Príncipe Mecanicosinopse“Tessa Gray não está sonhando. Nada do que aconteceu desde que saiu de Nova York para Londres (ser sequestrada pelas Irmãs Sombrias, perseguida por um exército mecânico, ser traída pelo próprio irmão e se apaixonar pela pessoa errada) foi fruto de sua imaginação. Mas talvez Tessa Gray, como ela mesma se reconhece, nem sequer exista. O Magistrado garante que ela não passa de uma invenção. Para entender o próprio passado e ter alguma chance de projetar seu futuro, primeiro Tessa precisa entender quem criou Axel Mortmain, também conhecido como Príncipe Mecânico.”Skoob 

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Confesso que demorei para concluir a leitura de Príncipe Mecânico. Mas não porque o livro é ruim e sim porque estava uma loucura essas últimas semanas de maio aqui pra mim, com meu aniversário e o intercâmbio se aproximando. Pórem, faltava somente 20 páginas e consegui terminar. E olha, que reviravolta.

Como já sabemos, por causa da resenha que fiz do primeiro livro Anjo Mecânico, essa série se passa em uma época diferente, para ser mais exata no ano de 1878 em Londres. Neste segundo volume não temos tantas cenas de ação, mas temos mais aprofundamento dos personagens e apresentação de novos. Podemos conhecer mais sobre Maguns, que tem um papel de extrema importância neste livro; Jessamine parece estar escondendo segredos; Shopie se mostra muito mais que uma simples empregada, se mostra amiga, e uma mulher muito forte e guerreira; o casal Henry Charlotte também tem suas vidas, histórias e feridas expostas, e compreendemos melhor vários detalhes sobre conflitos entre a família da moça e os Lightwood.

E finalmente conhecemos mais da história do Will, admito que quem me disse que eu iria compreender ele estava certo, mas vale lembrar que não pode se levar livros para vida real. Estou ressaltando isso porque vi em muitas resenhas e vejo muitas pessoas que por conta deste tipo de livro acredita que os “bad boys” da vida real são bonzinhos no fundo, só que não. Infelizmente é só em livros mesmo.

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E sobre a Tessa personagem principal, começa seu treinamento físico, e tem um crescimento ótimo neste livro. E outro ponto muito marcante na vida dela é sobre sua dúvida entre Will e Jem, sim temos um triângulo amoroso. Geralmente, pra quem lê a minhas resenhas já sabem que eu odeio. Mas neste eu gosto e torço para ela ficar com os dois. Porque eles são ótimos. 

 Enfim, sobre Magistrado ele fica bem sumido neste livro, e poucas dúvidas sobre a vida de Tessa são respondidas. Mas vale dizer que todos parecem estar participando de um enorme jogo de xadrez, do qual o Magistrado já sabe todas as jogadas, e apenas espera para dar o xeque-mate.
 consideraçÑoes-finais-modelo-2Como eu já havia dito antes toda vez que eu leio algum livro da Cassandra Clare sinto que estou uma Fanfic e isso não é ruim, porque quando uma fanfic é bem escrita te prende uma forma que tu não consegue parar de ler. É um livro cheio de sentimentos, dores e aflições. E uma ameaça velada, pairando sobre o ar como um mau agouro. Sou toda elogios para este volume, gostei mais do que o primeiro, e mais uma vez Cassandra está de parabéns. Ela sabe como prender, envolver e surpreender o leitor.

 Príncipe Mecânico é uma ponte para o terceiro livro da série, e seu grande desfecho.  Já aviso que é bem difícil tu terminar esse livro sem se emocionar, ele realmente cativa. E como sempre falo e deixo aberto para vocês se vocês quiserem comentar a baixo sobre o livro a saga a vontade, adoro conversar com vocês. 🙂

Onde comprar: buscape e estante literária







 

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Continuação de Príncipe mecânico, “Princesa Mecânica” é ambientado no universo dos Caçadores de sombras. Neste volume, o mistério sobre Tessa Gray e o Magistrado continua. ” – Skoob

 

Ainda estou bem no comecinho deste livro, mas provavelmente terminarei muito rápido como o primeiro e o segundo livro desta trilogia. Eu estou amando esses livro, e estou pensando em comprar a saga dos Instrumentos Mortais em inglês aqui em Londres para já começar a treinar e também porque amei demais. 🙂







 

Quando vocês estiverem escutando essa playlist eu já estarei em Londres. Ai meu deus. Meu coração já da uma apertada de ansiedade só de imaginar isso. Em homenagem a isto dessa nova fase da minha vida e do blog resolvi fazer essa seleção de músicas inspiradas em artistas que lembram Londres e sempre escutava pensando “quando será que irei para lá?”. Então espero que sintam a emoção junto comigo. coracao-1_xl

Coldplay

Imaginem uma criança que ama Harry Potter que está lendo os livros escutando essa música e pensando ir para Londres, era eu. 🙂

Lucy Rose


Eu fui no show dessa inglesa maravilhosa recentemente e fiquei ainda mais encantada ainda por ela.

