Série

 

dorama - flower boy ramen shop

(Flower Boy Ramen Shop)

Segunda-feira é dia de resenhas literárias por aqui e é justamente por isso que eu escolhi esse dia para esse post. Vocês devem ter percebido que as resenhas andam meio sumidas e vou contar o motivo: DORAMAS.

Mangás, animes, doramas, k-pop, uma coisa leva a outra e eu preciso de uma rehab urgente (ou não, me deixa ser feliz em uma realidade paralela). Mas foco no dorama.

Doramas são novelas asiáticas com os mais variados temas e geralmente possuem entre 16 e 20 capítulos. Podem ser j-drama (drama japonês), k-drama (drama coreano), c-drama (drama chinês) e etc. Você só precisa escolher bem o seu dorama para começar uma jornada sem volta. Em novembro eu dei os primeiros passos em direção ao meu vício em doramas coreanos.

Viciei nos coreanos porque o primeiro dorama que eu assisti foi o japonês Itazura na kiss (baseado no mangá de mesmo nome) no Crunchyroll, e a experiência não foi muito legal. A história me incomodou bastante, então fui dar uma olhada na versão coreana (Playful kiss, disponível no Netflix) que uma amiga tinha gostado bastante, e não tem comparação, a versão coreana é muito superior, tanto na adaptação da história, quanto na escolha do elenco (saudades Oppa Hyun Joong – versão flower boy, a de agora socorro, até agrediu a namorada).

Saudades do sorriso mais fofo do universo flower boy. Agora é um babaca que agride a namorada e não assume o filho 🙁

Playful kiss <3

Os romances em doramas geralmente são bem conservadores, puritanos, sem cenas explicitas, mas geralmente são bem fofinhos (ou bem irritantes se você é uma pessoa sem paciência como eu). É um choque cultural no começo, os costumes deles são beeeeeeeeeeeeeeeeeem diferentes dos nossos, mas essa é a parte mais legal.

E todos os que eu assisti até agora seguem um padrão. Eu ia listar os clichês de dorama aqui, mas nada superaria esse vídeo maravilhoso:

Mas aqui vão 5 motivos para você ler esse post até o final:

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Pode objetificar os boys? Pode sim!

Vou indicar aqui alguns doramas que eu gostei, todos são comédias românticas e a maioria tem flower boys. Alguns eu já terminei, outros ainda estão em exibição e Boys Over Flowers (que eu não to gostando muito) porque parece ser obrigatório indicar.

Playful Kiss (장난스런 키스)

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Estrelado por Kim Hyun Joong e Jung So Min
Uma adaptação do manga clássico Itazura No Kiss, Playful Kiss é um drama acalentador e alegre sobre se apaixonar e amadurecer ao mesmo tempo. Oh Ha Ni, apelidada de “Noah’s snail” pelo seu pai e amigos por causa de sua habilidade de continuar tentando mesmo que ela não seja a mais brilhante das pessoas, tem uma meta em mente: cativar o coração do gênio da escola Baek Seung Jo. Depois de manter essa paixão por muitos anos, ela finalmente tem coragem para entregar uma carta para ele onde ela confessa seus sentimentos. Seung Jo, um perfeccionista, rejeita-a com frieza. Quando a casa de Ha Ni é destruída por um terremoto, ela e seu pai se mudam para a casa de um velho amigo da família – nada menos do que a casa do pai de Seung Jo. Agora Ha Ni e Seung Jo precisarão lidar com a situação embaraçosa de viverem sob o mesmo teto. Será que uma garota de ensino médio determinada e amorosa conseguirá derreter o coração desse gênio durão? Kim Hyun Joong, líder da boy band popular SS501 e famoso por seu papel em Boys Over Flowers é acompanhado pela promissora Jung So Min nesse drama! – Drama Fever

É fofo, é leve, é irritante. Amei e ao mesmo tempo odiei a protagonista. Em alguns momentos quis agarra-la pelos ombros e gritar ACORDA QUERIDA, VAI BUSCAR UM RUMO NA SUA VIDA. Mas torci pelo casal, vibrei com o final. E o sorriso do Hyun Joon <3 (pena que ele quis mudar e ficou feio).

