Author: Dandara Lima

 

50 tons

 

Oi genteeee, tudo bem com vocês? Comigo está tudo ótimooooooooooooooooo e sabem por que? Porque eu finalmente acertei o tom que eu queria no meu cabelo \o/

No vídeo abaixo eu mostro a minha saga que começou no dia 07/06 e terminou no dia 23/07. Pasmem. Eu sigo a rotina Low Poo no meu cabelo, então tem todo um esquema mais natureba de cuidados, receitas e pausa entre uma coisa e outra, e eu sou muito perfeccionista, então foi por isso que demorou mais de um mês para acertar tudo.

Lista dos produtos:

  • Tinta Majicontrast Vermelho Rojo da Loreal (o preço varia de R$22 a R$25);
  • Tinta 0-89 Red Violet da Igora (o preço varia de R$16 a R$18);
  • Tinta 0.6 da Amend (o preço varia de R$16 a R$18);
  • Ox 30 vol da Amend;
  • Semi di lino da Alfaparf;
  • Óleo de coco.

Lojas que eu gosto:

  • Meu Cabelo Natural: o óleo de coco, as máscaras, praticamente TUDO o que eu uso para cuidar e tratar o meu cabelo eu compro nessa loja;
  • Omy Perfumaria: compro as tintas (Rua Brigadeiro Luís Antônio, 2163, Bela Vista, São Paulo);
  • Ikesaki: compro as tintas, principalmente a Igora que não tem na Omy (Av. Liberdade, 146, Liberdade, São Paulo).

A cor ficou legal no vídeo, mas ainda ficou mais ou menos próximo do que realmente está, então vou colocar algumas fotos aqui no post:

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Repetindo a mesma dica de sempre: misture um pouco da tinta que você usa na sua máscara de hidratação/nutrição/reconstrução quando for tratar seu cabelo. Assim você trata e reativa a cor. E evite shampoos com sulfatos, eles ressecam e desbotam os cabelos coloridos.

Ps: Relevem a minha cara acabada em alguns momentos do vídeo, no primeiro momento eu estava com crise alérgica (trolada monstra do meu corpo) e no outro o dia foi corrido.

Espero que vocês tenham gostado. Qualquer dúvida, dica ou sugestão, deixem nos comentários 🙂







 

Voltando com o especial “Diretores que amamos: Quentin Tarantino” \o/. Já viram que eu sou meio enrolada com esses especiais né? Estou tentando melhorar, eu jurooo!! Mas então, vocês podem ler a resenha do primeiro filme, Cães de Aluguel, aqui.

Hoje vamos falar sobre Pulp fucking Fiction!

pulp-fiction

Pulp Fiction foi lançado em 1994 com orçamento de 8 milhões de dólares (menos do que o cachê de Bruce Willis em Duro de Matar 3) e conseguiu atrair nomes como Willis, John Travolta, Samuel L. Jackson e Uma Thurman graças ao roteiro. Na época Jackson disse que foi o melhor roteiro que ele já tinha lido.

Cada cena/capítulo é tratada como uma história em si, mas que se conectam fora de ordem. Assim como Cães de Aluguel, Pulp começa num café, com um jovem casal (Tim Roth e Amanda Plummer) conversando antes de decidir roubar o lugar. A próxima sequência traz dois matadores, Vincent e Jules (John Travolta e Samuel L. Jackson), que estão vestidos como os bandidos de Cães: terno preto, camisa branca e gravata.

Jules é um cara normal que por acaso ganha a vida matando gente. Vincent é um junkie nas horas vagas e acaba de voltar de Amsterdam.

Em outra sequência Vincent leva Mia (Uma Thurman), a esposa do chefão Marsellus (Ving Rhames), para sair a pedido dele. Esse encontro gera o maior capítulo do filme. Nele Steve Buscemi foi ironicamente transformado de Sr. Pink, que não dava gorjeta em Cães de Aluguel, a um garçom Buddy Holly deprimido.

Sábado a tarde

Pulp retrata vários níveis de crime. Quando os personagens de Tarantino sacam armas, como fazem com frequência, nunca se sabe se eles explodirão a cabeça um do outro, se vão fazer um discurso (frequentemente fazem ambos), vão virar a mesa ou farão uma retirada honrada e pacífica. Tarantino faz filmes que retrabalham trechos de seus filmes favoritos em que todos seus atores preferidos atuam.

Ele segue um certo padrão no clímax das cenas violentas, um padrão que começou com o Sr. Blondie em Cães. Em Pulp esse padrão acontece em dois momentos, no primeiro quando Jules enrola para matar seu alvo, que se contorce sentado, ponderando qual tipo de hambúrguer é o melhor. E no segundo quando Buth (Bruce Willis) e Marsellus se encontram amarrados e amordaçados, sendo encharcados com gasolina por uma dupla bizarra.

Para Tarantino, Pulp tem um espírito abertamente cômico do começo ao fim. E de acordo com ele, inconscientemente seus filmes seguem o velho Código Hays: você pode fazer o que quiser nos primeiros oitenta e oito minutos, desde que nos últimos dois haja algum pagamento pelo que os personagens fizeram. Ou seja, os finais de Cães e Pulp são moralistas.

Jules começa o filme apenas fazendo seu trabalho (matando) e termina refletindo sobre versos do livro de Ezequiel enquanto tenta descobrir onde ele fica no esquema moral das coisas.







