Author: Dandara Lima

 

scream

Antes de qualquer coisa: não é um post sobre Scream Queens, nova série do Ryan Murphy. Por favor, não confundam as séries.

Scream é a nova série do Netflix, quer dizer, não exatamente do Netflix, ela foi produzida pela MTV americana, não sei em que momento o Netflix entrou no meio, mas estão divulgando como se a série fosse do Netflix. A MTV Brasil chegou a divulgar o trailer dessa série.

Nos EUA ela estreou em 30 de junho desse ano na MTV, por aqui o Netflix disponibilizou em 1º de outubro.

scream mtv

A série é baseada na franquia Pânico de Wes Craven e é uma homenagem ao gênero terror. A história começa com o vazamento de um vídeo íntimo, que desencadeia uma série de assassinatos e uma antiga lenda da cidade de Lakewood.

Os personagens ainda estão no high school, os principais alvos pertencem ao grupinho popular da escola. A primeira vítima é a Regina George do grupo Nina Patterson (Bella Thorne), a “abelha rainha” do grupo. É sempre a loira rica entojada a primeira a rodar nesse gênero.

Nina Patterson

Nina Patterson

A série é tão boa que as péssimas atuações não interferem muito. Parece um padrão da MTV, sempre produz séries boas com personagens jovens, mas sempre tem essa pegada Malhação, misturando atores novos com os experientes.

No centro da trama temos Emma Duval (Willa Fitzgerald) a clássica mocinha loira monga que só piora as coisas tentando ajudar todo mundo, ela é a conexão entre os assassinatos atuais com o passado da cidade, quando Brandon James matou alguns adolescentes.

scream redes

A MTV produziu recentemente um filme de terror chamado Unfriended, onde o enredo se desenrola no Skype. Em Scream o contexto é semelhante. Uma coisa boa da MTV é que ela consegue usar as redes sociais, games e a internet sem parecer forçado.

Pra quem gosta do gênero, as cenas dos assassinatos são beeeeeeeeeeem interessantes e não dá tempo de você lamentar ou ficar chocado com a morte de ninguém. O ritmo de cada episódio é bem intenso, eu terminei a série em uma madrugada, assim que ela estreou no Netflix.

Audrey, Noah e Emma

Audrey, Noah e Emma

A caracterização do novo Ghostface, bem como todas as referências ligadas a “ele” durante a série, misturam o Pânico (1996) original (obviamente), o Michael Myers de Halloween (1978) e o Leatherface de O Massacre da Serra Elétrica (1974). E quem faz a voz do Ghostface na série é o Mike Vaughn, a voz original da franquia Pânico.

Halloween e Massacre são clássicos do terror e popularizaram o gênero slasher. Em Halloween, Michael Myers quando tinha seis anos mata sua irmã mais velha na noite de Halloween e é internado em um hospital psiquiátrico por quinze anos, até que ele foge, volta para sua casa e começa a matar adolescentes. No Massacre da Serra Elétrica … é tanta coisa que dá para comentar sobre esse filme que eu não vou conseguir resumir, sorry.

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A série traz outro elemento de alguns clássicos do terror, principalmente os slashers: a final girl – a heroína e inevitável única sobrevivente que escapa de alguma forma ao horror que se abate sobre os outros personagens. Mas calma, a série foi renovada para a segunda temporada, então a Emma não é a única sobrevivente.

Eu vibrei a cada referência sutil (ou não) ao longo dos 10 episódios. O enredo vai te dando pistas e eu consegui descobrir quem era o Ghostface no 8º episódio.

Kieran Wilcox, o boy gato da série

Kieran Wilcox, o boy gato da série

Uma referência super legal (calma, não é spoiler e não vai interferir em nada) acontece no 10º episódio. Os personagens estão na casa da Brooke (Carlson Young) e estão sem sinal de celular. Então ela diz “Tem um telefone fixo na cozinha”, e o Jake (Tom Maden) responde “Telefone fixo? Estamos em 1996?”. Pra quem não entendeu, Pânico foi lançado em 1996 e uma das cenas mais legais é o começo do filme com a conversa por telefone entre o Ghostface e o personagem da Drew Barrymore na cozinha.

scream sala

Cada personagem representa um estereótipo dos filmes de terror (sim eu sei que esse gênero pode ser bem sexista). Emma é a “inocente”, Brooke é a “objeto sexual” , Jake e Will (Connor Weil) são os “atletas”, e Kieran e Audrey (respectivamente, Amadeus Serafini e Bex Taylor-Klaus) são os “estranhos misteriosos”.

Não sei o que vão fazer na segunda temporada, não consigo imaginar uma continuação, mas estou aguardando ansiosamente.

