Série

 

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Law & Order: Special Victims Unit (Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais) consegue debater questões muito importantes de um jeito extremamente didático. Faz tempo que eu quero escrever sobre essa série, mas já são 17 temporadas. A série está no ar desde o dia 20 de setembro de 1999. Então resolvi destacar um dos episódios, na verdade o mais recente que eu assisti e um dos mais marcantes pra mim.

Estreou nesse mês de outubro a 17ª temporada, no Brasil a série é transmitida pelo Universal Chanel, e o terceiro episódio abordou transfobia, racismo e preconceito de classe.

O episódio em questão começa intercalando a rotina de duas famílias diferentes. Uma é a de um adolescente negro de 15 anos chamado Darius, que cuida do café da manhã da irmã caçula e a leva para a escola porque sua mãe está no trabalho. A outra é a de Avery, uma adolescente branca transgênero que mora com o pai e a mãe, que aceitam
sua identidade de gênero. Darius estuda em uma escola pública e gosta de desenhar. Avery estuda em uma escola particular e gosta de fotografia.

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Após o horário da escola o caminho desses dois adolescentes se cruzam. Darius vê Avery em um parque, ele e os amigos sentem a necessidade de perturbar Avery. Um grupo de pessoas começa a filmar e a incentivar os adolescentes. Darius acaba empurrando Avery da ponte sem querer. Todos fogem do local, mas Avery sobrevive.

Mas antes vamos falar um pouco sobre Law & Order SVU.

A série tenta diversificar o elenco, tentando não fazer com que a maioria dos personagens sejam homens brancos (saudades Nick Amaro). A equipe de policiais da série é o modelo ideal do que nós deveríamos encontrar em delegacias da mulher ou em qualquer delegacia. Mas, infelizmente, sabemos que o atendimento a vítimas de violência sexual, doméstica e agressões motivadas por LGBTfobia é praticamente um segundo abuso.

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Olivia Benson começou como policial e depois de muitas temporadas foi promovida a sargento, sempre sensível com as vítimas, sempre falando em cultura do estupro com todas as letras. Ela é fruto de um estupro e crescer vendo as sequelas dessa violência em sua mãe marcou sua vida. Além de passar por situações bem pesadas ao longo
das temporadas. É de longe a minha personagem preferida, adoraria que em cada delegacia da mulher existisse uma Olivia Benson.

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Fin Tutuola, ao lado de Olivia, é um dos mais antigos na equipe. Ele é o único detetive negro da equipe e pai orgulhoso de um jovem homossexual. Nesse episódio ele desenvolveu empatia pelas duas famílias, uma por conhecer a realidade da família pobre de Darius, e a outra por saber o que é ter ser filho agredido na adolescência apenas por ser quem é.

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Amanda e Carisi, os outros policiais da equipe, tiveram o seguinte diálogo:

Carisi: – O que leva um menino querer ser menina? Ele é menino e gosta de meninos, isso não quer dizer que ele é gay?
Amanda: – Sexualidade e identidade de gênero são coisas diferentes.
Carisi: – (ele comenta algo sbre a família dele, não consegui pegar direito)
Amanda: – Você já foi um adolescente de 14 anos. Você ou qualquer um dos seus amigos naquela idade sairia de casa com uma saia sem sentir que essa era uma necessidade
genuína?

Carisi é o policial mais recente da equipe, apesar de ser  competente e atencioso com as vítimas e suas famílias, ele ainda está se adaptando ao trabalho. Amanda é a “durona” da equipe e por ser mulher, bonita e feminina precisa provar a todo o momento que pode se defender sozinha. Ela foi transferida para Nova York após ser assediada e violentada pelo antigo chefe.

Ok, voltando a brisa ..

Poderia ser sobre transfobia esse episódio que já seria maravilhoso, mas vai além. Na delegacia quando os policiais estão colhendo os depoimentos e montando o caso, outras questões vão ficando mais visíveis.

