Cultura

 

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Trainspotting – Sem Limites não é sobre drogas e não tem nenhuma lição moral de pano de fundo. O filme é baseado no livro homônimo de Irvine Welsh, dirigido por Danny Boyle e lançado em 1996. O filme está disponível no Netflix.

O filme é narrado por Renton (Ewan McGregor) e mostra a rotina de um grupo de amigos no subúrbio de Edimburgo, Escócia. Renton, Spud (Ewen Bremner) e Sick Boy (Jonny Lee Miller) são viciados em heroína. Tommy (Kevin McKidd) tem uma vida normal com uma namorada normal. Begbie (Robert Carlyle) é um hipócrita insuportável que adora discursar sobre o vício deles em heroína, enquanto esmurra e esfaqueia desconhecidos em bares. Spud é apenas um garoto perdido e ingênuo. Sick Boy é um egoísta arrogante que ama James Bond.

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Além da heroína, o filme também mostra a epidemia do HIV entre usuários de drogas injetáveis. A trilha sonora contou com participações de Iggy Pop, Primal Scream, New Order, Blur, entre outros, e está na lista da revista Rolling Stone das vinte e cinco melhores trilhas de todos os tempos.

Renton não quer se adaptar ao estilo de vida de seus pais, mas ao mesmo tempo também não não sabe o quer fazer da sua vida, nem seus amigos, que também nem são seus amigos. Para ele todas as relações ao seu redor são superficiais. A heroína é apenas uma válvula de escape, uma fuga da realidade, e não a causa de seus problemas, como o soma de Admirável Mundo Novo, e as brigas em Clube da Luta.

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Acordar-comer-trabalhar-comer-dormir-acordar-trabalhar-dormir-trabalhar .. A vida adulta se resume a isso? Somos apenas uma engrenagem na linha de produção, gerando lucros e consumindo? Eu sempre tenho esse tipo de brisa quando assisto a esses filmes. Clube da Luta é bem mais explícito em relação a isso, e os dois filmes são basicamente da mesma época, o final dos anos 90, com a “vitória” do capitalismo. Somos a geração em crise existencial e ideológica.

Trainspotting é aquele tipo de filme que te leva a várias questões, mas não responde nenhuma. E foi anunciado recentemente a continuação do filme no seu aniversário de 20 anos. O diretor vai ser o mesmo, mas confesso que eu morro de medo de continuações, ainda não tive coragem de ler Clube da Luta 2. Como Tyler e Jack, Renton também ganhou um espacinho no meu coração.

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“Escolha uma vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira – escolha uma família! Escolha a porra de uma TV grande! Escolha uma máquina de lavar, carros, discman, abridora de latas eletrônico. Escolha uma boa saúde, baixo colesterol, plano de saúde dentária. Escolha parcelas fixas para pagar. Escolha uma casa – escolha seus amigos! Escolha roupas, acessórios. Escolha um terno feito do melhor tecido. Escolha bater uma punheta num domingo de manhã pensando nessa merda de vida. Escolha sentar no sofá pra ficar vendo programas de auditório. Comer um monte de porcaria e acabar apodrecendo. E no fim do caminho escolha uma família e filhos que vão se envergonhar de você por causa desse sentimento egoísta de que você o pôs no mundo pra substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha a vida.

Por que eu iria querer algo assim?

Eu escolhi ‘não escolher a vida’. Eu escolhi uma outra coisa.

E os motivos? Não há motivos.

Quem precisa de motivos quando se tem heroína?” – Renton.







 

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Me rendi a essa mulher recentemente. Uma amiga vivia falando dela, mas eu ainda não tinha parado para ouvir seus álbuns e me arrependi amargamente de não ter ido ao show dela na Virada Cultural aqui de São Paulo.

Ana Tijoux ou Anita Tijoux é uma cantora franco-chilena. Ela nasceu em Lille, na França, no dia 12 de junho de 1977, porque seus pais foram elixados pela ditadura de Augusto psicopata genocida Pinochet no Chile.

Ela começou sua carreira como MC do grupo de hip-hop Makiza durante os anos 90. A partir de 2006, ela iniciou uma carreira solo, e gravou uma colaboração com a cantora mexicana Julieta Venegas. Depois do seu segundo álbum, 1977, ela ganhou maior notoriedade, e sua música chegou à trilha da série de televisão Breaking Bad.

Ana é conhecida por tratar de temas como anti-colonialismo, feminismo, ambientalismo e justiça social em suas letras.

Discografia:

  • Kaos (2007)
  • 1977 (2010)
  • Elefant Mixtape (2011)
  • La Bala (2011)
  • Vengo (2014)

Eu estou viciada nos álbuns Vengo e La Bala, são os mais politizados. Não curti muito o 1977. Mas eu garanto que vocês não vão se arrepender, a música dessa mulher é viciante.

