Psycho Indica

 

mafalda na praça

A exposição “O mundo segundo Mafalda”, que comemora os 50 anos da personagem, chegou a São Paulo no dia 17 de dezembro e fica até o dia 28 de fevereiro, na Praça das Artes, com entrada gratuita.

A exposição foi idealizada pela conterrânea de Quino, Sabina Villagra, e trazida ao Brasil pela Fundação Theatro Municipal de São Paulo em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e o programa São Paulo Carinhosa, da primeira-dama da capital Ana Estela Haddad.

Mafalda 1

Mafalda é a personagem mais famosa do cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, conhecido como Quino. A pequena contestadora foi desenhada entre 1964 e 1973, nas palavras de seu criador, Mafalda ama os Beatles, a democracia, os direitos das crianças e a paz, nesta ordem, odeia sopa (alusão ao autoritarismo), armas, guerras e James Bond.

A exposição possui diversos ambientes que recriam as tirinhas de Quino, como o carro em que Mafalda passeava com sua família, uma antiga vitrola, diversos globos que representam a visão da Mafalda sobre o mundo, e um espaço interativo para as crianças.

Mafalda 3

Mafalda ainda é atual, é um dos quadrinhos mais usados em vestibulares e livros didáticos. Quino parou de desenhar a personagem cinco dias depois de um dos dias mais trágicos da história argentina, o massacre de Ezeiza.

“Deixei de desenhar a Mafalda num momento em que na Argentina já corria sangue e havia uma situação muito perigosa. Mafalda não podia ignorar os crimes, nem nada disso, mas se os comentasse quem não poderia comentar mais nada seria eu”, declarou Quino ao receber uma homenagem na Feira Internacional do Livro (FIL) de Buenos Aires.

Mafalda Quino

endereço e horario modelo 2“O mundo segundo Mafalda”

Praça das Artes – Avenida São João, 281, Centro, São Paulo

Diariamente das 9h às 20h até 28/02

Entrada gratuita

 







 

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Fui na pinacoteca de São Paulo para conferir as obras do artista Ron Mueck que se destacam por serem extremamentes realistas. Chega a ser surreal o trabalho dele, sinceramente foi uma das exposições que mais gostei de ter ido.

A origem do trabalho do artista remete ao fantástico universo do cinema, o que talvez justifique o imediato fascínio que suas obras conseguem atingir nos mais diferentes nichos da cultura pós-moderna. Fabricando marionetas e bonecos para a televisão e para o cinema, ele reuniu técnicas para iniciar suas reproduções hiper-realistas que beiram a perfeição de fisionomias humanas.

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Quem for à Pinacoteca provavelmente se impressionará com a riqueza de detalhes. Veias, unhas, músculos, suor, poros… nada fica de fora. A obra “Mask II”, autorretrato de 2002 e uma de suas mais conhecidas esculturas, é capaz de fixar o espectador por horas.

Ron Mueck sonha com muitos dos personagens que, mais tarde, tornam-se esculturas. Ele também gosta de se inspirar em amigos próximos ou uma pessoa que tenha lhe chamado a atenção na rua, por exemplo. Além das esculturas, a mostra exibe ainda o documentário “Still Life: Ron Mueck At Work” (2011-2013), de Gautier Deblonde, que apresenta o artista trabalhando em seu ateliê e mostra o trabalho que ele faz com as mãos, sem auxílio de computadores.

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E a obra que mais gostei foi essa abaixo, intitulada como “Young Couple” / Jovem Casal. Porque retrata, literalmente, a agressão a mulher. Como a própria descrição da obra diz “Na escultura Jovem Casal a narrativa que criamos apresenta contradições conforme nos deslocamos ao seu redor. A aparente tranquilidade do casal diante de nós parece ser desmentida pelo gesto que se vê às costas. Este gesto feito quase às escondidas parece ter sido flagrado por nós, surpreendo a intimidade da relação entre as figuras.”

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Para finalizar este post, deixo vocês com o making of das produções de algumas dessas obras acima. E por favor, vão nessa exposição se vocês puderem, vale muito a pena.

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  • de 20/11 a 22/02
    • TerçasQuartasSextasSábados e Domingos das 10:00 às 17:30
    • Quintas das 10:00 às 22:00
Onde:  Praça da Luz, 2
Bom Retiro – Centro
São Paulo
Como chegar:
Estação Luz (Metrô – Linha 1 Azul)
Estação Luz (CPTM – Linha 7 Rubi)
VER NO MAPA
Quanto:
R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada) / Grátis às quintas, após as 17h, e aos sábados.







 

cairo

Sexta é dia de Psycho Indica e de Playlist. Aproveitando que estamos no meio da campanha 16 dias de ativismo, vou falar sobre cinco filmes que retratam a violência de gênero.

A campanha “16 dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” é uma mobilização mundial com adesão de cerca de 160 países, que começa no dia 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Aqui no Brasil, seu início é antecipado para o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O tema da campanha desse ano é “Você pode cometer muitas violências sem perceber”.

Segundo a das Nações Unidas (ONU), uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual, cerca de 120 milhões de meninas já foram submetidas a sexo forçado e 133 milhões de mulheres e meninas sofreram mutilação genital. No Brasil, em 2012 o número de estupros denunciados superou o número de homicídios, foram registrados 50,6 mil ataques contra mulheres.

A violência contra a mulher está presente de várias formas em nosso cotidiano, desde as mais perceptíveis como as agressões físicas e sexuais, para as mais silenciosas como a psicológica, moral e patrimonial. O enfrentamento a violência contra a mulher encontra na arte uma forma didática de problematizar o tema.