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Os dois amigos de Darius são identificados primeiro, como são menores de idade precisam ser acompanhados por um responsável. Os dois não demostram remorso e reafirmam que Avery estava provocando situações assim por sair de casa de saia e com maquiagem. Suas mães e avós não conseguem entender o que os adolescentes fizeram de errado, já que não foram eles que empurraram Avery da ponte. Os termos “aberração” e “traveco” são usados com frequência.

Quando Darius é levado para a delegacia ele está aterrorizado. Ele não nega suas ações, mas não consegue explicar seus motivos. Quando sua mãe chega, ela não tenta diminuir o que ele fez. Ela faz questão de encontrar Avery e seus pais e pedir desculpas. Os pais de Avery não querem conversar, mas a adolescente faz questão de ouvir a mãe de Darius e pede para ela perguntar a ele o motivo da agressão. Darius em nenhum momento se refere a Avery com termos transfóbicos.

Nos três casos são mulheres responsáveis pelos adolescentes. A abordagem fica mais clara quando mostram a triagem na Vara de Família e todos os presentes são mulheres, a grande maioria negras, com seus filhos, sobrinhos e netos, provavelmente a maioria delas teve que faltar ao trabalho como a mãe do Darius. Apenas a responsável (não sei se é promotora, juíza, conselheira, é algum cargo assim) é branca.

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A mulher branca da Vara de Família coloca os dois amigos de Darius em liberdade assistida, mas recomenda que Darius fique no reformatório por 3 meses. No entanto, um outro promotor quer fazer do caso um exemplo, devido ao crescimento dos casos de ataques a transgêneros. Ele quer que o caso seja julgado como crime de ódio. É a
primeira vez que os órgãos responsáveis defendem sem hesitar a vítima, e é bem interessante como a série colocou essa defesa em um recorte de classe e raça. Como seria a perspectiva do caso se Avery tivesse sido agredida por colegas brancos da sua escola? Essa crítica fica evidente quando Olivia conversa com os pais de Avery no
hospital e eles comentam que já tiveram que ir a delegacia diversas vezes por situações assim e nunca deu em nada.

Ao longo do episódio as famílias envolvidas se aproximam. Olivia entrega a Avery uma série de desenhos feitos por Darius como pedido de desculpas. Avery perdoa Darius, mas devido a complicações médicas ela acaba morrendo. O promotor então decide acusar Darius por homicídio culposo e como adulto. Tanto a equipe quanto os pais de Avery
tentam evitar a condenação de Darius e a partir daí conhecemos melhor esses dois personagens.

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A forma como a história é apresentada coloca o público tanto no lugar de Avery quanto de Darius, é difícil não sentir empatia pelos dois personagens e por suas mães. Todos reconhecem que algo deve ser feito para combater a violência contra pessoas transgênero, mas entra em debate os métodos que podem ser tomados em relação a
crianças e adolescentes. E fica a questão:

“Enviar um adolescente de 15 anos para uma prisão com adultos é o melhor para a sociedade?”.

É um episódio pesado, rico em problematizações e com nenhum desdobramento que poderia ser considerado como “um final feliz”, mas ele é extremamente didático.

Ps: Desculpa se ficou confuso, assisti esse episódio de madrugada e fui escrevendo enquanto assistia. Na minha humilde opinião, o melhor método para enfrentar crimes de ódio ou qualquer tipo de violência é permitir esse debate em sala de aula, preparar os professores da educação básica ao ensino médio para tratarem esses temas com os seus alunos. Ninguém nasce preconceituoso e esperar que apenas os pais lidem com essas questões não está funcionando. E permitir que grupos religiosos controlem esse debate só está piorando. Perdi a conta de quantas vezes apenas esse ano assistimos grupos religiosos atacando nossos direitos no Congresso Nacional e organizando
uma Cruzada contemporânea contra os planos estaduais e municipais de educação. Mas apesar de todas as batalhas que nós perdemos na Câmara do Eduardo Cunha esse ano, ignorar violência de gênero, racismo, cultura do estupro, LGBTfobia, entre outras demandas, não vai te ajudar no Enem não é mesmo?