“Vengo en busca de respuestas
Con el manojo lleno y las venas abiertas,
Vengo como un libro abierto
Anciosa de aprender la historia no contada de nuestros ansestros
Con el viento que dejaron los abuelos y que vive en cada pensamiento
De esta amada tierra, tierra
Quien sabe cuidarlo es quien de verdad la quiere.” – Vengo, Ana Tijoux.







 

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Olá, seres humanos. Tudo bom com vocês? Quem me conhece sabe como eu amo filmes baseados em ficção cientifica e principalmente quando envolvem extraterrestre. Por isso decidi indicar quatro filmes que abordam o tema aqui para vocês e que estejam no Netflix, porque assim facilita a vida de muita gente.

Distrito 9

Alguns anos atrás, os aliens fizeram seu primeiro contato com a Terra. Humanos esperavam que a raça fosse hostil e proporcionasse um ataque ao planeta. Mas nada aconteceu. Ao invés disso, as criaturas pediram asilo, já que são as últimas sobreviventes de seu planeta natal. Mas a co-existência da raça com os humanos não vem sendo fácil até então, e os “camarões”, como são chamados preconceituosamente, permanecem escondidos em uma área povoada por barracos improvisados na África do Sul, denominada Distrito 9. Lá, são obrigados a viver no ostracismo e proibidos de sair até que os humanos decidam o que fazer com eles.

Onde assistir: Netflix,  Filmes Online Grátis, Mega Filmes HD

 

Arquivo X – Eu Quero Acreditar

O súbito desaparecimento da agente Monica Bannan  faz com que a agente Dakota Whitney recorra à ajuda do padre Joe, um homem que abusou sexualmente de 37 coroinhas no passado e que alega ter visões. Para ajudá-la na busca, já que não conta com experiência em acontecimentos fora do comum, a agente Whitney busca o apoio de Fox Mulder, que não é mais agente do FBI. O contato é feito através de Dana Scully, que também deixou a organização e agora trabalha como médica em um hospital católico. Inicialmente relutante, Mulder decide cooperar e, aos poucos, passa a acreditar cada vez mais nas palavras do padre Joe.

Onde assistir: Netflix, Filmes Online Grátis,Mega Filmes HD 

 

Contato de 4º Grau

Em uma cidade do Alasca, um grande número de sumiços foi registrado durante os últimos 40 anos. Alguns afirmam que as autoridades encobrem os casos. O filme mistura arquivos reais com reconstituições, muitas vezes sobrepondo-as e criando um misto de “ficção/documentário”.

Onde assistir: Netflix, Filmes Online Grátis, Mega Filmes HD

 

Contatos Imediatos de Terceiro Grau

O operário da rede de cabos Roy Neary , juntamente com outras pessoas, experimenta um contato imediato de terceiro grau, testemunhando a presença de extra-terrestres no céu. Após o evento que mudou a sua vida, a inexplicável visão de uma estranha imagem como a de uma montanha o perturba constantemente. Para o desespero de sua família, ele fica obcecado em descobrir o que aquela visão representa. Enquanto isso, bizarros acontecimentos estão ocorrendo ao redor do mundo. Agentes do governo passam a ter contatos imediatos de segundo grau descobrindo evidências físicas de visitas extra-terrestres na forma de uma aeronave militar da segunda guerra mundial e de um navio militar desaparecido há décadas. Roy continua a buscar a visão em uma área remota onde ele e os agentes seguem pistas que os levam ao local dos contatos imediatos de terceiro grau.

Onde assistir: Netflix, Mega filmes HD

E ai gostaram da seleção? Já assistiram algum dos filmes citados acima? Se sim, não esqueçam de comentar o que acharam. 😀







 

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No último post sobre subculturas eu falei sobre os Seapunks para vocês, se você não leu clique aqui para ler… No post de hoje eu vou falar um pouco mais sobre o universo fofo do movimento Kawaii!
Para começar você tem que saber que Kawaii é uma palavra japonesa que é um adjetivo equivalente a meigo/adorável/inocente em português e começou a ser usado nos anos 70 quando algumas garotas orientais passaram a escrever em estilo ocidental e desenhar figurinhas fofas(corações, nuvens, estrelas, bichinhos) no meio das frases/palavras. Logo as revistas passaram a apoiar o novo estilo e logo depois a Sanrio deu a luz ao maior simbolo do kawaii, a Hello Kitty. Não demorou muito tempo para a gatinha virar referencia e entrar no guarda-roupa kawaii:

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O kawaii é mais conhecido nos países orientais como Coréia e Japão, aliás, são tão respeitados e influente nesses lugares que a Vogue de lá tem uma área da revista dedicada só para esse estilo, as prefeituras japonesas tem mascotes no estilo kawaii e muitos produtos colocam essas figuras fofinhas para se promoverem por lá e vendem super bem além de serem considerados os produtos mais atrativos pelos consumidores.

