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Finalmente estou fazendo este post para vocês que foi tão pedido aqui no blog. Enfim, primeiramente vamos por partes. Então vou começar porque escolhi cursar jornalismo.

Claramente pelo motivo mais clássico de sempre.  Eu sempre gostei muito de ler e escrever e acreditava que provavelmente seria um caminho a ser seguido. No entanto, na própria faculdade diversos professores falam tão mal do mercado que te desanima completamente a continuar no curso, acreditando que não conseguiria um bom emprego e um bom salário. E sejamos sinceros, realmente, jornalismo é uma área bem complicada (só jogar no google o salário de um jornalista que você verá) se pensarmos por esse lado, mas quando a pessoa está disposta a batalhar e o faz, todas as portas se abrem e em qualquer profissão. E vale contar também que quando eu entrei na faculdade eu tinha ideia de trabalha com jornalismo em moda, mas com forme os anos foram passando e eu fui amadurecendo, me conhecendo mais acabei me distanciando disto completamente.

E tenho que confessar que a minha opinião sobre jornalismo mudou bastante.  Não era nada do que esperava, pois as aulas são muito mais abrangentes do que eu imaginava. Você literalmente tem aula de tudo, para aprender a escrever melhor e poder fazer matérias sobre diversos assuntos. Abaixo tem a grade do primeiro semestre, com os horários das aulas e tudo para vocês verem. Alias existem duas turmas no Mackenzie de jornalismo, a turma J e a D.

GRADE 1 SEMESTRE
Posso afirmar que não tem semestre melhor do que o primeiro depois só piora, pois a dificuldade das matérias e os trabalhos quase impossíveis são a prioridade dos próximos anos, então a minha dica é não se iluda e nem se deslumbre com o primeiro semestre e ache que todos vão ser tranquilos, pois não é verdade. Conheço muita gente que se encantou com o primeiro semestre ai chegou no terceiro ou no quarto e tiveram a vontade de desistir por verem que as aulas não são mais “flores”.

Então, devo dizer que o meu intuito quando entrei na faculdade e que me levou a acabar sempre foi escrever. Eu também sempre fui uma pessoa inquieta e não me vejo sentada fazendo um trabalho sem nunca sair do lugar. Com o jornalismo, eu poderia tratar dos mais variados assuntos. É uma das coisas que eu mais gosto da profissão, o leque de opções que ela te dá. No último semestre, especificamente no meu TCC (trabalho de conclusão de curso) eu descobri outra paixão: psicologia.

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Na faculdade, temos matérias práticas e teóricas de assuntos bem específicos – aqueles que logo que pensamos em jornalismo, nos vem a mente. Mas também temos muitas matérias e estudamos muitos filósofos e estamos sempre em contato com assuntos da atualidade, internet etc. Como qualquer curso, tem seus altos e baixos e claro, não esperem sempre estar fazendo matérias e coisas do tipo, e que vão gostar de todas as matérias, porque isso não acontece, infelizmente hahaha.

Quem gosta e pensa fazer jornalismo tem que ter em mente que deverá ler MUITO, escrever bastante também, mas acima de tudo tem que gostar de ler e se atrever a fazer isso. A faculdade não vai direcionar rapidamente nas partes que você se interessa – esqueça de focar apenas no seu interesse, caso tenha pensado em fazer por causa de esportes, moda, viagens etc -, porque você vai ver muito pouco desses assuntos e descobrir que os focos da faculdade podem acabar indo para outras áreas. No caso, o Mackenzie é super pobre no sentido de jornalismo de moda, por exemplo. Você tem que estar aberto para aprender sobre tudo um pouco e não focar naquilo do seu interesse, para isso faça cursos fora da faculdade. Isso acrescenta coisas no seu currículo, além de te fazer aprofundar e conhecer os assuntos que te levaram a fazer a faculdade – caso você esteja focado em um. Mas afirmo, que às vezes, durante o curso, os interesses podem mudar e você acaba se apaixonando por coisas que nem pensava ser possível.

No meu caso, hoje descobri que o jornalismo já não é mais suficiente e não é o que me vejo fazendo no meu futuro. Se lembram que eu disse que eu queria escrever? Bom, matérias e uma redação não vão me satisfazer – aliás, longe disso. Meus caminhos me levam para a ficção e pretendo seguir por outro rumo, o da escrita literária fictícia. Em outras palavras, escritora.

 








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