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O documentário She’s beautiful when she’s angry (Ela é linda quando está zangada, tradução livre), é uma produção americana de 2014 dirigida por Mary Dore.

O longa traz a luta das mulheres contra o modelo da sociedade baseado no modelo do patriarcalismo e no machismo que imperam  ainda nos dias de hoje e cujas as estruturas institucionais insistem em uma visão de mundo onde só há lugar para os homens; esse modelo imposto construiu uma imagem que cabe às mulheres a resignação e apenas o lugar reservado a elas pelos homens a condição de belas, recatadas e do lar. 🙂

A diretora Mary Dore é uma cineasta que costuma trabalhar com uma perspectiva ativista em seus filmes; por exemplo, é dela The Good Fight: a brigada Abraham Lincoln durante a Guerra Civil espanhola. Ela também produziu vários documentários de televisão para a PBS, New York Times TV, A&E, e Discovery Channel. Com seu trabalho na TV já ganhou Emmys, Cine Golden Eagles, e Ace Premios cabo.

Mas o que é interessante em She’s beautiful when she’s angry é que a luta das mulheres contra o preconceito e discriminação nos Estados Unidos dos anos 1960 se mostra bastante atual. Principalmente para nossa realidade  aqui da America Latina. Inclusive o filme apresenta depoimentos de feministas como Betty Frieden, Rita Mae Brown, Judith Arcana, entre outras.

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O filme revela várias situações, questionamentos, mobilizações e falas das mulheres que foram pioneiras do movimento feminista; na década dos anos 1960 a realidade das mulheres não era muito diferente da que temos hoje, especialmente no que diz respeito à visão machista que já se mostrava na dificuldade de acesso ao emprego, nos baixos salários, na percepção negativa sobre aquelas mulheres que confrontavam o padrão patriarcal da sociedade, sobre o direito ao seu corpo, sobre as vontades femininas, sobre o direito a liberdade, entre outras questões se mostravam tão forte quanto nos dias atuais.

A luta pela liberdade e por direitos iguais já não é de hoje, como bem demonstra o documentário da diretora Mary Dore. As imagens e depoimentos de feministas e de outras pessoas, incluindo homens e mulheres, mostrados nos filme demonstram que a luta feminista não é apenas uma luta de algumas mulheres, mas sim se trata, num plano mais amplo, da luta pelos direitos humanos tão negados ainda no contexto atual da sociedade e tão mal compreendidos por muitas pessoas.

O direito a vida, a liberdade, a subjetividade, a sexualidade assim como o direito as creches para os filhos, o combate a toda forma de assédio e de preconceito e de violência são temas universais e, portanto, não se trata de imaginação ou anseios de algumas mulheres.

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É um filme que mostra como a mulher é tratada pela sociedade em que vivemos como objeto sexual e a serviço exclusivamente dos homens ainda tão incrustados na sociedade que se mostra conservadora, machista e retrograda e demonstrados em quase toda programação de TV, nas propagandas, peças publicitárias, nas atitudes e insinuações cotidianas dos diversos ambientes, especialmente nas empresas.

Outro ponto muito interessante deste longa é que ele aborda as vertentes do feminismo. Sério. Se você quer entender praticamente todas elas, como funcionam, suas falhas, suas glorias, suas pautas, assistam esse documentário para ontem. E o mais incrível de tudo é que você  ira enxergar neste documentário é que por mais que o feminismo tenha suas vertentes essas mulheres se juntam quando necessário e lutam uma pelas outras, e não deixam de ser extremamente seres humanas.

Resumindo bem.  O documentário She’s beautiful when she’s angry se mostra, portanto, bastante atual e indispensável para favorecer o debate nas escolas, universidades e nos diversos grupos e organizações da sociedade sobre o mundo que vivemos e suas estruturas arcaicas ainda predominantes. Abaixo deixo com vocês o trailer.  coracao-1_xl

Onde Assistir: Netflix

Fonte: Atitude 







 

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Vocês sabem que sempre gosto de trazer para vocês temas “polêmicos” pra debater, e documentários interessantes que mostraram a realidade de diversas mulheres pelo mundo e não só a nossa da individualmente. O de hoje é o Tricked, feito pelos diretores John Keith Wasson e Jane Walls retrata a indústria pornográfica, prostituição, cafetões, e como isso gera o tráfico sexual de pessoas.

Também retrata a parte da internet, já que a mesma criou a era de ouro para a indústria do sexo. A atração pelo prazer está a apenas em um clique de distância, de um comércio que lida com 87 milhões de dólares por dia, gerando 3 bilhões de dólares por ano! Um retrato sobre a constante evolução do négócio e seus envolvidos: operadores, vítimas, resumindo traz uma visão de como funciona o mundo da prostituição de modo geral.
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O documentário tem cerca de 1h13 minutos e é bem intenso. Pois mostra uma realidade de diversas mulheres, que é extremamente triste e pesado. Ainda mais por saber que o sofrimento, a dor e a morte delas causam dinheiro e divertimento de alguns. Já deixo avisado que é bom assistir quando estiver de bom humor, porque é um daqueles documentários que te deixa pensativos e desacreditado sobre o mundo.

Eu não abordarei mais sobre este tema, com outras referencias que eu tenho, neste post, pois quero gravar um vídeo falando somente sobre isso, e cultura do estupro, etc. Que tem muito haver com isto, e quando este mesmo estiver no canal colocarei ele aqui para vocês. 🙂

Infelizmente eu não achei o trailer do documentário com legenda, mas não está difícil de se entender.