Oh My Venus (오 마이 비너스)

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Estrelado por So Ji Sub e Shin Min Ah
Em um esforço para sustentar a sua família, Kang Joo Eun (Shin Min Ah) tornou-se uma advogada viciada em trabalho sem qualquer consideração pelo seu bem estar pessoal, ficando com excesso de peso, sem atrativos e deprimida no auge de sua vida, Joo Eun vai atrás de Kim Young Ho (So Ji Sub), um personal trainer de renome, que considera a saúde uma questão de bem estar pessoal. Pode Yong Ho com sua teimosia perfeccionista fazer com que Joo Eun tenha o seu corpo e coração de volta em forma? – Drama Fever

Esse dorama ainda está em exibição e tem 10 episódios lançados. Rolou uma identificação violenta com a protagonista, vontade de dar um abraço nela e dizer: “vem cá miga, eu sei bem como é ser ex-magra e ter problemas com o peso”. Assisti todos os episódios lançados em uma madrugada, é um contexto mais adulto e ainda tem o boy de “Noble, my love”.

Noble, My Love (고결한 그대)

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Estrelado por Sung Hoon e Kim Jae Kyung
Lee Kang Hoon (Sung Hoon) pode até ser o presidente de uma das maiores empresas do mundo, mas ele ainda tem algumas coisas para aprender sobre as pessoas. Depois que ele escapou por pouco de um esquema de sequestro, Kang Hoo recebe um curso intensivo sobre paixão quando ele encontra um porto seguro na doce veterinária chamada Yoon Seo (Kim Jae Kyung). Mas será que o frio CEO será capaz de reconhecer o que é carinho e bondade? – Drama Fever

Um dos meus favoritos. Ele é curtinho, direto e lindo. O casal tem uma química maravilhosa. O Sung Hoon é uma delicinha e a Kim Jae Kyung é a atriz coreana mais bonita que já vi. São 20 episódios curtinhos de 15 minutos.

She Was Pretty (그녀는 예뻤다)

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Estrelado por Park Seo Joon e Hwang Jung Eum
Com o colapso dos negócios de editoração da família, Kim Hye Jin (Jung Da Bin) perdeu tudo, inclusive sua beleza, enquanto seu velho amigo, Ji Sung Joon (Yang Han Yeol) se transformou de um nerd feio a um lindo editor de moda. Quando a ex garota rica (Hwang Jung Eum) e o agora bem-apessoado rapaz (Park Seo Joon) são reunidos numa potência da moda, seus destinos opostos rapidamente se tornam mais dramáticos do que as publicações podem aguentar. – Drama Fever

Tem o Siwon, é o suficiente!! É o último dorama que ele gravou antes de ir para o serviço militar obrigatório coreano.

Imaginary Cat (상상고양이)

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Um ser humano e um gato, ambos com traumas psicológicos, vão morar juntos e curam seus traumas através da convivência. Hyun Jong Hyun (Yoo Seung Ho) cria quadrinhos on-line e trabalha meio período em uma livraria. Tornar-se um criador de quadrinhos on-line sempre foi seu sonho mas ele tem dificuldades devido à sua teimosia e personalidade egocêntrica. Em um dia chuvoso, ele encontra um gato da rua e decide levá-lo para morar com ele. O gato recebe o nome de Bok Gil e a partir desse dia, Jong Hyun começa a se abrir com ele. Hyun trabalha duro para ganhar o sustento de ambos. O drama vai contar a história sob o ponto de vista de Hyun e também sob o ponto de vista do gato, que tem uma visão diferente a respeito dos problemas na vida do seu humano. Embora o gato não possa dar conselhos ao Hyun, ele passa a ser uma fonte de conforto e de apoio durante seus momentos difíceis. – Viki

Ainda está em exibição, só tem 4 episódios de 20 minutos (o 5º sai hoje \o/), e um dos protagonistas é uma gatinha, tem como não amar?