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Antes de qualquer coisa: não é um post sobre Scream Queens, nova série do Ryan Murphy. Por favor, não confundam as séries.

Scream é a nova série do Netflix, quer dizer, não exatamente do Netflix, ela foi produzida pela MTV americana, não sei em que momento o Netflix entrou no meio, mas estão divulgando como se a série fosse do Netflix. A MTV Brasil chegou a divulgar o trailer dessa série.

Nos EUA ela estreou em 30 de junho desse ano na MTV, por aqui o Netflix disponibilizou em 1º de outubro.

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A série é baseada na franquia Pânico de Wes Craven e é uma homenagem ao gênero terror. A história começa com o vazamento de um vídeo íntimo, que desencadeia uma série de assassinatos e uma antiga lenda da cidade de Lakewood.

Os personagens ainda estão no high school, os principais alvos pertencem ao grupinho popular da escola. A primeira vítima é a Regina George do grupo Nina Patterson (Bella Thorne), a “abelha rainha” do grupo. É sempre a loira rica entojada a primeira a rodar nesse gênero.

Nina Patterson

Nina Patterson

A série é tão boa que as péssimas atuações não interferem muito. Parece um padrão da MTV, sempre produz séries boas com personagens jovens, mas sempre tem essa pegada Malhação, misturando atores novos com os experientes.

No centro da trama temos Emma Duval (Willa Fitzgerald) a clássica mocinha loira monga que só piora as coisas tentando ajudar todo mundo, ela é a conexão entre os assassinatos atuais com o passado da cidade, quando Brandon James matou alguns adolescentes.

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A MTV produziu recentemente um filme de terror chamado Unfriended, onde o enredo se desenrola no Skype. Em Scream o contexto é semelhante. Uma coisa boa da MTV é que ela consegue usar as redes sociais, games e a internet sem parecer forçado.

Pra quem gosta do gênero, as cenas dos assassinatos são beeeeeeeeeeem interessantes e não dá tempo de você lamentar ou ficar chocado com a morte de ninguém. O ritmo de cada episódio é bem intenso, eu terminei a série em uma madrugada, assim que ela estreou no Netflix.

Audrey, Noah e Emma

Audrey, Noah e Emma

A caracterização do novo Ghostface, bem como todas as referências ligadas a “ele” durante a série, misturam o Pânico (1996) original (obviamente), o Michael Myers de Halloween (1978) e o Leatherface de O Massacre da Serra Elétrica (1974). E quem faz a voz do Ghostface na série é o Mike Vaughn, a voz original da franquia Pânico.

Halloween e Massacre são clássicos do terror e popularizaram o gênero slasher. Em Halloween, Michael Myers quando tinha seis anos mata sua irmã mais velha na noite de Halloween e é internado em um hospital psiquiátrico por quinze anos, até que ele foge, volta para sua casa e começa a matar adolescentes. No Massacre da Serra Elétrica … é tanta coisa que dá para comentar sobre esse filme que eu não vou conseguir resumir, sorry.

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A série traz outro elemento de alguns clássicos do terror, principalmente os slashers: a final girl – a heroína e inevitável única sobrevivente que escapa de alguma forma ao horror que se abate sobre os outros personagens. Mas calma, a série foi renovada para a segunda temporada, então a Emma não é a única sobrevivente.

Eu vibrei a cada referência sutil (ou não) ao longo dos 10 episódios. O enredo vai te dando pistas e eu consegui descobrir quem era o Ghostface no 8º episódio.