 







 

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Trainspotting – Sem Limites não é sobre drogas e não tem nenhuma lição moral de pano de fundo. O filme é baseado no livro homônimo de Irvine Welsh, dirigido por Danny Boyle e lançado em 1996. O filme está disponível no Netflix.

O filme é narrado por Renton (Ewan McGregor) e mostra a rotina de um grupo de amigos no subúrbio de Edimburgo, Escócia. Renton, Spud (Ewen Bremner) e Sick Boy (Jonny Lee Miller) são viciados em heroína. Tommy (Kevin McKidd) tem uma vida normal com uma namorada normal. Begbie (Robert Carlyle) é um hipócrita insuportável que adora discursar sobre o vício deles em heroína, enquanto esmurra e esfaqueia desconhecidos em bares. Spud é apenas um garoto perdido e ingênuo. Sick Boy é um egoísta arrogante que ama James Bond.

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Além da heroína, o filme também mostra a epidemia do HIV entre usuários de drogas injetáveis. A trilha sonora contou com participações de Iggy Pop, Primal Scream, New Order, Blur, entre outros, e está na lista da revista Rolling Stone das vinte e cinco melhores trilhas de todos os tempos.

Renton não quer se adaptar ao estilo de vida de seus pais, mas ao mesmo tempo também não não sabe o quer fazer da sua vida, nem seus amigos, que também nem são seus amigos. Para ele todas as relações ao seu redor são superficiais. A heroína é apenas uma válvula de escape, uma fuga da realidade, e não a causa de seus problemas, como o soma de Admirável Mundo Novo, e as brigas em Clube da Luta.

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Acordar-comer-trabalhar-comer-dormir-acordar-trabalhar-dormir-trabalhar .. A vida adulta se resume a isso? Somos apenas uma engrenagem na linha de produção, gerando lucros e consumindo? Eu sempre tenho esse tipo de brisa quando assisto a esses filmes. Clube da Luta é bem mais explícito em relação a isso, e os dois filmes são basicamente da mesma época, o final dos anos 90, com a “vitória” do capitalismo. Somos a geração em crise existencial e ideológica.

Trainspotting é aquele tipo de filme que te leva a várias questões, mas não responde nenhuma. E foi anunciado recentemente a continuação do filme no seu aniversário de 20 anos. O diretor vai ser o mesmo, mas confesso que eu morro de medo de continuações, ainda não tive coragem de ler Clube da Luta 2. Como Tyler e Jack, Renton também ganhou um espacinho no meu coração.

trainspotting

“Escolha uma vida. Escolha um emprego. Escolha uma carreira – escolha uma família! Escolha a porra de uma TV grande! Escolha uma máquina de lavar, carros, discman, abridora de latas eletrônico. Escolha uma boa saúde, baixo colesterol, plano de saúde dentária. Escolha parcelas fixas para pagar. Escolha uma casa – escolha seus amigos! Escolha roupas, acessórios. Escolha um terno feito do melhor tecido. Escolha bater uma punheta num domingo de manhã pensando nessa merda de vida. Escolha sentar no sofá pra ficar vendo programas de auditório. Comer um monte de porcaria e acabar apodrecendo. E no fim do caminho escolha uma família e filhos que vão se envergonhar de você por causa desse sentimento egoísta de que você o pôs no mundo pra substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha a vida.

Por que eu iria querer algo assim?

Eu escolhi ‘não escolher a vida’. Eu escolhi uma outra coisa.

E os motivos? Não há motivos.

Quem precisa de motivos quando se tem heroína?” – Renton.







 

ana-tijoux

Me rendi a essa mulher recentemente. Uma amiga vivia falando dela, mas eu ainda não tinha parado para ouvir seus álbuns e me arrependi amargamente de não ter ido ao show dela na Virada Cultural aqui de São Paulo.

Ana Tijoux ou Anita Tijoux é uma cantora franco-chilena. Ela nasceu em Lille, na França, no dia 12 de junho de 1977, porque seus pais foram elixados pela ditadura de Augusto psicopata genocida Pinochet no Chile.

Ela começou sua carreira como MC do grupo de hip-hop Makiza durante os anos 90. A partir de 2006, ela iniciou uma carreira solo, e gravou uma colaboração com a cantora mexicana Julieta Venegas. Depois do seu segundo álbum, 1977, ela ganhou maior notoriedade, e sua música chegou à trilha da série de televisão Breaking Bad.

Ana é conhecida por tratar de temas como anti-colonialismo, feminismo, ambientalismo e justiça social em suas letras.

