cyberpunk

 

seapunk

Assim como todo estilo, o Seapunk deve ser respeitado e muito bem estudado antes de qualquer tipo de crítica e se você veio até aqui para conhecer um pouco mais sobre essa subcultura, você veio ao lugar certo. Durante todas as minhas pesquisas para esse post eu fui atrás de outros blogs e sites que me dissessem e me dessem uma base para saber como “funciona” os Seapunks e nenhum deles me deu as origens do estilo do mesmo jeito que Lorena me deu. Para quem não conhece, Lorena Olaf Furter é uma brasileira adepta do Seapunk e com toda sua simpatia me explicou a real motivação e origem do estilo para que eu pudesse explicar tudo direitinho pra vocês.

O Seapunk não é um “punk do mar” como muita gente diz, o Seapunk pode ser considerado como uma vertente do cyberpunk ou um pós-cyberpunk, se você não sabe o que é o cyberpunk, aqui vai um resumo: é um gênero de ficção cientifica que surgiu nos anos 80/90 e tem como “assunto” uma era cibernética meio apocalíptica com hackers que querem destruir o governo e sistemas políticos que controlam as massas, tendo como maior exemplo o filme Matrix. Sendo assim, o punk vem do cyberpunk e o sea é porque essa nova época (aka vertente) é a “era de aquários”.

A melhor maneira de compreender isso é pensar em um universo cyber pós-guerra onde todos os sobreviventes (humanos ou vidas conscientes de computador) iriam se encontrar em uma praia virtual e eles iriam ouvir um gênero de música, e foi dentro disso que nasceu o seapunk. Assim como o cyberpunk tem sua origem e maior raiz dentro dos filmes, o seapunk tem sua origem dentro da música que tem como base a música eletrônica e você pode ouvir algumas músicas clicando aqui.

Entretanto o pessoal não se contentou só em seapunk ser um estilo de música e logo já começaram a se vestir e se comportar de uma maneira diferente porém que se encaixava com essa subcultura. Os “ouvintes” começaram a ligar a influencia cibernética/marítima dentro de acessórios, roupas, cabelos, fotos/montagens e passaram a usar tudo isso em tons de azul, verde e roxo, com símbolos e figuras como golfinhos, palmeiras, ying-yang, peixes, computadores, imagens em 3D… Tudo muito bem documentado e postado nas redes sociais fazendo com que o estilo se popularizasse e passasse a atingir não só pessoas que viriam a ser adeptas da subcultura mas como também atingiu muitos estilistas e logo foi parar nas passarelas.

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Além de me ceder informações sobre o assunto, Lorena também concedeu uma entrevista para a gente conhecer um pouco mais sobre o assunto, confira:

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 PB: O que chamou sua atenção no seapunk a ponto de aderir ao estilo?

Lorena: Eu gostava MUITO da ideia, do conceito, das músicas, das roupas, da estética. Achava tudo o futuro do mundo sabe? hahaha.

 PB: Qual peça de roupa/acessório e simbolo você acha que melhor “representa” o seapunk?

Lorena: Acho que algo azul, de plástico, transparente, com golfinhos seria o ápice de seapunkzisse hahaha.

PB: Como você se sente sobre a galera que aderiu ao estilo por moda e depois largou?

Lorena: Não sinto nada, ora essa. Ninguém é obrigado a conhecer as origens pra usar uma roupa. Só acho triste espalhar desinformação sobre o assunto.

PB: Você escuta a música seapunk? Quais artistas além dos seapunks você escuta?

Lorena: Seapunk é o nome de um estilo de música. O mixtape Seapunk da Coral Records é com certeza a maior definição e a melhorrrr coisa do estilo. Fora de seapunk, eu ouço de tudo praticamente.

PB: Quais são as suas maiores influências dentro do estilo?

Lorena: Shan Beaste e Molly Soda.

PB: Você já sofreu preconceito por alguém de outra subcultura?

Lorena: No começo sofri preconceito pelos indies e, depois que a modinha passou, pelos hipsters que haviam aderido a modinha ficavam me falando que “isso já passou” hahaha.

PB: Você é/foi seguidora de alguma outra subcultura além do seapunk?

Lorena: Com certeza há muuuuitas que me influenciam, acho que hoje em dia a principal é Club Kid. Antes de seapunk eu era adepta mais ao nu-goth (que seria tipo um gótico hipster/fashionista).