a-escolha-de-sofia
Sophie’s Choice (tradução: A Escolha de Sofia) é filme estadunidense de 1982, do gênero drama, dirigido e roteirizado por Alan J. Pakula e baseado no romance de 1979 de William Styron.

A história se passa em 1947 trazendo como primeira vista o personagem principal Stingo (Peter MacNicol). Um jovem aspirante a escritor vindo do sul que decide morar no Brooklyn na casa de Yetta Zimmerman (Rita Karin),  que disponibilizava quartos para alugar. Lá ele conhece sua vizinha de quarto de cima, e outra personagem principal, Sofia Zawistowska (Meryl Streep), que é polonesa e fora prisioneira em um campo de concentração nazista e Nathan Landau (Kevin Kline), namorado dela, um carismático judeu dono de um temperamento totalmente instável.

Em pouco tempo tornam-se amigos, sendo que Stingo não tem a menor idéia dos segredos que Sofia esconde nem da insanidade de Nathan.

colsophies

Nathan já me irrita de cara, porque logo no começo você já percebe o quanto relacionamento dele com a Sofia é abusivo. Ele é o típico cara que faz um monte de merd**, depois volta e falas desculpa, diz que vai melhorar e faz tudo de novo. Recado: caras assim não mudam!

E o começo do filme é bem arrastado, tem cenas que não precisavam ter, mas isso é típico de filme antigo. Mas minha dica é para vocês não desistirem! Sejam fortes! Eu só não desisti porque fiquei sabendo dos spoilers e quem me segue nas redes sociais já sabe que sou louca por eles, e eles me fizeram continuar. E vale a pena, a história é bem dramática e linda.

Recomendo para quem gosta de filmes de dramas, intensos que te fazem pensar na vida depois. Enfim, deixo o trailer abaixo. 🙂







 

Captura de Tela 2016-06-14 às 13.42.52

No post anterior eu tinha contado um pouco para vocês de como tinha sido meus primeiros dias aqui, do que estava achando das pessoas daqui e da saudades que estava sentido de casa e das pessoas. Tudo isso de uma forma bem ampla. Estive pensando e realmente é difícil encontrar somente um foco quando se sente mil coisas e se vive diversas experiências de uma vez. Mas tentarei focar em somente em um assunto por texto, porque acho que fica mais organizado.

No texto de hoje resolvi focar no fato de estar morando sozinha pela primeira vez Em São Paulo eu morava com a minha mãe, e apesar dela ficar praticamente o dia todo fora, eu tinha a companhia de mais 7 bichos comigo (2 gatos, 2 cachorros e 3 ratinhas). Além de que tinha a faxineira que vinha todos os dias, e tinha alguns parentes que morava perto. E é casa de mãe nunca falta nada.

Aqui apesar de ser uma residência estudantil todo mundo fica fora o dia todo, então dificilmente você cruza com alguém no corredor ou na cozinha. Se você está com fome e abre a geladeira não vai ter alguma comida de mais cedo te esperando, e se você for como eu e odeia cozinhar, vai ter que aprender. Admito que quando eu estou afim sei fazer comida gostosa, então ainda bem que sei fazer boas comidas.

Porque sinceramente as comidas prontas são horríveis, e são super apimentadas e cheias de calorias. Aqui dificilmente você ira achar arroz e feijão para você mesma fazer, o que é um saco. Por isso sempre estou fazendo legumes ou vegetais acompanhados com ovos. E a sua alegria do dia será encontrar produtos de limpeza que você rodava e rodava no supermercado e não encontrava alguns dias atrás.

Você vai falar sozinho várias vezes ao dia, e achar completamente normal. E por esse mesmo motivo vai ficar com um tédio extremo de escutar só você mesmo diversas vezes ao dia. E quando ficar doente não terá mimos e ninguém para te acompanhar no hospital. Aliás se vomitar, ou passar muito mal, não poderá voltar para cama, terá que limpar antes! E você tem que pegar suas correspondências sozinha também e resolver todos seus problemas sozinha também.

Mas calma nem tudo tem seu lado ruim! Você pode chegar e dormir a hora que quiser, comer aonde quiser. Arrotar e soltar vários puns. Sim, mulheres fazem isso também. :O Tirar o sutiã e ficar só de blusa e de calcinha o dia inteiro se quiser. Não fazer absolutamente NADA o dia inteiro, e não ter ninguém do seu lado falando que você não faz nada o dia inteiro, ou sair o dia inteiro e não ter que ouvir que você só sai o dia inteiro. Vá entender.

Você pode decorar as coisas do jeito que quiser e gastar o seu dinheiro da forma que quiser também.

Mas tenho que confessar uma coisa, eu preferiria estar morando na minha casa, porque ainda não estou na minha casa, ainda estou numa residência estudantil. Com meus bichos e com meu namorado ou uma amiga. Ai sim estaria ok. Viver totalmente sozinha continua sendo um pouco solitário pra mim.

