O seu património industrial deu lugar ao retalho e ao entretenimento, contando hoje em dia com uma série de mercados de renome internacional e locais de música que estão fortemente associados à cultura alternativa.

Eu o descobri quando fui passear por lá um dia com as minhas amigas. E na hora me apaixonei. Fica numa parte nova de lá, bem pertinho da estatua da Amy Winehouse, só que subterrânea, pelo que entendi antigamente funcionava estábulos lá dentro.

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Do lado deste sebo tem uma cafeteria, e sim a cafeteria fica instalada dentro do estabulo, então você vê as grades onde ficavam os cavalos e tudo, o que torna tudo mais nostálgico. Então você pode comprar um livro ou uma revista antiga e sentar logo ao lado para tomar um café e depois passear por camden town. J

endereço-e-horario-modelo-2Camden Town sempre fica aberto para o público, mas suas lojas tem horários. Geralmente fecham as entre as 6 e as 9 horas.

Você pode chegar lá por metro é só pegar a Northern Line. 🙂







 

Olá, pessoal ! Chegamos à parte final do especial com contos de terror. Seguindo a tradição, deixei o melhor para o final.  São esses os cinco contos de terror mais legais e perturbadores que já li. Aí vai !

  1. O cone , de H.G Wellssr-horrocks-e-o-sr-raut

    Horrocks é um siderúrgico  poderoso e  autoritário que escuta em sua própria casa a esposa declarando seu amor  por  Raut, um amigo da família. Sem saber se ele tinha escutado realmente a declaração, Raut e a esposa de  Horrocks  decidem fingir que nada aconteceu, já que os três mantinham uma relação de amizade. Para tentar  consertar o  problema, Raut diz que só tinha ido até a casa dos dois porque o amigo tinha que mostrar uma  paisagem incrível,  vista apenas entre as chaminés de uma das siderúrgicas que Horrocks administrava.  Dissimulado, Horrocks diz que  vai aproveitar a chance para mostrar ao amigo ” o cone”, uma das coisas mais  incríveis já feitas- que vai servir bem  para uma vingança.

 

4. O rapa-carniça, de Robert Louis Stevenson

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Confesso que fui atraída para ler o conto mais pelo nome diferente que por qualquer outra coisa, mas tive uma surpresa muito positiva lendo a história. Fattes e MacFarlane são dois estudantes de medicina que ganham prestígio e popularidade como assistentes de um professor fazendo serviços nada honestos: roubando corpos. Apesar de ficarem bastante em dúvida durante um tempo sobre manter ou não o trabalho, acabam se acostumando e perdendo a empatia em relação aos outros. Um dia, ambos descobrem a chance de roubar um defunto recém-enterrado em um cemitério. Os dois fogem levando o corpo, no entanto, descobrem que existe algo de muito errado com o cadáver  que estão carregando.

 

 

3. O gato preto, de Edgar Allan Poe

e_a__poe__s___the_black_cat___by_pika_la_cynique Quando li da primeira vez fiquei relativamente nervosa porque se trata de um conto que descreve bem a perversidade e a  loucura do ser humano com cenas bastante gráficas. É inevitável não imaginar o tamanho da crueldade que o protagonista  aplica nos outros personagens ao redor. Somos conduzidos pelo  relato de um homem alcóolatra que conta a maneira com que  sua vida se alterou radicalmente depois de ser consumido pelo vício. Cada vez mais insano, o homem ( que faz com que o leitor  morra de vontade de que ele seja castigado) acaba por descontar a sua fúria infundada em Plutão, gato de estimação que se  torna uma vítima depois de provocar nele inúmeras mudanças de humor. No entanto, a morte do gato- e também os outros  crimes que cometeu- traz à ele uma série de pesadas consequências que fazem a loucura bater ainda mais à sua porta por causa  de um remorso avassalador.