Tom Odell

 

Outro cantor que sou louca para ir ao show. Quem sabe lá eu não consigo.

Aurora


Aurora conheci não faz muito tempo, mas entrou na minha lista de favoritos também.

Daughter

 

As musicas dessa cantora são puro amor, se quiserem irem atrás de mais vão que não irão se arrepender. Seríssimo.


Como vocês podem perceber a maioria dos cantores são ingleses, tem aquele aspecto de musica calminha e aquele ar gelado consigo. Espero que não eu passe muito frio lá, apesar de amar o mesmo. Enfim, caso queiram acompanhar ao vivo meu dia a dia lá é só me seguirem no snap, que é: helenajimenezz 😀

 







 

Último vídeo gravado aqui no meu quarto em São Paulo por isso quis bater um papo com vocês e estou um pouco nostálgica. coracao-1_xl Já deixo avisado que na próxima semana talvez possa atrasar posts e principalmente os vídeos porque tenho que ver como irei conseguir internet lá na minha acomodação, mas logo que conseguir tudo voltará ao normal nossa rotina de programação. 🙂







 

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O documentário She’s beautiful when she’s angry (Ela é linda quando está zangada, tradução livre), é uma produção americana de 2014 dirigida por Mary Dore.

O longa traz a luta das mulheres contra o modelo da sociedade baseado no modelo do patriarcalismo e no machismo que imperam  ainda nos dias de hoje e cujas as estruturas institucionais insistem em uma visão de mundo onde só há lugar para os homens; esse modelo imposto construiu uma imagem que cabe às mulheres a resignação e apenas o lugar reservado a elas pelos homens a condição de belas, recatadas e do lar. 🙂

A diretora Mary Dore é uma cineasta que costuma trabalhar com uma perspectiva ativista em seus filmes; por exemplo, é dela The Good Fight: a brigada Abraham Lincoln durante a Guerra Civil espanhola. Ela também produziu vários documentários de televisão para a PBS, New York Times TV, A&E, e Discovery Channel. Com seu trabalho na TV já ganhou Emmys, Cine Golden Eagles, e Ace Premios cabo.

Mas o que é interessante em She’s beautiful when she’s angry é que a luta das mulheres contra o preconceito e discriminação nos Estados Unidos dos anos 1960 se mostra bastante atual. Principalmente para nossa realidade  aqui da America Latina. Inclusive o filme apresenta depoimentos de feministas como Betty Frieden, Rita Mae Brown, Judith Arcana, entre outras.

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O filme revela várias situações, questionamentos, mobilizações e falas das mulheres que foram pioneiras do movimento feminista; na década dos anos 1960 a realidade das mulheres não era muito diferente da que temos hoje, especialmente no que diz respeito à visão machista que já se mostrava na dificuldade de acesso ao emprego, nos baixos salários, na percepção negativa sobre aquelas mulheres que confrontavam o padrão patriarcal da sociedade, sobre o direito ao seu corpo, sobre as vontades femininas, sobre o direito a liberdade, entre outras questões se mostravam tão forte quanto nos dias atuais.

A luta pela liberdade e por direitos iguais já não é de hoje, como bem demonstra o documentário da diretora Mary Dore. As imagens e depoimentos de feministas e de outras pessoas, incluindo homens e mulheres, mostrados nos filme demonstram que a luta feminista não é apenas uma luta de algumas mulheres, mas sim se trata, num plano mais amplo, da luta pelos direitos humanos tão negados ainda no contexto atual da sociedade e tão mal compreendidos por muitas pessoas.

O direito a vida, a liberdade, a subjetividade, a sexualidade assim como o direito as creches para os filhos, o combate a toda forma de assédio e de preconceito e de violência são temas universais e, portanto, não se trata de imaginação ou anseios de algumas mulheres.

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É um filme que mostra como a mulher é tratada pela sociedade em que vivemos como objeto sexual e a serviço exclusivamente dos homens ainda tão incrustados na sociedade que se mostra conservadora, machista e retrograda e demonstrados em quase toda programação de TV, nas propagandas, peças publicitárias, nas atitudes e insinuações cotidianas dos diversos ambientes, especialmente nas empresas.

Outro ponto muito interessante deste longa é que ele aborda as vertentes do feminismo. Sério. Se você quer entender praticamente todas elas, como funcionam, suas falhas, suas glorias, suas pautas, assistam esse documentário para ontem. E o mais incrível de tudo é que você  ira enxergar neste documentário é que por mais que o feminismo tenha suas vertentes essas mulheres se juntam quando necessário e lutam uma pelas outras, e não deixam de ser extremamente seres humanas.

Resumindo bem.  O documentário She’s beautiful when she’s angry se mostra, portanto, bastante atual e indispensável para favorecer o debate nas escolas, universidades e nos diversos grupos e organizações da sociedade sobre o mundo que vivemos e suas estruturas arcaicas ainda predominantes. Abaixo deixo com vocês o trailer.  coracao-1_xl

Onde Assistir: Netflix

Fonte: Atitude