 

“Cairo 678” é um filme egípcio dirigido por Mohamed Diab. Inspirado em histórias reais, o filme conta a história de três mulheres de classes sociais bem diferentes, que sofreram agressões sexuais no Cairo, mas que acabam se conhecendo e influenciando como a sociedade local lida com a violência de gênero.

 

“Amor?”, dirigido pelo brasileiro João Jardim, é uma mistura de documentário com ficção, sobre relações amorosas que envolvem alguma forma de violência.

 

O filme estadunidense “Preciosa – Uma História de Esperança” problematiza vários tipos de violência em uma só personagem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos, pobre, negra e gorda, que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai e abusada pela mãe ela cresce introspectiva. Ajudada por uma professora, ela é mandada para uma escola alternativa. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.

 

“Depois de Lúcia” é um filme mexicano dirigido por Michel Franco. Quando a esposa de Roberto (Gonzalo Vega Jr.) morre, a relação dele com sua filha Alejandra (Tessa Ia), de 15 anos, fica abalada. Para escapar da tristeza que toma conta da rotina dos dois, pai e filha deixam a cidade de Vallarda e rumam para a Cidade do México em busca de uma nova vida. Alejandra ingressa em um novo colégio, e sentirá toda a dificuldade de começar de novo quando passa a sofrer abusos físicos e emocionais. Envergonhada, a menina não conta nada para o pai, e à medida que a violência toma conta da vida dos dois, eles se afastam cada vez mais.

 

O curta “Guerreiras do Brasil”, dirigido por Cacau Amaral, traz 40 mulheres, das cinco regiões brasileiras, que se reúnem em uma ilha no Rio de Janeiro e usam o hip hop para gritar pela eliminação da violência contra a mulher. O curta surgiu a partir do projeto “Minas da Rima – As Mulheres do Hip Hop unidas pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres”.







 

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Hoje é sexta-feira dia de Psycho Indica, para vocês terem ideias do que fazer neste fim de semana.

Hoje irei falar um pouquinho da Bienal de Arte que acontece todo ano aqui em São Paulo, e sempre que posso tento comparecer, porque tem umas coisas super diferentes e interessantes.

A Bienal conta com diversos artistas brasileiros e estrangeiros, não irei citar todos porque é muita, mas muita gente. Porém alguns me chamaram atenção, como os retratos de criminosos anônimos estampados em páginas policiais de jornais paraenses transformados em pinturas gigantes em uma das paredes do local, a obra foi intitulada como ‘Sem Título’ de Éder Oliveir.

Também me chamou a atenção a obra ‘Histórias de Aprendizagem’ de Voluspa Jarpa, a obra ‘Manto’ da artista peruana Julia Paucar, obra ‘AfroUFO’ de Tiago Borges e Yonamine, entre outras tantas que são belíssimas.

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A proposta deste ano para a sua 31ª edição, sob o título “Como (…) coisas que não existem”, os curadores Charles Esche, Galit Eilat, Nuria Enguita Mayo, Pablo Lafuente e Oren Sagiv, em colaboração com as equipes internas da Fundação Bienal, propõem uma discussão sobre como as coisas que não existem podem ser trazidas à existência, de modo que contribuam para uma visão diferente do mundo, por meio de experiências e emoções que não estão presentes nas análises corriqueiras da vida humana. Resumindo, está cheio de artes malucas, mas bem interessantes, afinal acho que arte é um pouco disso, de ser maluco.

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A programação da Bienal está repleta de encontros com especialistas em arte contemporânea, visitas orientadas, cursos, encontros abertos, projetos e workshops − sem falar de toda a mostra, que está imperdível. É a chance de conhecer obras de artistas emergentes! Abaixo vou deixar vocês com mais algumas fotos das obras.

Bienal montagem 2Bienal montagem 3

endereço e horario modelo 2

31ª Bienal de Artes de São Paulo
Data: até 7 de dezembro de 2014.
Horário: terças, quintas, sextas, domingos e feriados, das 9h às 19h (com entrada até às 18h); quartas e sábados, das 9h às 22h (com entrada até às 21).
Local: Pavilhão da Bienal.
End.: Avenida Pedro Álvares Cabral, s.n. — Parque do Ibirapuera — Portão 3 — zona Sul — São Paulo.
Grátis.
Tel.: (11) 5576-7600.
www.31bienal.org.br

 







 

KURT unplugged
O museu MIS ( Museu da Imagem e Som), de São Paulo, abriu a nova edição do Estéreo MIS que abre espaço para artistas independentes, e foi marcado para hoje a comemoração de aniversário do álbum acústico do Nirvana.

O disco foi lançando em novembro de 1994, alguns meses depois da morte do vocalista, Kurt Cobain, que logo se tornou um clássico da época e do rock, tendo sua estréia no 1º lugar do Top 200 da Billboard. O grupo selecionado para fazer o cover  foi o Seychelles, eles reproduziram o disco na íntegra, respeitando todos os arranjos apresentados durante a performance do Nirvana, para a MTV americana. O grupo ira até usar os mesmos instrumentos para se aproximar ainda mais da obra original.

Aproveitem, pois este evento só ira ocorrer hoje.

endereço e horario modelo 2ONDE: Museu da Imagem e Som, Av. Europa, 158, Jd. Europa, 2117-4777
QUANDO: Hoje (14), às 21h30
QUANTO: R$ 14,00