Boys Over Flowers (꽃보다 남자)

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Estrelado por Gu Hye Sun e Lee Min Ho (Heirs)
Jan Di é uma garota normal, filha de uma família de 4 pessoas que tem uma tinturaria, onde trabalha ajudando seu pai fazendo as entregas das roupas. Certo dia, enquanto levava a roupa de um estudante na melhor escola do país, a Escola Shinwa, ela sem querer o salva do suicídio. Por tal ato ela ganha uma bolsa de estudos nessa mesma escola, voltada para a elite. Nessa escola tem um grupo de 4 jovens que são chamados de F4 (Flowers 4), que tem o respeito de todos os estudantes, por isso mandam e desmandam lá dentro. Para ajudar uma amiga, ela enfrenta o líder do F4, Goo Joon Pyo, e esse, revoltado por tal insolência, faz da vida de Jan Di impossível. Mas ela não desiste. Mas então algo mais começar a surgir entre os dois… Porém, Jan Di começa a sentir algo por outro membro do F4, Yoon Ji Hoo; um rapaz frio e fechado no seu mundo, mas que pouco a pouco, por causa dela, começa a se abrir ao exterior e ao amor, tornando-se rival do seu amigo Goo Joon Pyo. – Drama Fever

Ainda não sei porque eu estou assistindo (mentira sei sim, tem o Kim Bum), mas como todo mundo ama vamos ver se até o final esse dorama me conquista.

Playful kiss é o único dessa lista que tem no Netflix, mas o Drama Fever e o Viki tem uma lista beeeeeeeeeeeeeem extensa, cheia de opções para vocês. É o mesmo sistema do Crunchyroll, você se cadastra e tem a opção gratuita e a premium.

Fighting!

Ps: Sexta vou falar de k-pop por aqui na playlist da semana. Outra substância perigosíssima que eu não consigo mais viver sem.

Ps2: Passei a madrugada escrevendo esse post porque fiquei distraída com ouvindo meus bias. “I AM A GOOD BOY” 😉








 

Sei que muitos de vocês estão de férias ou estão saindo de recesso de fim de ano. Com isso resolvi separar séries, que particularmente amo e não são tão longas, tipo 9 ou 10 temporadas. Ou seja, séries que vocês irão conseguir acompanhar tranquilamente ou acabar com elas em uma madrugada.

Já avisando que todas que citarei aqui em baixo tem no netflix, fiz essa lista pensando exatamente em todo mundo, já que sei que hoje em dia a maioria das pessoas tem essa maravilha em seu computador. 🙂

Sense8

No mesmo mês, dia, hora,  minuto e segundo os oito personagens principais da séries fazem seus aniversários. Cada um desses indivíduos é de um país e cultura diferente.  Em seu cotidiano, todos subitamente têm uma visão da violenta morte de uma mulher chamada Angélica e, a partir de então, eles, de repente, descobrem estar mental e emocionalmente ligados um ao outro, sendo capazes de se comunicar, sentir e apoderar-se do conhecimento, linguagem e habilidades de cada um. Esse tipo de dom é dado o nome de Sensate. Para saber mais sobre a série você pode acessar este post que fiz exatamente sobre ela, clicando aqui.

Número de temporadas: 1

Rupaul’s Drag Race

Rupaul’s Drag Race é como se fosse um American’s Nex Top Model só que muito mais divertido, e com muitas unhas postiças e perucas. Tudo que eu mais amo, caem entre nós. Como é um reality show não essa regra de seguir as temporadas a risca. A primeira temporada não tem mais no netflix porque a multishow comprou. 🙁  Se você quiser saber mais sobre é só clicar aqui.

Número de temporadas: 6

Under The Dome

É uma série americana de drama, ficção científica e mistério desenvolvida por Brian K. Vaughan e baseada no romance homônimo (“Sob a Redoma”, no Brasil) de Stephen King.  Para mais detalhes dessa série é só clicar aqui.

Número de temporadas: 2

Narcos

Está ai uma série que eu preciso começar a ver, aliás gente America Latina né! Dandara já cansou de me indicar essa série, então vou começar logo logo. E para mais detalhes da mesma é só acessar aqui.