Kieran Wilcox, o boy gato da série

Kieran Wilcox, o boy gato da série

Uma referência super legal (calma, não é spoiler e não vai interferir em nada) acontece no 10º episódio. Os personagens estão na casa da Brooke (Carlson Young) e estão sem sinal de celular. Então ela diz “Tem um telefone fixo na cozinha”, e o Jake (Tom Maden) responde “Telefone fixo? Estamos em 1996?”. Pra quem não entendeu, Pânico foi lançado em 1996 e uma das cenas mais legais é o começo do filme com a conversa por telefone entre o Ghostface e o personagem da Drew Barrymore na cozinha.

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Cada personagem representa um estereótipo dos filmes de terror (sim eu sei que esse gênero pode ser bem sexista). Emma é a “inocente”, Brooke é a “objeto sexual” , Jake e Will (Connor Weil) são os “atletas”, e Kieran e Audrey (respectivamente, Amadeus Serafini e Bex Taylor-Klaus) são os “estranhos misteriosos”.

Não sei o que vão fazer na segunda temporada, não consigo imaginar uma continuação, mas estou aguardando ansiosamente.

 







 

narcos

Narcos estreou na última sexta-feira, dia 28 de agosto, no Netflix, e já tem a segunda temporada confirmada para o ano que vem. A série é produzida pelo diretor brasileiro José Padilha e traz Wagner Moura como Pablo Escobar, o narcotraficante colombiano que ficou famoso na década de 80.

Padilha repete a fórmula de Tropa de Elite 1 e 2 ao colocar o agente Murphy como narrador da história, então OBVIAMENTE (ou deveria ser óbvio) a perspectiva da história é de um agente estadunidense, e não uma homenagem a violência da polícia ou a do Estado. É bom frisar isso já no começo dessa resenha, pois a maioria das pessoas acredita que o primeiro Tropa de Elite é uma homenagem ao BOPE, quando na verdade é uma crítica bem irônica a esse grupo de extermínio institucionalizando. O Padilha teve que gravar o Tropa de Elite 2 para explicar isso.

Arte não tem obrigação de ser literal, nem o artista tem a obrigação de explicar o seu trabalho, mas pelo visto os diretores vão ter que começar a introduzir a plaquinha de sarcasmo do Sheldon (Big Bang Theory) para evitar confusões. Mas voltando ao Narcos … Brincadeiras a parte, eu acho que os diretores precisam começar a colocar um aviso no começo dos episódios, ou filmes, ou capítulos de novela que contenham cenas de estupro. Narcos tem uma cena bem pesada de estupro no segundo episódio aproximadamente do minuto 32:30 até 36:10. Digo isso porque esse tipo de cena as vezes funciona como um “gatilho” para quem já sofreu esse tipo de violência. Em 2013, o Brasil registrou mais denúncias de estupros do que de homicídios.

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A série começa com o agente do DEA (Departamento Antidrogas dos Estados Unidos), Stephen Murphy, vivido por Boyd Holbrook, explicando a época e o contexto da história, e tentando justificar suas ações para a cena que estamos prestes a assistir (como todo policial não é mesmo?).

Ele é transferido para a Colômbia para combater os cartéis dos narcotraficantes, que transformaram os Estados Unidos em um verdadeiro playground para venda de cocaína. Murphy se torna parceiro de Javier Peña, interpretado por Pedro Pascal.

E temos Wagner Moura como Pablo Escobar. Escobar nasceu pobre, era contrabandista antes de virar um dos maiores narcotraficantes de todos os tempos. Mesmo bilionário, dizia que era um pobre com muito dinheiro. A série retrata sua história na década de 80,  quando ele contrabandeava produtos como eletrodomésticos e se envolve no comércio das drogas, com a criação de diversos laboratórios na Colômbia e a exportação feita por meio de passageiros de avião. A genialidade da rede não é apenas de Escobar, seu primo Gustavo, interpretado por Juan Pablo Raba, é o principal articulador dos negócios do lendário Cartel de Medelin, que contava com outros traficantes famosos como os irmãos Ochoa, um deles vivido pelo brasileiro André Matos.