Discografia:

  • Kaos (2007)
  • 1977 (2010)
  • Elefant Mixtape (2011)
  • La Bala (2011)
  • Vengo (2014)

Eu estou viciada nos álbuns Vengo e La Bala, são os mais politizados. Não curti muito o 1977. Mas eu garanto que vocês não vão se arrepender, a música dessa mulher é viciante.

“Vengo en busca de respuestas
Con el manojo lleno y las venas abiertas,
Vengo como un libro abierto
Anciosa de aprender la historia no contada de nuestros ansestros
Con el viento que dejaron los abuelos y que vive en cada pensamiento
De esta amada tierra, tierra
Quien sabe cuidarlo es quien de verdad la quiere.” – Vengo, Ana Tijoux.







 

narcos

Narcos estreou na última sexta-feira, dia 28 de agosto, no Netflix, e já tem a segunda temporada confirmada para o ano que vem. A série é produzida pelo diretor brasileiro José Padilha e traz Wagner Moura como Pablo Escobar, o narcotraficante colombiano que ficou famoso na década de 80.

Padilha repete a fórmula de Tropa de Elite 1 e 2 ao colocar o agente Murphy como narrador da história, então OBVIAMENTE (ou deveria ser óbvio) a perspectiva da história é de um agente estadunidense, e não uma homenagem a violência da polícia ou a do Estado. É bom frisar isso já no começo dessa resenha, pois a maioria das pessoas acredita que o primeiro Tropa de Elite é uma homenagem ao BOPE, quando na verdade é uma crítica bem irônica a esse grupo de extermínio institucionalizando. O Padilha teve que gravar o Tropa de Elite 2 para explicar isso.

Arte não tem obrigação de ser literal, nem o artista tem a obrigação de explicar o seu trabalho, mas pelo visto os diretores vão ter que começar a introduzir a plaquinha de sarcasmo do Sheldon (Big Bang Theory) para evitar confusões. Mas voltando ao Narcos … Brincadeiras a parte, eu acho que os diretores precisam começar a colocar um aviso no começo dos episódios, ou filmes, ou capítulos de novela que contenham cenas de estupro. Narcos tem uma cena bem pesada de estupro no segundo episódio aproximadamente do minuto 32:30 até 36:10. Digo isso porque esse tipo de cena as vezes funciona como um “gatilho” para quem já sofreu esse tipo de violência. Em 2013, o Brasil registrou mais denúncias de estupros do que de homicídios.

narcos 3

A série começa com o agente do DEA (Departamento Antidrogas dos Estados Unidos), Stephen Murphy, vivido por Boyd Holbrook, explicando a época e o contexto da história, e tentando justificar suas ações para a cena que estamos prestes a assistir (como todo policial não é mesmo?).

Ele é transferido para a Colômbia para combater os cartéis dos narcotraficantes, que transformaram os Estados Unidos em um verdadeiro playground para venda de cocaína. Murphy se torna parceiro de Javier Peña, interpretado por Pedro Pascal.

E temos Wagner Moura como Pablo Escobar. Escobar nasceu pobre, era contrabandista antes de virar um dos maiores narcotraficantes de todos os tempos. Mesmo bilionário, dizia que era um pobre com muito dinheiro. A série retrata sua história na década de 80,  quando ele contrabandeava produtos como eletrodomésticos e se envolve no comércio das drogas, com a criação de diversos laboratórios na Colômbia e a exportação feita por meio de passageiros de avião. A genialidade da rede não é apenas de Escobar, seu primo Gustavo, interpretado por Juan Pablo Raba, é o principal articulador dos negócios do lendário Cartel de Medelin, que contava com outros traficantes famosos como os irmãos Ochoa, um deles vivido pelo brasileiro André Matos.

Murphy, Escobar, Gustavo e Peña

Murphy, Escobar, Gustavo e Peña

A Jana Rosa conseguiu sintetizar bem os meus sentimentos pelo Javier Peña/Pedro Pascal: “queria fazer um fórum sobre esse homem Pedro Pascal do signo de áries que como todo ariano vai te fazer sofrer mas você olha e diz KERO”.

É impossível não desenvolver empatia por Escobar. Ele é um psicopata, mas é um psicopata patriota e um “robin hood paisa”, construindo casas para os pobres da sua cidade. Ele não é um tipo de herói ou um modelo a ser seguido, mas ele acredita que pode mudar a Colômbia e se elege deputado, mas não é aceito pelos outros congressistas, o que inicia um guerra sangrenta e toda a discussão sobre extradição.

A série traz a violência tanto dos cartéis, quanto do governo colombiano e estadunidense. Entre o saldo de sangue de ambas as partes, quem sai perdendo é sempre o povo colombiano.