Número de temporadas: 1

Jessica Jones

Por fim, e não menos importante uma das séries que entrou para minha lista das favoritas. Sério, estou apaixonada por ela. Jessica Jones que é uma super heroína ficcional de um quadrinho estadunidense publicado pela Marvel Comics. Para mais detalhes desta série é só clicar aqui.

Número de temporadas: 1

E ai gostaram da lista? Já tinham assistido algum desses? Comentem com a gente 🙂

 








 

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* Sem Spoilers.  Somente algumas referências ao roteiro básico revelado no trailer *

Jessica Jones é a nova série original Netflix, em parceria com a Marvel Television, produzida por Melissa Rosenberg  Finalmente a Marvel resolveu ceder espaço para uma heroína, ainda não é um filme (Capitã Marvel só em 2019), mas já é um começo (mesmo que em 2015). Uma das desculpas esfarrapadas da Disney (que produz os filmes da Marvel) já tem um nicho para o público feminino, o das princesas, mas quem disse que a gente não pode gostar de princesa, de heroína e de vilãs ao mesmo tempo?

Mas voltando a série, vamos primeiro resumir a história da personagem 🙂

Jessica Campbell Jones é uma super heroína ficcional de um quadrinho estadunidense publicado pela Marvel Comics. Foi criada pelo escritor Brian Michael Bendis e pelo artista Michael Gaydos, a personagem fez sua primeira aparição em Alias #1(Novembro de 2001) como uma heroína aposentada que começou a trabalhar na Alias Private Investigations. A partir deste ponto que roda todo o trama do seriado. A atriz escolhida para interpretar Jessica Jones foi a Krysten Ritter.

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Nesse arco Jessica está traumatizada e tentando seguir adiante. Ela não se define como heroína, mas está sempre ajudando alguém. Ela ficou meses refém de Killgrave, um homem com o poder de controlar a mente das pessoas quando dá uma ordem. Killgrave abusou emocionalmente e sexualmente de Jessica, além de obriga-la a usar seus poderes. Ela consegue se libertar dele e fugir, achando que ele estava morto.

Killgrave é obcecado por Jessica e diz que isso é amor. Ele quer ela de volta sob seu domínio e muitas pessoas ao redor dela vão sendo atingidas e ela precisa encontrar uma forma de derrota-lo definitivamente.

A heroína faz parte do mesmo universo que o Demolidor, eles fazem parte de uma linha mais sombria de heróis. A Netflix ainda vai lançar as séries do Luke Cage e talvez do Punho de Ferro. Depois vai reunir esse todo esse povo nos Defensores, e existe a possibilidade deles se unirem ao universo cinematográfico da Marvel. E uma curiosidade: Jessica estudava na mesma escola que o Peter Parker.

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Além da Krysten, estão no elenco David Tennant como Zebediah Killgrave/Homem-Púrpura, Mike Colter como Luke Cage, Rachael Taylor como Trish, Carrie-Anne Moss como Jeryn Hogarth, Eka Darville como Malcolm e Erin Moriarty como Hope.

Jessica ganhou seus poderes quando o carro da sua família colidiu com um caminha com carga radioativa. Ela perdeu os pais e o irmão no acidente e ganhou os seguintes poderes: voo, super-força, resistência telepática e uma resistência física maior que qualquer humano normal. Além de seus poderes sobre-humanos, ela é uma habilidosa detetive e jornalista investigativa.

Ela não é a uma mocinha monga convencional, divertidamente sarcástica, com atitudes duvidosas, desconta as frustrações na bebida, sem problemas com sexo casual e a lista segue <3

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Jessica e Trish

Na HQ a melhor amiga de Jessica é Carol Danvers, a Capitã Marvel, mas como ela vai ganhar um filme solo em algum ano desse século, os produtores preferiram colocar a Patsy Walker (Trish) no lugar. Trish nas HQs eventualmente se transforma na Hellcat, ou Felina. Na série ela não tem poderes e faz de tudo para aprender a se defender e não precisar depender dos poderes de Jessica.

Jeryn Hogarth da série é um homem nos quadrinhos. A personagem vivida por Carrie-Anne Moss na série é inspirada no advogado Jeryn Hogarth, que nas HQs é defensor de Danny Rand, identidade real do Punho de Ferro. Uma inversão bem interessante que prova que o gênero dos personagens não importa, não existe justificativa para a falta de representatividade dos personagens femininos.