 

 

A família do Vurdalak, de Aleksei Konstantinovitch Tólstoi

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O autor não é o  mesmo Tólstoi de Guerra e Paz e Anna Karenina, mas nem por isso a história deixa de ser boa. Somos  apresentados a um grupinho de pessoas reunido em torno de uma fogueira para ouvir as aventuras do Conde de Urfé, diplomata muito viajado. O  conde, incentivado pela companhia dos amigos, decide contar sobre o tempo em que ficou hospedado na casa de  uma família sérvia e escapou de ser devorado por vampiros.
O vurdalak, vampiro da história, é daqueles bem tradicionais que ressucitam depois de dez dias e precisam de permissão    para entrar na casa da vítima, que ele convence na base de jogos psicológicos extremamente fortes. É realmente muito legal  ver como evoluem os jogos e argumentos com os personagens que tentam resistir. Depois de uma batalha contra um grupo  de malfeitores turcos, o patriarca da família morre e seus filhos acabam ignorando o aviso de que deveriam matá-lo caso  retornasse fora do prazo previsto, permitindo que ele entre e saia da casa quando deseja.
A partir daí, o pai manipula e aterroriza todos os parentes para que façam o que ele quer. Enquanto o Conde tenta achar um meio de fugir para não ser devorado vivo, o cerco vai se fechando cada vez mais no entorno da família.

1 a mão do macaco , de W.W. Jacobs

crbst_HERBERT_201 Eis o campeão de pavor noturno e olhadas desconfiadas para o cabideiro no quarto durante a noite. É um conto que fala  principalmente sobre como o destino rege a vida das pessoas e como podemos nos arrepender por tentar alterá-lo. Não sem  motivo, é um dos contos de terror mais famosos de todos os tempos. A família White recebe Morris, militar britânico voltando  de uma viagem à Índia. Durante a visita e o bate-papo, o oficial decide desfazer-se de um amuleto macabro que carregava,  causando curiosidade nos demais. O amuleto- a mão enfeitiçada de um macaco- seria  responsável por realizar 3 desejos ao  seu dono, mas conceder 3 horríveis consequências. Ao ver Morris jogando a mão na lareira, o sr. White pede para ficar com  ela. Relutante, Morris aconselha que o amigo volte a colocá-la no fogo e não mexa com a mão enfeitiçada. Ignorando o pedido,  assim que Morris vai embora White testa o amuleto e pede à mão  que a hipoteca de sua casa seja paga. No dia seguinte, o  casal tem o desejo atendido da pior maneira que podiam imaginar. Na tentativa de consertar o que foi feito, eles pedem  novamente a ajuda da mão. Mas nenhum deles realmente esperava o que poderia acontecer por conta do novo pedido.

 

Gostaram? Curtam, comentem e compartilhem! Se tiverem vontade de ler os contos na íntegra,  é possível encontrar os contos citados aqui em livros à venda em livrarias ou sebos:

Contos de Horror do Século XIX (2005), organizado por Alberto Manguel. Companhia das Letras. Tradução: conto traduzido por Nina Horta.

Histórias Extraordinárias (2011), de Edgar Allan Poe.  Saraiva de Bolso. Tradução de Clarice Lispector.







 

Não, não é mês das bruxas e nem dia dos Mortos, mas a literatura de mistério e terror é sempre uma boa alternativa para aproveitar o tempo se divertindo – ou morrendo de medo. Por ser começo de ano – em que muita gente está de férias ou com mais tempo para descansar- tomei a liberdade de separar alguns contos de terror do século XIX que, mais de 100 anos depois de sua criação, ainda conseguem deixar quem lê pensando em alguma  coisa que está à espreita na hora de dormir.

Particularmente, gosto muito do tema terror porque geralmente envolve contos rápidos, com poucos personagens- para serem lidos em qualquer lugar- e com  um enredo que depende especialmente da imaginação do leitor para ficar mesmo aterrorizante. Se o leitor não se incomoda com o que a história sugere, a narrativa se torna comum. Por isso esses contos do século XIX são especiais: passaram por gerações que completaram com os próprios medos a perturbação que o autor da história tentou passar. Prontos? Lá vêm eles!