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“Ser kawaii” é mais comum entre meninas de 14 a 18 anos, o que, de jeito nenhum, não exclui os meninos ou alguém fora dessa faixa etária, aliás, “ser kawaii” é super normal para qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Mas, o que é “ser kawaii“? Bom, existem niveis de “engajamento” quando o assunto é pertencer a essa subcultura, tu pode cair de cabeça e viver 101% do seu tempo rodeado de figurinhas fofas, roupas fofas, ser uma pessoa fofa, enfim, levar bem a sério, ou você pode simplesmente usar um acessório aqui ou ali pra complementar teu look.

Mas em que se baseia o estilo kawaii? Como você leu no começo do post, kawaii é fofo, meigo, inocente e as roupas não poderiam ser diferentes… Mesmo variando muito de pessoa para pessoa, o guarda roupa desse pessoal é composto de muitas cores(com destaque para os tons pastéis), laços, rendas, fitas e babados, além de pegar 90% de referencia em animes, mangás e outros desenhos. Dá uma olhada em alguns looks kawaii’s:

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O que chama muita atenção são os cabelos, seja o natural ou uma peruca bem elaborada, são geralmente coloridos em tons que oscilam entre os vibrantes ou pastéis e entre todas as cores do arco-iris. Outra coisa que também chama atenção é a maquiagem. O maior destaque vai para os olhos que são maquiados para parecer enormes e mais infantis, o truque é feito com muito lápis branco na linha d’água, cílios postiços e delineador, enquanto a boca fica mais simples com um gloss/batom rosa claro.

Untitled 16Clique aqui para ver um tutorial gringo que te ensina esse tipo de maquiagem.

A realidade é que o estilo kawaii é muito amplo e pode oscilar, pode vir apenas no rosto de boneca ou no look completo, desde o mais infantil com tons pastéis, um bem colorido ou até um look que chega a puxar pro gótico… Mas o que eu quero saber é: o que vocês acham dessa subcultura? Você conhece alguém que segue esse movimento? Você tem algum item que lembre alguma coisa que eu mostrei aqui? Qual outra subcultura vocês gostariam de conhecer melhor?  Conta pra gente nos comentários!







 

Voltando com o especial “Diretores que amamos: Quentin Tarantino” \o/. Já viram que eu sou meio enrolada com esses especiais né? Estou tentando melhorar, eu jurooo!! Mas então, vocês podem ler a resenha do primeiro filme, Cães de Aluguel, aqui.

Hoje vamos falar sobre Pulp fucking Fiction!

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Pulp Fiction foi lançado em 1994 com orçamento de 8 milhões de dólares (menos do que o cachê de Bruce Willis em Duro de Matar 3) e conseguiu atrair nomes como Willis, John Travolta, Samuel L. Jackson e Uma Thurman graças ao roteiro. Na época Jackson disse que foi o melhor roteiro que ele já tinha lido.

Cada cena/capítulo é tratada como uma história em si, mas que se conectam fora de ordem. Assim como Cães de Aluguel, Pulp começa num café, com um jovem casal (Tim Roth e Amanda Plummer) conversando antes de decidir roubar o lugar. A próxima sequência traz dois matadores, Vincent e Jules (John Travolta e Samuel L. Jackson), que estão vestidos como os bandidos de Cães: terno preto, camisa branca e gravata.

Jules é um cara normal que por acaso ganha a vida matando gente. Vincent é um junkie nas horas vagas e acaba de voltar de Amsterdam.

Em outra sequência Vincent leva Mia (Uma Thurman), a esposa do chefão Marsellus (Ving Rhames), para sair a pedido dele. Esse encontro gera o maior capítulo do filme. Nele Steve Buscemi foi ironicamente transformado de Sr. Pink, que não dava gorjeta em Cães de Aluguel, a um garçom Buddy Holly deprimido.

Sábado a tarde

Pulp retrata vários níveis de crime. Quando os personagens de Tarantino sacam armas, como fazem com frequência, nunca se sabe se eles explodirão a cabeça um do outro, se vão fazer um discurso (frequentemente fazem ambos), vão virar a mesa ou farão uma retirada honrada e pacífica. Tarantino faz filmes que retrabalham trechos de seus filmes favoritos em que todos seus atores preferidos atuam.

Ele segue um certo padrão no clímax das cenas violentas, um padrão que começou com o Sr. Blondie em Cães. Em Pulp esse padrão acontece em dois momentos, no primeiro quando Jules enrola para matar seu alvo, que se contorce sentado, ponderando qual tipo de hambúrguer é o melhor. E no segundo quando Buth (Bruce Willis) e Marsellus se encontram amarrados e amordaçados, sendo encharcados com gasolina por uma dupla bizarra.

Para Tarantino, Pulp tem um espírito abertamente cômico do começo ao fim. E de acordo com ele, inconscientemente seus filmes seguem o velho Código Hays: você pode fazer o que quiser nos primeiros oitenta e oito minutos, desde que nos últimos dois haja algum pagamento pelo que os personagens fizeram. Ou seja, os finais de Cães e Pulp são moralistas.

Jules começa o filme apenas fazendo seu trabalho (matando) e termina refletindo sobre versos do livro de Ezequiel enquanto tenta descobrir onde ele fica no esquema moral das coisas.