Murphy, Escobar, Gustavo e Peña

Murphy, Escobar, Gustavo e Peña

A Jana Rosa conseguiu sintetizar bem os meus sentimentos pelo Javier Peña/Pedro Pascal: “queria fazer um fórum sobre esse homem Pedro Pascal do signo de áries que como todo ariano vai te fazer sofrer mas você olha e diz KERO”.

É impossível não desenvolver empatia por Escobar. Ele é um psicopata, mas é um psicopata patriota e um “robin hood paisa”, construindo casas para os pobres da sua cidade. Ele não é um tipo de herói ou um modelo a ser seguido, mas ele acredita que pode mudar a Colômbia e se elege deputado, mas não é aceito pelos outros congressistas, o que inicia um guerra sangrenta e toda a discussão sobre extradição.

A série traz a violência tanto dos cartéis, quanto do governo colombiano e estadunidense. Entre o saldo de sangue de ambas as partes, quem sai perdendo é sempre o povo colombiano.

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Ao começar o primeiro episódio com “há uma razão para o realismo mágico ter surgido na Colômbia”, Padilha não estava brincando. Fã confesso de Gabriel García Márquez, ele mistura cenas reais da época com ficção para mostrar a história da construção do mito de Escobar e como ele manipulou um país inteiro, o que seria difícil de acreditar sem mostrar as imagens reais.

Narcos retrata muito bem a dinâmica falida da guerra às drogas, que deixa um saldo de milhares de mortos pelo mundo. Além de mostrar a paranoia estadunidense e sua selvageria com o comunismo, e o total desrespeito que essa nação possui com a soberania de outros países. Padilha conseguiu retratar muito bem a linha tênue entre o governo colombiano e o estadunidense. Ele também aborda um pouco (bem pouco mesmo) sobre os grupos guerrilheiros da época (e uma alfinetada no Pinochet), nessa primeira temporada temos o M-19, espero que ele traga as FARC na segunda temporada.

 

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Não acredito em monogamia, mas casa comigo! <3

Sobre as críticas que o Wagner Moura recebeu sobre o seu espanhol, aparentemente o Brasil possui o maior número de especialistas em dicção colombiana, que ao invés de apreciar a obra preferiram analisar o sotaque do Wagner Moura. Nem os fãs mais fanáticos da Shakira são especialistas em dicção colombiana, façam me o favor né? O trabalho do Wagner como Pablo Escobar está impecável, sem sombra de dúvidas é um dos melhores atores dessa geração (desses que não dão declarações vexatórias de que não gostam de ler sabe?) e eu estou louca de ansiedade há dois anos esperando o filme dele sobre o Carlos Marighella. Meu coração não vai aguentar, amo o Wagner Moura e considero o Carlos Marighella um herói nacional. O choro é livre para todos os públicos.

“Eu voltei agora da Alemanha depois de lançar o Narcos em Paris, em Londres e na Inglaterra, e eu dizia especialmente aos jornalistas alemães que eu vou fazer um filme sobre um guerrilheiro, sobre a ditadura no Brasil. Eu disse que na Alemanha, embora eles próprios não achem isso, há uma relação psicologicamente muito mais saudável com o passado deles, com o holocausto basicamente (claro que houve uma proporção imensamente maior que a ditadura no Brasil). Nossa tendência na América Latina, especialmente no Brasil, é o esquecimento, é você dizer “deixa pra lá”. A lei da anistia é ruim, eu acho que ela não faz bem psicologicamente para a nação porque não faz justiça. E mais que isso, ela não só não faz justiça, como ela é alienante, especialmente para a minha geração, ela é muito alienante.” – Wagner Moura para a Revista Top Magazine – agosto de 2015.

Na minha humilde opinião, essa é a melhor série do Netflix!