Luke Cage é o par romântico de Jessica e protagoniza váriaaaaaaaaaaaaaaaas cenas interessantes com ela. Ele nas HQs foi voluntário em uma experiência científica e acabou ganhando superforça e pele invulnerável.

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A série é recheada de personagens femininos fortes e interessantes, que interagem entre si e não estão focadas nos seus relacionamentos amorosos, ou competindo entre si, ou com inveja uma da outra.

Outro ponto interessante é como a série aborda relacionamentos abusivos, violência doméstica e estupro. A trama mostra toda a situação do trauma da Jessica, como a vida dela era antes, e de como esse tipos de violência afetam a vida de sobreviventes e das pessoas ao redor.

Por exemplo, a própria personagem sofre de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), tendo sérios problemas com a bebida e diversas vezes é assombradas por lembranças do passado. Além de que Killgrave fez outras vítimas depois dela. Aquela velha história de quando uma mulher não denuncia seu abusador dá mais poder a ele para ele fazer outras vítimas, infelizmente. Se vocês se interessarem tem um texto muito bom que retrata exatamente sobre isto na série, para ler é só clicar aqui.

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Apesar de todo o histórico de violência Jessica é uma mulher forte, independente, que está lutando para seguir adiante e para dar suporte para as outras vítimas do Killgrave.

A série também faz algumas referências a HQ a outros personagens do universo Marvel, como os Vingadores. Em um dos episódios mostra um flashback de Trish tentando convencer Jessica a usar roupas de super-heroína, ela mostra a roupa da HQ e sugere o nome Safira, também da HQ.

Confiram abaixo o trailer da série.

 








 

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Como vocês conseguiram perceber nos últimos vídeos do canal, eu sou meio maníaca por cultura japonesa. E aproveitando que esse mês de novembro completam 120 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japão, resolvi indicar esse serviço de streaming para vocês.

O Crunchyroll é líder mundial em destino e plataforma para animes japoneses e conteúdos asiáticos. Ele transmite mais de 25.000 episódios e 15.000 horas de conteúdo licenciado oficialmente de produtoras líderes de mídia asiática diretamente aos espectadores com traduções profissionais em diversos idiomas, poucos minutos após a transmissão na TV através de aplicativos que incluem a própria Crunchyroll para iPhone, iPad, Android, Kindle, Windows Phone, Playstation®3, Playstation®4, Playstation®Vita, Xbox LIVE® no Xbox 360 e Xbox One, AppleTV, Roku, Nintendo WiiU, televisores com internet, conversores digitais e mais. Ou seja, é tipo um Netflix de animes.

Eu perdi a conta de quantas horas eu já gastei no Crunchyroll. Para acompanhar o encerramento do mangá do Naruto, eu revi o anime Clássico e o Shippuuden quase em um mês (adeus vida social). Também revi Bleach desde o começo, Sailor Moon Crystal e comecei a acompanhar Akatsuki no Yona (um shonen em um corpo shoujo), entre outros.

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Além dos animes, a plataforma também possui um catálogo de doramas, que são as novelas asiáticas, no entanto, até agora só tem os doramas japoneses (os doramas coreanos são bem famosos por aqui, mas ainda não estão disponíveis).

Por algumas questões de licenciamento, infelizmente não está disponível no Crunchyroll brasileiro os animes clássicos como a franquia Dragon Ball, Yu Yu Hakusho e Sakura Card Captor, e alguns populares como Fullmetal Alchemist, Attack on Titan, Kimi ni Todoke, Aoharaido (Ao Haru Ride), Bakuman, Elfen Lied, Berserk, Beck ….

A plataforma possui 3 tipos de planos: Gratuito, Premium e Premium +. Mas permite o acesso Premium por 14 dias grátis para teste. Você pode contratar os planos por cartão de crédito, Pay Pal ou Paymentez. Eu tenho a assinatura Premium através do Paymentez, que felizmente aceita boleto bancário. Assinantes Premium também podem enviar passe de 48 horas de acesso Premium para os colegas, então quem se interessar deixa seu e-mail nos comentários.