Mas isso é a minha opinião, cada uma tem a sua, comente a sua aqui embaixo. 🙂







 

Imaginem alguém que sofreu muito, mas muito mesmo para editar esse vídeo. Sim, fui euzinha aqui. Vou contar a história desse drama para vocês.

Eu tenho um computador windows muito velho que só o utilizo para editar meus vídeos no movie maker (sim, devo ser o único ser que edita nele ainda), pois é o único que eu me entendo. Só que por esse meu computador ser antigo ele sempre da uns probleminhas e desliga do nada, trava, etc. Então sempre foi muito difícil editar nele, mas sempre deu certo no fins das contas. Mas de uns tempos pra cá ele andava pior, e eu já estava me cansanda e estou até vendo de contratar alguém para editar os vídeos para ter um design mais legal e mais bonitinho e tudo.

Enfim, fui editar esse vídeo lá na minha primeira semana aqui, ele deu erro. Tudo bem, editei uma segunda fez uns dias depois, deu erro novamente. Nisso já tinha atrasado o vídeo da semana passada. Ai passei todos os arquivos novamente tudo bonitinho e editei TUDO novamente pela terceira vez e deu erro novamente. Nisto eu desisti. E fui tentar o imovie do computador que não funciona comigo. Não deu certo.

Ai antes de ontem, sábado (04) lembrei do imovie que tem pelo celular e é dez vezes mais simples do que o do computador e por fim consegui. Finalmente acaba aqui a minha saga, sem antes claro de quase não conseguir salvar o vídeo, mas consegui. Meu signo é muito persistente mesmo.

Bom, agora fiquem com o vídeo que merece muita a participação de vocês só por essa minha garra, sejamos sinceros. coracao-1_xl

Texto citado no vídeo







 

like_crazy_beach

Like Crazy (Loucamente Apaixonados título no Brasil) é um filme de drama romântico estadunidense de 2011 dirigido por Drake Doremus e estrelado por Anton Yelchin, Felicity Jones, Jennifer Lawrence, e Alex Kingston. Escrito por Drake Doremus e Ben York Jones, o filme é sobre uma estudante de intercâmbio britânica que se apaixona por um estudante americano. O filme, que contou com um diálogo totalmente improvisado, ganhou o Prêmio do Júri do Festival Sundance de Cinema de 2011.

O filme tem dois personagens principais Anna (Felicity Jones) que é uma estudante britânica e que está estudando durante um tempo nos Estados Unidos, e acaba se apaixonando por Jacob (Anton Yelchin). Os dois passam a ter uma relação bastante intensa, até que o visto de Anna expira. Ela decide ficar nos Estados Unidos da América apesar do visto vencido. Por conta disso ela é mandada embora, e por esses problemas burocráticos Anna é impedida de voltar aos Estados Unidos, enquanto Jacob fica impossibilitado de ir à Grã Bretanha devido ao seu trabalho. A distância abala a relação, e Anna e Jacob tentam, entre idas e vindas, ajeitar as suas vidas.

tumblr_mhcg9zwcf61rc7ngbo1_500

Um fato interessante é que o filme Like Crazy foi descrito como vagamente inspirado nas próprias experiências da vida real do diretor Drake Doremus, e em uma entrevista com sua ex-esposa Desiree Pappenscheller, que nasceu na Áustria, ela afirma que o filme é uma reconstituição do romance e história conjugal de Doremus e Pappenscheller, incluindo seus problemas de imigração dos Estados Unidos.

Outro ponto que gosto muito quando escolho em filmes é sua filmografia, eu tenho mania por filmografia e lugares bonitos. E esse não decepciona. Diversas cenas não tem conversas, mas você sente a tensão do ambiente somente pela luz, angulo e as expressões dos atores e isso me encanta demais. Então super recomendo esse filme para vocês.

Abaixo deixo o trailer. 🙂

 

Onde assistir: Netflix







 

large-1
Você chega no aeroporto seu estômago está quase saindo para fora de ansiedade, misturado com medo e nervosismo do incerto. Mas também está feliz porque você sabe que há muito tempo tem desejado por isso. E ao mesmo tempo tem outro sentimento batendo a sua porta, dos amigos e familiares próximos que você acabou de se despedir e aquela vontade de voltar e dizer “Ei, vou ficar aqui”. Mas você segue.

No avião, se você for como eu, você só torce para não ter muita turbulência. No meu caso, eu não tive muita sorte, por isso diversas vezes ficava acordando e outra hora voltando a dormir.

Vi somente um filme no avião, Carol, muito legal por sinal, se vocês puderem assistir, assistam. Vale a pena. A comida do avião eu não pude aproveitar muito, já que não coloquei que era vegetariana, eu não sabia que tinha que fazer isso para ter pratos de outras opções sem ser de carne. Então comi pouco, não que isso me prejudicou muito. Pois como eu estava no dia anterior e neste dia super nervosa acabou atacando minha gastrite, e não estava conseguindo comer.