 

A #MLI2015 acaba hoje, massssssssssss vocês só vão saber o nosso resumo final quando a Lena voltar de viagem (próximo final de semana, provavelmente). O vídeo de hoje é sobre a penúltima semana dessa Maratona Literária, o tema era: YA Contemporâneo, Romance ou Drama. Fizemos resenhas de todos os livros que nós lemos nessa maratona, mas estamos postando uma por semana, toda segunda-feira, então continuem acompanhando.

Em breve linkaremos as resenhas dos livros citados aqui.







 

livro resenha admn

sinopse

“Admirável Mundo Novo – Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime.

Os conceitos de “pai” e “mãe” são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, “Admirável mundo novo” é um dos livros mais influentes do século 20.” – Skoob

 

o que eu achei

Admirável Mundo Novo foi publicado em 1932 e é espantoso como Huxley conseguiu enxergar um modelo de sociedade bem além do seu tempo, e que para nós em 2015, é bem plausível. O título do livro foi tirado de “A Tempestade” de Shakespeare.

A linha histórica no livro é dividida em antes de Ford (a.F) e depois de Ford (d.F), semelhante ao antes de depois de Cristo ainda vigente. Todas as religiões foram abolidas, não existem mais doenças, tristeza ou solidão. Todas as pessoas permanecem jovens e saudáveis por toda a vida, que não ultrapassa os 60 anos. A sociedade é divida em castas: Alfas, Beltas, Deltas, Gamas e Ípsilons. O destino, a inteligência e a forma física das pessoas são determinadas enquanto ainda são embriões, e todo o seu desenvolvimento é acompanhado de perto no Centro de Incubação e Condicionamento.

O modelo de família que alguns tanto defendem hoje em dia, é considerado obsoleto e obsceno. A palavra “mãe” é um insulto e a liberdade sexual plena é uma realidade. “Todos pertencem a todos”. Monogamia é um desvio de comportamento.

E todos possuem o soma, um tipo de droga sem efeitos colaterais que afasta as preocupações e te deixa feliz e sereno. Provavelmente o soma foi inspirado no LSD, Huxley foi um entusiasta do uso responsável do LSD como catalisador dos processos mentais do indivíduo, em busca do ápice da condição humana e de maior desenvolvimento das suas potencialidades.

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Como em 1984, as leis não são claras. As pessoas através do condicionamento sabem qual é o seu papel na sociedade, e não tem a capacidade de questioná-lo. Cada casta exerce a sua função, mas ao mesmo tempo não sabem explicar o que de fato fazem. As inovações cientificas e tecnológicas foram desencorajadas, tudo o que é produzido serve de base para aquele modelo estabelecido. As pessoas que não se encaixam são exiladas em ilhas, e acabam vivendo melhor no exílio.

Esse condicionamento criticado no livro não é uma realidade fantasiosa e distante. Há muito tempo somos manipulados pela publicidade por meio de recursos e mecanismos psicológicos que nos levam a comprar um produto, um serviço ou uma ideia.

O conflito na história começa quando Bernard Marx resgata o Selvagem, um homem branco que nasceu e cresceu por acidente em uma tribo. Esse Selvagem começa a questionar a estrutura dessa sociedade até o momento desconhecida para ele.consideraçÑoes finais modelo 2 Esse modelo de sociedade que cultua a juventude, o belo e se medica para se sentir bem te lembra algo? 😉

Já vivemos esse tempo que patologiza a vida, para cada sensação temos um tipo de remédio, fugimos dos problemas e da tristeza. Mas (comentário fútil alert) cadê esse desenvolvimento tecnológico que deixa todo mundo lindo e saudável nas nossas vidas??

Não desenvolvi empatia por nenhum dos personagens, talvez um pouco pela Lenina, mas o Bernard e o Selvagem me irritaram profundamente. Ambos acreditam que são superiores aos seus pares, enquanto criticam a sociedade em que vivem, fazem de tudo para serem aceitos por ela. Principalmente o Selvagem, que cria expectativas na sua cabeça e quando os outros não seguem seu roteiro imaginário ele fica frustrado e violento. Ao meu ver, ele representa a arrogância de um erudito, enfatiza e declama Shakespeare em todas as oportunidades e acredita que é um tipo de salvador dentro daquela sociedade. Tenta libertar pessoas que acreditam já serem livres.

Huxley não explica quem foi Ford dentro daquele contexto ou como aquela sociedade evoluiu daquela maneira, ele simplesmente escancara o resultado. Podemos supor que Ford é uma referência irônica a Henry Ford, pioneiro estadunidense da indústria automobilística e inventor da linha de produção para a fabricação em série de peças. O “fordismo” foi satirizado no filme “Tempos Modernos” do Charles Chaplin, e transformou os trabalhadores em autômatos que repetiam o mesmo gesto ao longo da jornada de trabalho.

Admirável Mundo Novo problematiza até que ponto estamos dispostos a chegar em nome de uma concepção de paz, “felicidade” e desenvolvimento tecnológico. O livro expressa o ceticismo de Huxley em relação a ideia de progresso da época, e alerta para as ameaças do cientificismo e da perda de individualidade.

Mais tarde Huxley retorna a esse mundo com “Despertar do Mundo Novo” e “Regresso ao Admirável Mundo Novo“.