さようなら








 

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Law & Order: Special Victims Unit (Lei e Ordem: Unidade de Vítimas Especiais) consegue debater questões muito importantes de um jeito extremamente didático. Faz tempo que eu quero escrever sobre essa série, mas já são 17 temporadas. A série está no ar desde o dia 20 de setembro de 1999. Então resolvi destacar um dos episódios, na verdade o mais recente que eu assisti e um dos mais marcantes pra mim.

Estreou nesse mês de outubro a 17ª temporada, no Brasil a série é transmitida pelo Universal Chanel, e o terceiro episódio abordou transfobia, racismo e preconceito de classe.

O episódio em questão começa intercalando a rotina de duas famílias diferentes. Uma é a de um adolescente negro de 15 anos chamado Darius, que cuida do café da manhã da irmã caçula e a leva para a escola porque sua mãe está no trabalho. A outra é a de Avery, uma adolescente branca transgênero que mora com o pai e a mãe, que aceitam
sua identidade de gênero. Darius estuda em uma escola pública e gosta de desenhar. Avery estuda em uma escola particular e gosta de fotografia.

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Após o horário da escola o caminho desses dois adolescentes se cruzam. Darius vê Avery em um parque, ele e os amigos sentem a necessidade de perturbar Avery. Um grupo de pessoas começa a filmar e a incentivar os adolescentes. Darius acaba empurrando Avery da ponte sem querer. Todos fogem do local, mas Avery sobrevive.

Mas antes vamos falar um pouco sobre Law & Order SVU.

A série tenta diversificar o elenco, tentando não fazer com que a maioria dos personagens sejam homens brancos (saudades Nick Amaro). A equipe de policiais da série é o modelo ideal do que nós deveríamos encontrar em delegacias da mulher ou em qualquer delegacia. Mas, infelizmente, sabemos que o atendimento a vítimas de violência sexual, doméstica e agressões motivadas por LGBTfobia é praticamente um segundo abuso.

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Olivia Benson começou como policial e depois de muitas temporadas foi promovida a sargento, sempre sensível com as vítimas, sempre falando em cultura do estupro com todas as letras. Ela é fruto de um estupro e crescer vendo as sequelas dessa violência em sua mãe marcou sua vida. Além de passar por situações bem pesadas ao longo
das temporadas. É de longe a minha personagem preferida, adoraria que em cada delegacia da mulher existisse uma Olivia Benson.

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Fin Tutuola, ao lado de Olivia, é um dos mais antigos na equipe. Ele é o único detetive negro da equipe e pai orgulhoso de um jovem homossexual. Nesse episódio ele desenvolveu empatia pelas duas famílias, uma por conhecer a realidade da família pobre de Darius, e a outra por saber o que é ter ser filho agredido na adolescência apenas por ser quem é.

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Amanda e Carisi, os outros policiais da equipe, tiveram o seguinte diálogo:

Carisi: – O que leva um menino querer ser menina? Ele é menino e gosta de meninos, isso não quer dizer que ele é gay?
Amanda: – Sexualidade e identidade de gênero são coisas diferentes.
Carisi: – (ele comenta algo sbre a família dele, não consegui pegar direito)
Amanda: – Você já foi um adolescente de 14 anos. Você ou qualquer um dos seus amigos naquela idade sairia de casa com uma saia sem sentir que essa era uma necessidade
genuína?

Carisi é o policial mais recente da equipe, apesar de ser  competente e atencioso com as vítimas e suas famílias, ele ainda está se adaptando ao trabalho. Amanda é a “durona” da equipe e por ser mulher, bonita e feminina precisa provar a todo o momento que pode se defender sozinha. Ela foi transferida para Nova York após ser assediada e violentada pelo antigo chefe.

Ok, voltando a brisa ..

Poderia ser sobre transfobia esse episódio que já seria maravilhoso, mas vai além. Na delegacia quando os policiais estão colhendo os depoimentos e montando o caso, outras questões vão ficando mais visíveis.