  1.  A tortura pela esperança, de Villiers de L’Isle Adam
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Essa história faz parte do segundo volume de uma coletânea do escritor francês chamada Os Contos Cruéis   (1883), muito influenciada pelo estilo de escrita de Edgar Allan Poe ( também listado aqui). Na história, o      rabino Aser Abarbanel é condenado pela Inquisição a se arrepender por seus pecados de avareza contra os    pobres e se converter ao catolicismo. Ele espera em sua masmorra quase conformado pela morte que o espera   na fogueira. Mas quando enxerga uma fresta na porta de sua cela aberta por acaso, Aser bola um plano para    fugir- e é esse plano que desespera o leitor.

 

 

 

 

 

  1. A máscara da morte rubra, de Edgar Allan Poe
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O escritor desse já é bastante conhecido por muita gente apaixonada por terror e mistério. Considerado o pai do gênero de ficção policial e marcado por escrever histórias relacionadas com o lado sombrio e sobrenatural dos seres humanos, Poe coloca nesse conto a vida de um príncipe que é punido pela própria hipocrisia. Próspero é um jovem rico, saudável e indiferente que se isola com os amigos nobres em uma abadia depois de perder metade dos habitantes de sua cidade para uma terrível peste. Quando quase todos os moradores estão para morrer,ele dá uma baile de máscaras para os seus convidados isolados, seguro de que nada pode acontecer- já que estariam trancados. No entanto, os planos de Próspero são atrapalhados por um convidado que entra sem que ninguém perceba.

 

 

  1. A selvagem, de Bram Stoker

    Iron Maiden   Esse conto do autor de Drácula (1897) assusta não só por conter descrições bastante sádicas dos cenários e    acontecimentos, mas também pelo protagonista Elias P. Hutcheson, americano extremamente hipócrita e    racista que tem orgulho de fazer carteira com o escalpo de mestiços e se excita falando sobre os índios que  matou. Acompanhando um casal de europeus – que percebe que ter uma terceira pessoa babaca na viagem  enchendo a paciência serve só para lembrar como é bom viajar a dois- em um passeio por um castelo na cidade  de Nuremberg, Hutcheson decide “fazer uma brincadeira”:  Jogar uma pedra no fosso do castelo para assustar  uma gata preta e seu filhote. A pedra mata o filhote por acidente e a gata, furiosa, é enxotada para longe do  americano. Depois de um tempo, os três turistas se distraem com os instrumentos de tortura do castelo e  decidem conhecer de perto a Virgem de Ferro, ferramenta mais diabólica do lugar. Enquanto isso, a gata ( com  uma origem diferente do que se pensa)  aproveita a distração para encontrar a hora certa de se vingar.

7.  A janela vedada, de Ambrose Bierce
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Somos apresentados à história de Murlock, velho misterioso e carrancudo que vive enfurnado no    interior de uma floresta americana, transformado em um mito sombrio pelos moradores de uma     vila próxima. Aparentemente, ele é simplesmente um velho ranzinza e antissocial. Mas, conforme  a narrativa se desenrola, vamos descobrindo que uma parte pouquíssimo  conhecida da vida de  Murlock dá à ele um motivo extremamente obscuro para vedar a única janela  de sua casa que lhe  deixa ter contato com o mundo exterior.

 

 

 

  1. O poço e o pêndulo, de Edgar Allan Poe

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    Assim como o número 10 da lista, a história também se passa no ambiente da Inquisição  espanhola. Um  homem condenado por inquisidores é brutalmente torturado até ser atirado em  um calabouço completamente  escuro. A partir disso, se inicia o forte incômodo psicológico da    trama: o homem não enxerga absolutamente  nada dentro de sua cela e consegue apenas tatear    um poço extremamente fundo no centro do cômodo. Ao  acordar de um sono perturbado,  descobre que as luzes foram acesas e que está amarrado em uma cama  voltado para um pêndulo  que balança ao longe. A sensação de claustrofobia do leitor começa a aumentar  quando o homem,  depois de achar curioso o fato de um pêndulo estar sobre ele, percebe que na verdade o  objeto  está se aproximando cada vez mais para o centro de seu peito.