 







 

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Quarta-feira mais um dia de séries e filmes aqui no blog para vocês, e hoje vim falar de uma das minhas favoritas do momentos. Orange is the New Black é uma série americana de comédia dramática criada por Jenji Kohan. Produzida pela Tilted Productions em associação com Lionsgate Television, é baseada no livro de Piper Kerman, Orange Is the New Black aborda sua experiência na prisão. Estreou no Netflix no dia 11 de Julho de 2013 , a segunda temporada teve sua estreia em 6 de junho de 2014 e a terceira dia 12 de junho de 2015.

A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman (Taylor Schilling), que mora em Nova York e é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause (Laura Prepon), que é peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de New York, ficando noiva de Larry Bloom (Jason Biggs). Quando presa, Piper reencontra Alex, elas reanalisam seu relacionamento e lidam com suas companheiras de prisão. Ao final da segunda temporada, resta a Piper o cumprimento de 8 meses de sua sentença.

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O que eu mais gosto nela é o fato dela trazer o universos feminino para as telonas, no caso para a tela do computador, além de retratar questões que todas mulheres passam em comum, e as diferenças que temos entre nós. E também de levantaram temas importantes para debates de nossa sociedade como aborto, estupro, transgênero, entre outros questões. Não tem como você não se apaixonar e não viciar.

Terminei a terceira temporada ontem e estou órfã. Todas as séries boas que acompanho terminei, ou estou acabando, isso está ficando cada vez mais triste. Enfim, deixei abaixo o trailer da primeira temporada. Recomendo essa série para todos, e comentem abaixo se você já terminou a terceira têmpora e o que achou, porque estou precisando comentar dela com alguém! coracao-1_xl

Onde Assistir: Netflix







 

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Eu e a Dandara, decidimos escrever este post sobre a série que estamos viciadas. Rupaul’s Drag Race é um reality show estilo America’s Next Top Model só que com Drag Queen, o que torna tudo muito mais legal. E como eu (Helena) cheguei a conclusão de que, com toda a certeza, seria uma Drag Queen, se eu fosse um homem, tive que apresentar o programa para a Dan, e não deu outra. Ela também viciou.

Primeiramente vamos contar um pouco sobre quem é o Ru, que seria a Tyra do programa. RuPaul Andre Charles (San Diego, 17 de novembro de 1960), mais conhecido como RuPaul, é um ator, drag queen, modelo, autor, e cantor, que ficou conhecido nos anos 90 quando apareceu em uma grande variedade de programas televisivos, filmes e álbuns musicais. Previamente, ele se fixou na cena de boates em Atlanta e Nova York. As vezes apresentado como RuPaul Charles, ele fez alguns papéis masculinos.

RuPaul se destaca entre drag queens por sua indiferença quando ao seu gênero podendo ser chamado de “ele” ou “ela” como o mesmo disse: “Você pode me chamar de ele. Você pode me chamar de ela. Você pode me chamar de Regis e Kathie Lee. Eu não ligo! Desde que você me chame.” Ele apresentou um talk show na VH1 e atualmente apresenta o reality show RuPaul’s Drag Race. Ele também é conhecido por seu hit Supermodel.

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Helena: Acabei de terminar a terceira temporada, ainda estou muito no começo. E prometo não dar spoiler de quem ganhou. Mas já digo sou/amo Nina Flowers da primeira temporada, Ongina também era minha queridinha. Já da segunda só me cativei pela Jujube, essa temporada não superou muito a primeira, pelo menos na minha opinião. Da terceira gostei muito da Shangela.

Dandara: The time has come for you to lip sync for your life!!!! Essa série é a melhor coisa que você vai descobrir no seu Netflix. Obrigada Lena por trazer essa maravilha na minha vida. Eu particularmente me solidarizo com as drags latinas, rola uma identificação sabe?

Onde Assistir: NetFlix, Multishow

Se a gente continuar falando muito por aqui vai acabar escapando algum spoiler, então assistam! E se vocês não assistirem: Sashay away!!