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Os dois amigos de Darius são identificados primeiro, como são menores de idade precisam ser acompanhados por um responsável. Os dois não demostram remorso e reafirmam que Avery estava provocando situações assim por sair de casa de saia e com maquiagem. Suas mães e avós não conseguem entender o que os adolescentes fizeram de errado, já que não foram eles que empurraram Avery da ponte. Os termos “aberração” e “traveco” são usados com frequência.

Quando Darius é levado para a delegacia ele está aterrorizado. Ele não nega suas ações, mas não consegue explicar seus motivos. Quando sua mãe chega, ela não tenta diminuir o que ele fez. Ela faz questão de encontrar Avery e seus pais e pedir desculpas. Os pais de Avery não querem conversar, mas a adolescente faz questão de ouvir a mãe de Darius e pede para ela perguntar a ele o motivo da agressão. Darius em nenhum momento se refere a Avery com termos transfóbicos.

Nos três casos são mulheres responsáveis pelos adolescentes. A abordagem fica mais clara quando mostram a triagem na Vara de Família e todos os presentes são mulheres, a grande maioria negras, com seus filhos, sobrinhos e netos, provavelmente a maioria delas teve que faltar ao trabalho como a mãe do Darius. Apenas a responsável (não sei se é promotora, juíza, conselheira, é algum cargo assim) é branca.

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A mulher branca da Vara de Família coloca os dois amigos de Darius em liberdade assistida, mas recomenda que Darius fique no reformatório por 3 meses. No entanto, um outro promotor quer fazer do caso um exemplo, devido ao crescimento dos casos de ataques a transgêneros. Ele quer que o caso seja julgado como crime de ódio. É a
primeira vez que os órgãos responsáveis defendem sem hesitar a vítima, e é bem interessante como a série colocou essa defesa em um recorte de classe e raça. Como seria a perspectiva do caso se Avery tivesse sido agredida por colegas brancos da sua escola? Essa crítica fica evidente quando Olivia conversa com os pais de Avery no
hospital e eles comentam que já tiveram que ir a delegacia diversas vezes por situações assim e nunca deu em nada.

Ao longo do episódio as famílias envolvidas se aproximam. Olivia entrega a Avery uma série de desenhos feitos por Darius como pedido de desculpas. Avery perdoa Darius, mas devido a complicações médicas ela acaba morrendo. O promotor então decide acusar Darius por homicídio culposo e como adulto. Tanto a equipe quanto os pais de Avery
tentam evitar a condenação de Darius e a partir daí conhecemos melhor esses dois personagens.

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A forma como a história é apresentada coloca o público tanto no lugar de Avery quanto de Darius, é difícil não sentir empatia pelos dois personagens e por suas mães. Todos reconhecem que algo deve ser feito para combater a violência contra pessoas transgênero, mas entra em debate os métodos que podem ser tomados em relação a
crianças e adolescentes. E fica a questão:

“Enviar um adolescente de 15 anos para uma prisão com adultos é o melhor para a sociedade?”.

É um episódio pesado, rico em problematizações e com nenhum desdobramento que poderia ser considerado como “um final feliz”, mas ele é extremamente didático.

Ps: Desculpa se ficou confuso, assisti esse episódio de madrugada e fui escrevendo enquanto assistia. Na minha humilde opinião, o melhor método para enfrentar crimes de ódio ou qualquer tipo de violência é permitir esse debate em sala de aula, preparar os professores da educação básica ao ensino médio para tratarem esses temas com os seus alunos. Ninguém nasce preconceituoso e esperar que apenas os pais lidem com essas questões não está funcionando. E permitir que grupos religiosos controlem esse debate só está piorando. Perdi a conta de quantas vezes apenas esse ano assistimos grupos religiosos atacando nossos direitos no Congresso Nacional e organizando
uma Cruzada contemporânea contra os planos estaduais e municipais de educação. Mas apesar de todas as batalhas que nós perdemos na Câmara do Eduardo Cunha esse ano, ignorar violência de gênero, racismo, cultura do estupro, LGBTfobia, entre outras demandas, não vai te ajudar no Enem não é mesmo?

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