     

E aí? Gostaram? Se sim, curtam, compartilhem e comentem! Segunda que vem, chega a segunda parte dos contos!







 

Olá, gente tudo bom? Essa semana terá dois vídeos sim, por motivos de que começamos uma seriatona! E ela começava hoje, então não tínhamos como deixar de publicar este vídeo outro dia. Não entendeu nada? Sem problemas, assista o vídeo que estará tudo explicadinho.

O QUE: Uma maratona de séries de livros.
QUANDO: 7-13 de dezembro
QUEM: Quem quiser! Faça sua TBR, publique no youtube, instagram, facebook, tumblr, etc…

DESAFIOS para incluir na sua pilha de leituras:
・ Começar e terminar uma série.
・ Encerrar uma série: ler o último livro.
・ Ler um livro que faz parte de um spinoff de uma série.
・ Ler um livro que a série foi adaptada para o cinema ou tv.
・ Reler um livro de alguma série.







 

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O Psycho Indica de hoje é em especial para pessoas que assim como eu adoram livrarias e principalmente de livros, obviamente. Irei indicar para vocês a Livraria Cultura do Conjunto Nacional que é um dos ponto turísticos daqui de São Paulo, você tem que dar uma passada por ela se você estiver fazendo uma visitinha pela capital. Afinal, ela fica na Av.Paulista, outro ponto turístico. 🙂

Composta por três andares ela é repleta de livros de todos os temas possíveis e imagináveis, além dvds e cds! Vocês conseguem passar horas nela, mas uma dica melhor horário é sempre de manhã e de dias de semana, pelo menos eu prefiro. Pois está mais vazia, já que nos fim de semanas ela fica bem cheia.

Fundada em 1947, a Livraria Cultura abriu sua primeira loja no Conjunto Nacional em 1969. Após quase quatro décadas, em maio de 2007, inaugurou na galeria a maior livraria do país, com mais de 3,5 mil m2, na área onde funcionava o tradicional Cine Astor. Entre as grandes novidades do projeto arquitetônico de Fernando Brandão estava o Teatro Eva Herz, com capacidade para até 200 pessoas, que deu origem a outras cinco filiais em lojas da rede.

Em dezembro do mesmo ano foi inaugurada a loja de Artes, que passou a abrigar todos os títulos relacionados ao tema. Em setembro de 2008 foi a vez de dar vida a um conceito inovador de varejo customizado com a abertura da Companhia das Letras por Livraria Cultura, espaço que reúne todo o acervo vivo da editora ao atendimento personalizado, que é a marca da Cultura. Dando sequência ao modelo de sucesso, em junho de 2009 foi aberto o Instituto Moreira Sales por Livraria Cultura, espaço onde estão à venda todos os itens do catálogo de publicações e peças de arte do IMS.

Em abril de 2012, foi a vez da Livraria Cultura surpreende mais uma vez com a criação da Geek.Etc.Br, uma loja exclusivamente voltada para o público geek e nerd. Ao todo, são aproximadamente 4,5 mil metros quadrados de Livraria Cultura, só no Conjunto Nacional, dedicados a oferecer uma ampla experiência cultural às mais de 10 mil pessoas que circulam por esses espaços todos os dias.

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endereço-e-horario-modelo-2Avenida Paulista, 2.073
Bela Vista – 01311-940
São Paulo – SP

Segunda a Sábado –  – Das 9h às 22h
Domingos e Feriados –  – Das 12h às 20h

Para mais informações é só acessar o site deles clicando aqui.