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Ao começar o primeiro episódio com “há uma razão para o realismo mágico ter surgido na Colômbia”, Padilha não estava brincando. Fã confesso de Gabriel García Márquez, ele mistura cenas reais da época com ficção para mostrar a história da construção do mito de Escobar e como ele manipulou um país inteiro, o que seria difícil de acreditar sem mostrar as imagens reais.

Narcos retrata muito bem a dinâmica falida da guerra às drogas, que deixa um saldo de milhares de mortos pelo mundo. Além de mostrar a paranoia estadunidense e sua selvageria com o comunismo, e o total desrespeito que essa nação possui com a soberania de outros países. Padilha conseguiu retratar muito bem a linha tênue entre o governo colombiano e o estadunidense. Ele também aborda um pouco (bem pouco mesmo) sobre os grupos guerrilheiros da época (e uma alfinetada no Pinochet), nessa primeira temporada temos o M-19, espero que ele traga as FARC na segunda temporada.

 

wagner

Não acredito em monogamia, mas casa comigo! <3

Sobre as críticas que o Wagner Moura recebeu sobre o seu espanhol, aparentemente o Brasil possui o maior número de especialistas em dicção colombiana, que ao invés de apreciar a obra preferiram analisar o sotaque do Wagner Moura. Nem os fãs mais fanáticos da Shakira são especialistas em dicção colombiana, façam me o favor né? O trabalho do Wagner como Pablo Escobar está impecável, sem sombra de dúvidas é um dos melhores atores dessa geração (desses que não dão declarações vexatórias de que não gostam de ler sabe?) e eu estou louca de ansiedade há dois anos esperando o filme dele sobre o Carlos Marighella. Meu coração não vai aguentar, amo o Wagner Moura e considero o Carlos Marighella um herói nacional. O choro é livre para todos os públicos.

“Eu voltei agora da Alemanha depois de lançar o Narcos em Paris, em Londres e na Inglaterra, e eu dizia especialmente aos jornalistas alemães que eu vou fazer um filme sobre um guerrilheiro, sobre a ditadura no Brasil. Eu disse que na Alemanha, embora eles próprios não achem isso, há uma relação psicologicamente muito mais saudável com o passado deles, com o holocausto basicamente (claro que houve uma proporção imensamente maior que a ditadura no Brasil). Nossa tendência na América Latina, especialmente no Brasil, é o esquecimento, é você dizer “deixa pra lá”. A lei da anistia é ruim, eu acho que ela não faz bem psicologicamente para a nação porque não faz justiça. E mais que isso, ela não só não faz justiça, como ela é alienante, especialmente para a minha geração, ela é muito alienante.” – Wagner Moura para a Revista Top Magazine – agosto de 2015.

Na minha humilde opinião, essa é a melhor série do Netflix!

 







 

livro resenha as vantagens

sinopse

“As Vantagens de Ser Invisível – Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.” – Skoob

o que eu achei

As Vantagens de Ser Invisível é o livro de estreia do roteirista Stephen Chbosky e vendeu mais de 700 mil exemplares nos EUA desde o lançamento.

O livro reúne as cartas de Charlie a algum amigo desconhecido, que não se sabe se é real ou imaginário. É através delas que conhecemos as histórias dos personagens e a montanha russa de sentimentos e pensamentos do próprio Charlie.

as vantagens

Dramas familiares, timidez, solidão, primeiro amor, drogas, abuso, música, escola, faculdade, futuro. Charlie nos apresenta Patrick e Sam, seus novos e melhores amigos, suas primeiras experiências com drogas, as novas músicas que está ouvindo, a saudades de sua tia, sua dificuldade em se encaixar na escola, os dramas de sua família e dos seus amigos, seu professor de inglês e todos os livros que ele está lendo, que acabam se tornando seu livros favoritos.

Charlie é definido como invisível por Patrick, aquela pessoa que ouve tudo e todos, que compreende tudo, que está sempre ali, mas muitas vezes ninguém percebe.

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É impressionante como a leitura de uma história meio pesada pode ser tão leve. Esse é aquele tipo de livro que você pega e não larga até terminar. A leitura flui muito rápido, te prende a cada capítulo e te choca com a revelação do final do livro.

Todos temos um pouco de Charlie, conhecemos algum Patrick e já nos apaixonamos por alguma (ou algum) Sam. Todos queremos ouvir aquela música, com aquele grupo de amigos e nos sentir infinitos.

O livro foi adaptado para os cinemas com Emma Watson (a Hermione de Harry Potter), Ezra Miller (amor impossível da minha vida) e Logan Lerman (Percy Jackson), no elenco.