O Instituto Tomie Ohtake recebeu, aqui em São Paulo, a exposição da Yoko Ono, “O Céu Ainda É Azul”.  Tenho que admitir que não sabia o tema, e não esperava nada a mais do que as obras interativas. Mas é extremamente forte e intenso a exposição. Principalmente se você for mulher.

Yoko Ono incitou brasileiras vítimas de violência a enviar relatos junto a uma foto que mostrasse somente seus olhos, para compor a instalação Emergir. A ideia é fazer o público sentir o horror da violência de gênero narrado em primeira pessoa.

A peça é mais uma das muitas ações contundentes que Yoko realizou ao longo de seus 84 anos, que inclui manifestos como “Woman Power”, de 1973, música na qual brada que “uma nação de mulheres está chegando”; ou o controverso texto “The Feminization of Society”, escrito em 1972, em que afirma ser o lesbianismo uma “revolução contemporânea por meio da liberdade sexual”; ou ainda ao participar, mesmo numa cadeira de rodas, da Women’s March, que levou milhares de americanas às ruas em janeiro para protestar contra declarações machistas do presidente Donald Trump. Mas reduzir Yoko ao feminismo é pouco.

No total, são 65 criações que instigam desde ações físicas a experiências mentais que revelam a complexa personalidade de uma revolucionária que desafiou padrões.

Os ingressos custam R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Lembrando que todas as terças-feiras a entrada é gratuita. Crianças até 10 anos, cadeirantes e deficientes físicos têm entrada gratuita todos os dias da exposição.

Serviço

Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 – Complexo Aché Cultural
(Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros SP –
Estação Faria Lima/Linha 4 – Amarela
Vendas pelo site: clique aqui 

 

Em cartaz de 2 de abril a 28 de maio.

Fonte: Marie Claire








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