Onde assistir: Netflix







 

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No post de hoje resolvi falar de umas das meninas que mais me inspirou principalmente quando fiquei sabendo sobre sua história. Malala (12 de julho de 1997) é uma ativista paquistanesa. Foi a pessoa mais nova a receber  um prémio Nobel. É conhecida principalmente pela defesa dos direitos das mulheres e do acesso à educação na sua região natal do vale do Swat na província de Khyber Pakhtunkhwa, no nordeste do Paquistão, onde os talibãs locais impedem as jovens de frequentar a escola. Desde então, o ativismo de Malala tornou-se um movimento internacional.

A família de Malala gere uma cadeia de escolas na região. No início de 2009 quando tinha 11/12 anos de idade, Malala escreveu para a BBC um blog sob pseudónimo, no qual detalhava o seu cotidiano durante a ocupação talibã, as tentativas destes em controlar o vale e os seus pontos de vista sobre a promoção da educação para as jovens no vale do Swat. No verão seguinte, o New York Times publicou um documentário sobre o cotidiano de Malala à medida que o exército paquistanês intervinha na região. A popularidade de Malala aumentou consideravelmente, dando entrevistas na imprensa e na televisão e sendo nomeada para o prémio internacional da Criança pelo ativista sul-africano Desmond Tutu.

Na tarde de 9 de outubro de 2012 Malala entrou num autocarro escolar na província de Khyber Pakhtunkhwa. Um homem armado chamou-a pelo nome, apontou-lhe uma pistola e disparou três tiros. Uma das balas atingiu o lado esquerdo da testa e percorreu o interior da pele, ao longo da face e até ao ombro. Nos dias que se seguiram ao ataque, Malala manteve-se inconsciente e em estado grave. Quando a sua condição clínica melhorou foi transferida para um hospital em Birmingham na Inglaterra. Em 12 de outubro, um grupo de 50 clérigos islâmicos paquistaneses emitiu uma fátua contra os homens que a tentaram matar, mas os talibãs reiteraram a sua intenção de matar Malala e o pai. A tentativa de assassinato desencadeou um movimento de apoio nacional e internacional. A Deutsche Welle escreveu em 2013 que Malala se tornou “a mais famosa adolescente em todo o mundo”. O enviado especial das Nações Unidas para a educação global, Gordon Brown, lançou uma petição da ONU em nome de Malala com o slogan I am Malala (“Eu sou Malala”), exigindo que todas as crianças do mundo estivessem inscritas em escolas até ao fim de 2015, petição que impulsionou a retificação da primeira lei de direito à educação no Paquistão.

O documentário coloca um olhar sobre os eventos que aconteceram com Malala Yousafzai, incluindo seu discurso na ONU. Não nego que é um pouco parado, mas necessário para podermos entender melhor a narrativa da história. É extremamente cativante e emocionante. Recomendo a todos!

Abaixo deixo com vocês o trailer do mesmo. 🙂







 

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Imagine o seguinte: você acaba de entrar na universidade que sempre sonhou, e que praticamente todos seus familiares fizeram, ou então foi a primeira a da família a cursar uma. Ótimo, tudo parece ótimo, amigos, festas, e conhecimento até a conclusão do mesmo. Mas nem tudo segue este rumo. Sabiam que o segundo crime mais recorrente em universidades é o estupro? Pois bem, é exatamente isso que o documentário aborda.

Com diversas denúncias sobre os casos de estupro nos campus universitários americanos, mas nenhum solucionado, o longa explora os problemas com as administrações dessas instiuições, que se preocupam mais encobrir os fatos do que resolvê-los. É composto por depoimentos das sobreviventes, mostrando um retrato de como as pessoas que sofrem esse tipo de violência lutam por justiça e educação, apesar de tudo que passou e continuam a passar.

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The Hunting Ground é um documentário real e extremamente pesado de se assistir, por mostrar como a “humanidade” pode não ter nada dela. Mas é de extrema importância, afinal todo mundo deveria saber desta realidade.

Regido por Kirby Dick, o longa mostra a nós que estes casos não ocorreram em uma única exclusiva faculdade, e sim em diversas faculdade dos Estados Unidos. Até as mais notáveis, como Harvard, Yale, entre outras. Ou seja, é um problema nacional. E a parte crucial e principal do documentário se dá na descaso destas instituições sobre os casos relatados, o que é para muitas das sobreviventes, é a pior parte do crime.

Após das denúncias, além de toda dor física e emocional decorrente do abuso, a grande maioria ainda tiveram que lidar com humilhação, ameaças virtuais, e aquelas perguntas típicas de culpabilização da vitima: “com que roupa você estava?”, “você não bebeu demais?”, “por que não reagiu?”, “estava claro que o que havia entre vocês era só amizade?”. Sem contar que como, geralmente, os estrupadores são conhecidos das vítimas elas encontram com os mesmo no campus da universidade ou na própria aula. Já que as instituições não tomaram providencias sobre o criminoso.

Duas alunas, Annie E. Clark e Andrea L. Pino cansaram destas injustiças e começaram a trabalhar juntas para cessar essa epidemia de estupro. Procuraram formas judiciais que forçassem as universidades a tomarem providências, ligaram os pontos, e juntas formaram um suporte valioso para outras sobreviventes.

Lady Gaga que também é uma sobrevivente se juntou ao documentário, e ajudou na produção da música tema. Que tenho que admitir que toda vez que eu ouço cai uma lagrima, a letra é muito impactante. Aliás, concorreu ao Oscar deste ano e teve uma apresentação lindíssima, que juntou 50 sobreviventes no palco. Fazendo todo mundo da plateia chorar. O vídeo está aqui abaixo para vocês verem.coracao-1_xl

 


Onde Assistir: Netflix