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Provavelmente quando vocês estiverem lendo este texto eu já vou estar arrumando os últimos detalhes, ou no portão de embarque ou até mesmo dentro do avião, voltando para o Brasil. E só de estar escrevendo isto já me da um friozinho na barriga, não o mesmo frio que eu tive quando vim para ca, mas um frio do que está por vir do meu futuro. Também tem um mix de triste e de felicidade.

Felicidade porque finalmente vou poder rever meus animais/filhos que não vejo à 7 meses, rever meus amigos e alguns familiares. Rever meu país e a minha cidade que tanto amo. Comer a comida do Brasil que não tem igual e entre tantos outros fatores que não cabe num texto, e já traz um sorriso enorme no meu rosto. Mas ao mesmo tempo fico triste, pois vou deixar aqui pessoas ótimas que me ajudaram, riram comigo e estiveram comigo nesse tempo. E acabaram se tornando uma parte muito importante da minha vida. Como eu sempre digo casa são pessoas, nenhum lugar tem o mesmo valor e significado se não tem as pessoas queridas ali.

Neste texto eu também quero falar da Helena de alguns meses atrás e da Helena de agora. Ano passado foi um dos piores anos para mim, não vou entrar em detalhes, mas posso dizer que por motivos pessoais e por eu estar totalmente desmotivada na minha área profissional contribuíram muito para isso.

Eu estava sem rumo, e as únicas duas certezas que eu tinha era que eu algum dia queria publicar meu livro e que queria vir para Londres. Porque era um sonho que eu tinha dês dos meus 11 anos e que por motivos da vida sempre ficavam para depois. E para “quando terminar a faculdade”. E finalmente quando terminei a faculdade, adivinha? Eu não fui. Tive que fazer uma cirurgia (que já falei aqui no blog para vocês), que acabou sendo caro. Segura o dinheiro, procura emprego e nada de emprego.

E quase que não venho para ca, mas eu não desisti e insiste. Procurei agências fui em feira de intercâmbio e pesquisei preços e preços. Quando finalmente acertei tudo e vim. Mal podia acreditar, só acreditei mesmo no dia e quando o avião aterrizou aqui.

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Quando eu cheguei aqui eu não sabia o que esperar, estava morrendo de medo de não me adaptar e não fazer amigos. Mas logo no primeiro mês ocorreu tudo bem e vi que tinha pessoas legais na minha sala. Eu vi que eu podia e conseguia falar inglês tranquilamente, mesmo errando era com eles que eu aprendia.

Viajei muito também, conheci pessoas nessas viagens que mudaram e ajudaram na minha vida. Decidi que por mais que a Helena de 17/18 anos acha-se que jornalismo era pra ela, realmente o que todo mundo sempre falou para ela estava certo no final das contas. E agora ela/eu quero fazer psicologia e vou encarar isso de cara.

Todas essas viagens, morar sozinha pela primeira vez, conhecer pessoas de outras nacionalidades, tudo isso me inspirou demais. Todo o desanimo e o desamparo que eu estava ano passado e até o comecinho desse ano se foi. A Helena que está voltando para o BR está inspirada, cheia de planos e ideias para o seu futuro.

Londres me fez me aproximar mais das minhas raízes, me aproximar mais do meu lado latino. Amar mais a minha história. E ao mesmo tempo amar aqui também.

Percebi que viajar é o que me da energia para o meu espírito, conhecer, conversar e ajudar pessoas é o que me alimenta. Se eu não tenho essas duas coisas na minha vida eu fico desmotivada e sem rumo. Por isso tenho dois planos grandes que envolvem esses dois temas. Espero poder e conseguir realiza-los.

Aqui se acaba os textos dessa minha pequena aventura morando fora. Se vocês quiserem ler os primeiros é só clicar aqui.

 

 








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