Quando olhei na tela do avião, que mostra aonde ele está e reparei que estava quase chegando na Inglaterra, no mesmo momento me deu um desespero e uma angústia e uma pergunta surgiu em minha cabeça “o que eu estou fazendo?”. Afinal eu vim completamente sozinha, se eu ficar doente não terei a minha mãe para me ajudar, não tenho amigos aqui, não tenho meu namorado aqui, não tenho meus bichos aqui. Resumindo não tenho ninguém a não ser eu mesma. O sentimento que dá nessa hora é de voltar pro lugar seguro e tranquilo que eu estava acostumada. Mas novamente a gente continua, e também tem o fato de que sou taurina né, quando boto algo na cabeça não tiro.

Quando você finalmente chega no hotel depois do cansativo voo e de pegar o metrô com muitas malas. Finalmente o cansaço bate e você dorme, acorda por obrigação, porque tem que comer, tomar banho, e ver todas essas coisas. E o mais estranho de tudo é que não tem ninguém ao seu lado para conversar com você, então você simplesmente escuta seus pensamentos, como se alguém tivesse conversando com você. A vozinha da consciência aparece pra te ajudar e diz coisas como “ eu sei que você está cansada e com sono, mas você precisa comer algo para aguentar o dia seguinte”. E eu paro e me toco que não é a minha mãe que está dizendo isso, algum amigo ou meu namorado e sim eu mesma. É engraçado que eu nunca tive tanto tempo sozinha comigo mesma para ter tempo de ficar escutando meus próprios pensamentos durante um longo tempo, é uma experiência completamente nova.

No domingo já instalada na minha acomodação, já tinha resolvido a metade das coisas e no dia seguinte teria que ir na escola fazer o teste de nível, e não tinha ninguém do meu lado para eu poder compartilhar meu nervosismo e a minha ansiedade, só pelo celular e redes sociais. Mas nessas horas, nesses momentos não é a mesma coisa. Na noite deste dia veio um sentimento de solidão horrível, comecei a me perguntar o que tinha feito, e se essa era uma decisão certa. Dormir mais uma noite sem meus bichos do meu lado doí de verdade. Como dizem casa não é um lugar e sim seres vivos. Mas conversei com um outro amigo que também está nessa, há mais tempo do que eu, e eu pude relaxar um pouco.

Após alguns dias, depois dos meus primeiros dias na escola de inglês o que eu posso afirmar é que a vergonha, travamento e gaguejamento que eu tinha por falar em outra língua vai embora. Porque não vai ter alguém para falar por você, resolver seus problemas ou te ajudar. Então você tem que falar, e a cada dia mais você vai relaxando e se acostumando em falar em inglês. Mas tenho que admitir que ainda tem dias que da um leve friozinho na barriga antes de sair do meu quarto, fico com medo de falar algo errado ou alguém não me entender. Mas logo penso “nunca mais verei essa pessoa mesmo.”

Aqui estou com pessoas de diversas nacionalidades e o que eu posso falar até agora é que os asiáticos são os mais simpáticos, acabei me dando muito bem com uma coreana, gostamos das mesmas coisas e surpreendentemente ela é a única pessoa de todo mundo que conversei até agora (incluindo ingleses) que assiste e gosta de Game Of Thrones. Também não entendo isso.

O lado bom daqui é que por estar em outro país e também longe de outras pessoas não tenho que escutar pessoas me repreendendo por causa do meu cabelo, por exemplo, ou por causa das minhas tatuagens. Isso é encarado como algo natural, afinal o que cada um faz com seu corpo é de sua autonomia. Mas em compensação o assédio na rua vem quando você, mulher, está sozinha, o que eu acho pior, já que é quando você se sente mais vulnerável, isso mostra de certa forma que os caras aqui tem vergonha de assediar quando você está com alguém, mas se sentem mais seguros quando você está sozinha..preocupante.

Em uma semana aqui você aprende dar mais valor para o Brasil e seus amigos do que anos morando ai, tu não faz ideia, eu juro. Só nesta semana toda vez que eu conto da onde sou as pessoas adoram saber, e sempre falam “everyone loves Brazil”. Outro dia eu estava escolhendo um lanche com uma amiga que também é brasileira, e nesse dia eu estava morrendo de saudades de falar em português, porque só estava falando em inglês desde quando cheguei praticamente. E atendente do pub virou e falou “ que língua vocês estão falando?” respondemos e logo ela falou “ eu não entendo nada, mas sooa tão lindo”. E aqui não tem “bicha pague meu dinheiro”, também não tem “tranquilo e favorável”, e como minha amiga disse para mim neste dia, quando ela fez a dança deste último as pessoas daqui perguntaram se ela surfava. WTF? São essas pequenas coisas que fazem tu ver que o Brasil e as pessoas dai são realmente especiais, apesar de todas coisas ruins que tem acontecido.

Para finalizar este primeiro texto que acho que está enorme, é que se em apenas uma semana eu senti e vivi todas essas experiências imagina o que mais está por vir.